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terça-feira, dezembro 13, 2022

Se há cabeças nas nuvens...

Se há cabeças nas nuvens e acha que o melhor é ficar como está, melhor que largue o peso da pilhéria, da desqualificação com quem não viaja no que aí está, nem todos podem ser enganados, cooptados ou seduzidos, atentem para a próxima estação. Quem descerá?

Nada será como antes amanhã!

Cuidem da bagagem que levarão quando se forem, quando não forem os escolhidos. 

Perguntar não ofende.

Quem se arrisca a dizer de quem será a próxima prisão?



domingo, dezembro 11, 2022

PEC DA GASTANÇA: O QUE ERA IRRESPONSÁVEL VIRA “NECESSÁRIO”

PEC DA GASTANÇA: O QUE ERA IRRESPONSÁVEL VIRA “NECESSÁRIO”, SÓ POR FAVORECER LULA

J.R. Guzzo, 9/12/2022.


O Brasil vive num paraíso desde o último dia 3 de novembro. Até então, era o pior país a ser encontrado no sistema solar; mas aí o TSE declarou que Lula tinha ganhado a eleição para presidente e de um minuto para outro o mundo mudou. Agora, haja o que houver e faça Lula o que bem entender, tudo está certíssimo, tudo é virtude, tudo é alegria. Se desse para saber que seria assim, bem que o STF poderia ter demitido o presidente Bolsonaro, nomeado Lula para o seu lugar e feito a felicidade geral começar antes, não é mesmo? Seja como for, o Brasil das Maravilhas está aí – e sua primeira grande conquista é a capacidade de transformar desastres, explícitos e aritméticos, em grande obra de “engenharia política”.


Imaginem o que aconteceria neste país se o governo, antes do dia 3 de novembro, tivesse dito que precisava gastar cerca de 170 bilhões de reais a mais do que a lei permite para pagar as suas despesas. A proposta não chegaria a cinco minutos de vida; iria desabar debaixo de enfurecidas acusações de “irresponsabilidade fiscal”, “incapacidade de governar”, “tentativa de golpe de Estado”, e daí para baixo. Mas os árbitros do bem e do mal agora são outros, e são eles que definem o que é a realidade. A realidade oficial, hoje, é que os mesmíssimos 170 bilhões que iriam arruinar o Brasil são indispensáveis para a sobrevivência da nação; Lula, ao extorquir essa montanha de dinheiro extra do pagador de impostos (poderia ter sido mais) se mostra não um arrombador do erário, mas nos dá uma notável lição de “articulação política”. Mudou-se até o nome da operação. Era “PEC da Gastança”. Foi promovida a “PEC da Transição”. Muito mais sério, certo?


A partir de agora qualquer sujeito que tiver uma carteirinha de ministro ou de “gente do governo” em geral (a começar pelo novo presidente), só vai praticar acertos; ficam todos isentos da possibilidade de errar, como é o caso do Papa. O que era errado vira certo. O pecado mortal passa a ser exibição de bondade. O “orçamento secreto”, que até o dia 3 de novembro era a maior desgraça dos 500 de história do Brasil, se transforma em instrumento essencial para a “governabilidade”; o PT, que era mortalmente contra, hoje é mortalmente a favor. Chamam a coisa toda, agora, de “emendas do relator”, ou “emendas parlamentares” – caso resolvido.


O resto é igual. Destruir a maior parte dos mecanismos de estabilidade da economia passa a ser um mandamento da “Nova Teoria” que pretende resolver os problemas do Brasil com soluções que são tentadas há 100 anos e nunca deram certo. Socar 40 ministérios em cima da população (incluindo aí o Ministério do Índio) torna-se uma exibição de “capacidade administrativa”. Abrir embaixadas que foram fechadas em ditaduras ou em republiquetas no fundão da África, ou conseguir audiência com um assessor do presidente Joe Biden, é tido como grande vitória diplomática – eis aí o Brasil de volta à liderança mundial. São as vantagens de se “salvar a democracia” e colocar na presidência da República um cidadão condenado pela justiça por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Daqui para frente, os brasileiros não vão mais receber notícia ruim – têm, enfim, um presidente e um governo infalíveis.

quinta-feira, dezembro 08, 2022

O supremo comando da morte da democracia

O supremo comando da morte da democracia

Em um estado de exceção o comando está nas mãos de um tirano que pode até afastar um prefeito eleito, e está acontecendo no Brasil,  sob a alegação de crime de opinião. Também chegam a calar redes sociais de parlamentares também eleitos. Nenhum desses algozes da liberdade de expressão foi eleito, tais poderes assim são obtidos por meios ilegais, tomados, graças a arrogância desses soberbos e o estupro do texto constitucional.

