Fogo Espontâneo
Sou como um telhado sob uma nuvem de chuva ácida
Esperando sua ternura chegar em um toque único
Com medidas de lucidez súbita justa como uma luva
De certa maneira corro para uma entrega combinada
Nos pingos de uma necessidade de cruzamento de rios
Entre correntes de amores transpirando sem domínio
Agora temos uma gota de orvalho nas mãos inquietas
Pelos lábios calados rompem-se palavras coradas
Sinto uma sede que me arrebata diante do que ofereces
O impossível se torna fato nos meus dias criados do nada
Faço isso numa nítida condição de quem ama sem pedir
Abro as velas da pele para colher rosas na caminhada
Quero a perfeição nascida de raízes que florescem
Cuidadosamente planto nessa rica terra da emoção
Sinto uma sensível força de um sentimento que cresce
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sexta-feira, junho 29, 2007
sexta-feira, junho 22, 2007
Vivência Prolongada
Entrega
Conheci uma nova dança que inova minhas sensações
Por vestir outro modelo entro no baile perfumado
Experimento o sabor quente dos cheiros dessa hora
Mar e brisa transpiram no movimento de minha vida
Juntos nos servimos das noites percorrendo a cidade
Pois o nosso amor faz essa entrega ser bem-vinda
Faço esse caminho a cada passo num caminhar ciente
Com cartas que precisam ser escritas como lembranças
Até ouço canções românticas vindo de dentro da gente
Meu espírito fica perfeito como bandeiras ao vento
Guardando uma imagem que recebo sorrindo sem ressalvas
Enquanto desmancho um véu molhado coberto pelo tempo
Faço o retorno pelas vias de uma conquista declarada
Afago seus seios em voltas tontas de tantas revoadas
Desfiando a grave rotina do dia a dia em finitas camadas
De um modo incerto acabo me vendo pequeno então
Mas cresço ao me doar para o seu fugaz acolhimento
E meus desejos ou anseios são consumidos em reação
Do meu coração puro bebo meu próprio licor de ferro
Que transborda uma beleza não descoberta por fora
Pois quero viver o imprevisto sopro de sua atmosfera
Conheci uma nova dança que inova minhas sensações
Por vestir outro modelo entro no baile perfumado
Experimento o sabor quente dos cheiros dessa hora
Mar e brisa transpiram no movimento de minha vida
Juntos nos servimos das noites percorrendo a cidade
Pois o nosso amor faz essa entrega ser bem-vinda
Faço esse caminho a cada passo num caminhar ciente
Com cartas que precisam ser escritas como lembranças
Até ouço canções românticas vindo de dentro da gente
Meu espírito fica perfeito como bandeiras ao vento
Guardando uma imagem que recebo sorrindo sem ressalvas
Enquanto desmancho um véu molhado coberto pelo tempo
Faço o retorno pelas vias de uma conquista declarada
Afago seus seios em voltas tontas de tantas revoadas
Desfiando a grave rotina do dia a dia em finitas camadas
De um modo incerto acabo me vendo pequeno então
Mas cresço ao me doar para o seu fugaz acolhimento
E meus desejos ou anseios são consumidos em reação
Do meu coração puro bebo meu próprio licor de ferro
Que transborda uma beleza não descoberta por fora
Pois quero viver o imprevisto sopro de sua atmosfera
sexta-feira, junho 08, 2007
Vitoriosos
Presentes
Uma provocação temporária inovou tempo e espaço
Para responder aos olhares nitidamente luminosos
Com emoções transparentes em felicidade de fato
Nossas vozes recebiam presentes de verbos consoantes
Com forças nos unindo por pontes de percepções
Do interior para o exterior sem existir mais como antes
Desejos insanos dançaram em nossas bocas úmidas
Para recortar melodias respirando vitalidade de anjos
E entender de portas que abririam volumes e dúvidas
Fomos ao encontro de sentidos adormecidos pela espera
Tateando todos os contornos de sua energia delicada
Como rosa despida ao toque por seu aroma dissipado
Sonhamos juntos numa mandala retocada de vitórias
Nos doando espreguiçados em terno aperto de mãos
Para abrir trancas de um cofre de segredos revelados
Uma provocação temporária inovou tempo e espaço
Para responder aos olhares nitidamente luminosos
Com emoções transparentes em felicidade de fato
Nossas vozes recebiam presentes de verbos consoantes
Com forças nos unindo por pontes de percepções
Do interior para o exterior sem existir mais como antes
Desejos insanos dançaram em nossas bocas úmidas
Para recortar melodias respirando vitalidade de anjos
E entender de portas que abririam volumes e dúvidas
Fomos ao encontro de sentidos adormecidos pela espera
Tateando todos os contornos de sua energia delicada
Como rosa despida ao toque por seu aroma dissipado
Sonhamos juntos numa mandala retocada de vitórias
Nos doando espreguiçados em terno aperto de mãos
Para abrir trancas de um cofre de segredos revelados
sexta-feira, junho 01, 2007
Pêndulo
Coração que Dança
Percebo ao longe a luz dada do seu olhar
Quando sou pêndulo o seu corpo me alcança
É como o farol acariciando o dorso do mar
Caminho como se dançasse sempre acompanhado
E meus joelhos tremem tendo motivos demais
Querendo mais uma volta em passos inventados
Gosto do que sou buscando meus horizontes
Com o coração em calma por contar os meus sonhos
Um tanto motivado quero me sentir gigante
Faço gestos de amor em cortina de espelhos
Abro cadernos de estrelas e me entrego em saltos
De frente tão intenso sendo alvo de mim mesmo
Percebo ao longe a luz dada do seu olhar
Quando sou pêndulo o seu corpo me alcança
É como o farol acariciando o dorso do mar
Caminho como se dançasse sempre acompanhado
E meus joelhos tremem tendo motivos demais
Querendo mais uma volta em passos inventados
Gosto do que sou buscando meus horizontes
Com o coração em calma por contar os meus sonhos
Um tanto motivado quero me sentir gigante
Faço gestos de amor em cortina de espelhos
Abro cadernos de estrelas e me entrego em saltos
De frente tão intenso sendo alvo de mim mesmo