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sexta-feira, junho 29, 2007

Toques

Fogo Espontâneo

Sou como um telhado sob uma nuvem de chuva ácida
Esperando sua ternura chegar em um toque único
Com medidas de lucidez súbita justa como uma luva

De certa maneira corro para uma entrega combinada
Nos pingos de uma necessidade de cruzamento de rios
Entre correntes de amores transpirando sem domínio

Agora temos uma gota de orvalho nas mãos inquietas
Pelos lábios calados rompem-se palavras coradas
Sinto uma sede que me arrebata diante do que ofereces

O impossível se torna fato nos meus dias criados do nada
Faço isso numa nítida condição de quem ama sem pedir
Abro as velas da pele para colher rosas na caminhada

Quero a perfeição nascida de raízes que florescem
Cuidadosamente planto nessa rica terra da emoção
Sinto uma sensível força de um sentimento que cresce

sexta-feira, junho 22, 2007

Vivência Prolongada

Entrega

Conheci uma nova dança que inova minhas sensações
Por vestir outro modelo entro no baile perfumado
Experimento o sabor quente dos cheiros dessa hora

Mar e brisa transpiram no movimento de minha vida
Juntos nos servimos das noites percorrendo a cidade
Pois o nosso amor faz essa entrega ser bem-vinda

Faço esse caminho a cada passo num caminhar ciente
Com cartas que precisam ser escritas como lembranças
Até ouço canções românticas vindo de dentro da gente

Meu espírito fica perfeito como bandeiras ao vento
Guardando uma imagem que recebo sorrindo sem ressalvas
Enquanto desmancho um véu molhado coberto pelo tempo

Faço o retorno pelas vias de uma conquista declarada
Afago seus seios em voltas tontas de tantas revoadas
Desfiando a grave rotina do dia a dia em finitas camadas

De um modo incerto acabo me vendo pequeno então
Mas cresço ao me doar para o seu fugaz acolhimento
E meus desejos ou anseios são consumidos em reação

Do meu coração puro bebo meu próprio licor de ferro
Que transborda uma beleza não descoberta por fora
Pois quero viver o imprevisto sopro de sua atmosfera

sexta-feira, junho 08, 2007

Vitoriosos

Presentes

Uma provocação temporária inovou tempo e espaço
Para responder aos olhares nitidamente luminosos
Com emoções transparentes em felicidade de fato

Nossas vozes recebiam presentes de verbos consoantes
Com forças nos unindo por pontes de percepções
Do interior para o exterior sem existir mais como antes

Desejos insanos dançaram em nossas bocas úmidas
Para recortar melodias respirando vitalidade de anjos
E entender de portas que abririam volumes e dúvidas

Fomos ao encontro de sentidos adormecidos pela espera
Tateando todos os contornos de sua energia delicada
Como rosa despida ao toque por seu aroma dissipado

Sonhamos juntos numa mandala retocada de vitórias
Nos doando espreguiçados em terno aperto de mãos
Para abrir trancas de um cofre de segredos revelados

sexta-feira, junho 01, 2007

Pêndulo

Coração que Dança

Percebo ao longe a luz dada do seu olhar
Quando sou pêndulo o seu corpo me alcança
É como o farol acariciando o dorso do mar

Caminho como se dançasse sempre acompanhado
E meus joelhos tremem tendo motivos demais
Querendo mais uma volta em passos inventados

Gosto do que sou buscando meus horizontes
Com o coração em calma por contar os meus sonhos
Um tanto motivado quero me sentir gigante

Faço gestos de amor em cortina de espelhos
Abro cadernos de estrelas e me entrego em saltos
De frente tão intenso sendo alvo de mim mesmo