Eles se servem de interpretação da lei para subjugar representantes da população eleitos democráticamente contrariando suas competências e funções de guardiões da Carta de 1988, estrapolando as quatro linhas numa radical pretensão de impor ao povo de um país o seu plano de governo arrestando todos os direitos fundamentais da sociedade e quebrando a divisão de poderes das instituições basilares da nossa República, minando o Estado democrático de direito.


terça-feira, dezembro 06, 2022

A educação melhora a condição do cidadão, mas não necessariamente o caráter

A educação melhora a condição do cidadão, mas não necessariamente o caráter.

A percepção da realidade parece ser cada vez mais um fator condicionado ao grau de educação? Não necessariamente. Tem muita gente boa que nem pegou o batente da escola, só do trabalho árduo e diário para sua sobrevivência e da sua família, porém sabe aonde ver onde está a verdade. O que a elite intelectual desonesta não quer mesmo, é fazer por onde melhorar a situação da maioria da população que não tem acesso sequer ao essencial. E essa informação está disponível e pode ser obtida nos órgãos oficiais que apresentam dados sobre a área. E como de fato ainda se faz por onde, há pouco, nessa campanha eleitoral, um candidato revelou num sincericídio: "nenhum governo se preocupou com a educação nesse país ". 

Compreender, entender, fazer uma leitura da realidade também depende do caráter de cada um dos que se dispõe a se ocupar do mundo ao seu redor. Um grande exemplo é os que se coloca contra a situação de censura, e os que  quem tem opinião e crítica aos abusos de poder do judiciário e o estado de exceção em que o país foi colocado. Os milhões que estão indo para as ruas porque sabem que se não forem todos serão prejudicados, condenados a uma perseguição de uma organização criminosa que chegou ao extremo para tomar o poder.

O texto a seguir é de um especialista em campanhas eleitorais, certamente um desses colaboradores de políticos "mais honestos do país" que ganham eleições à sombra de manipulações da (in)justiça brasileira, o suporte da desorientação da grande mídia, o Consórcio, e a falta de transparência de um sistema eleitoral suspeito que protege seus escolhidos e bandido descondenado. 

Os princípios desses pensadores disruptivos são a inversão de valores, o nivelamento de padrão moral entre vilões e vítimas, bem como a mentira medida com o consentimento da régua da interpretação da lei, esses são os aliados fundamentais desses engenheiros sociais, fazendo regras, distribuindo ideias básicas da verdade que forjam comportamentos e opinião. Tudo para que a esquerda e seus objetivos chegue a seu fim: a tomada do poder.

“O brasileiro é tolerante com a corrupção, pois se puder, de algum modo, também recorre a meios ilícitos para subir na vida.

Faço campanhas eleitorais há muito tempo e as pesquisas revelam isso.

Nas conversas informais as pessoas também deixam entrever essa complacência com o crime.

O brasileiro é dinheirista.

Curso superior no Brasil é meio para ganhar dinheiro.

Lecionei economia e ciência política muitos anos, e a maioria dos alunos nunca me pediu uma indicação de livro.

Não é a educação que é valorizada, mas o diploma.

O brasileiro quer uma fórmula eficiente de ganhar dinheiro e subir na vida.

O conhecimento é solenemente desprezado.

Lemos em média 1,2 livros por ano, aí incluídos livros didáticos, que são obrigatórios.

Mais de 70% das pessoas são analfabetas funcionais, ou seja, têm sérias dificuldades em ler corretamente e compreender o que leram. Você mesmo anda sofrendo com isso aqui.

Enfim, antes de aspirar o poder, a esquerda revolucionária devastou a cultura e a educação brasileira.

Não sobrou nada.

Cursos universitários são centros de formação de militantes.

São espaços para moldar a cabeça de uma geração extremamente materialista, vazia, que só pensa em obter sucesso na vida.

Mais uns 10 anos e a direita nem eleitorado terá.

Essas eleições estão revelando toda a miséria cultural, intelectual, moral e espiritual do brasileiro.”

(O trecho destacado foi de post do Stephen Kanitz em sua TL com o título "Por que nossa elite tolera a corrupção?".