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sexta-feira, abril 28, 2023

Em vez disso, a verdade

 Em vez disso, a verdade

Por Jordan Peterson, em 12 regras para a vida, um antídoto para o caos

A equivalência da vida e da limitação é o fato primordial e inevitável da existência. A vulnerabilidade do nosso Ser nos torna suscetíveis às dores do julgamento social e do desprezo, assim como à deterioração inevitável do nosso corpo. Porém, todas essas formas de sofrimento, por mais terríveis que sejam, não são suficientes para corromper o mundo, para transformá-lo em um Inferno, do jeito que os nazistas, maoistas e stalinistas o corromperam, transformando-o em um Inferno. Se é isso o que queremos, então, como Hitler declarou tão claramente, precisamos da mentira: 

"Na grande mentira sempre há uma certa força de credibilidade, porque as grandes massas de uma nação são sempre corrompidas mais facilmente na camada mais profunda de sua natureza emocional do que consciente ou voluntariamente; assim, na simplicidade primitiva de suas mentes, elas são vítimas mais fáceis da grande mentira do que da pequena, uma vez que elas mesmas geralmente contam pequenas mentiras de pequenas formas, mas ficariam envergonhadas de usarem de falsidades em grande escala. Nunca passaria por suas cabeças inventar  inverdades colossais e elas nunca acreditariam que os outros pudessem ter a insolência de distorcer a verdade tão descaradamente. Mesmo que os fatos que provem isso possam ser claramente apresentados para suas mentes, elas ainda duvidariam e hesitariam, continuando a pensar que poderia haver alguma outra explicação".

Para a grande mentira primeiramente precisamos da pequena. Essa é, metaforicamente falando, a isca usada pelo Pai das Mentiras para fisgar suas presas. A capacidade humana para a imaginação nos torna capazes de sonhar e criar mundos alternativos. Essa é a fonte máxima de criatividade. Com essa capacidade singular, porém, vem seu equivalente, o outro lado da moeda: podemos enganar a nós mesmos e aos outros para que acreditem e ajam como se as coisas fossem diferentes do que sabemos que são.

E por que não mentir? Porque não torcer e distorcer as coisas para obter um pequeno ganho ou suavizá-las, para manter a paz ou evitar sentimentos feridos? A realidade tem seu aspecto terrível: precisamos realmente confrontar a sua face de serpente a cada momento da nossa de nossa consciência desperta e a cada mudança em nossa vida? Por que não virar o rosto, pelo menos, quando olhar é doloroso demais? O motivo é simples: as coisas desmoronam. O que deu certo ontem não vai necessariamente dar certo hoje. Herdamos dos nossos ancestrais o grande mecanismo do Estado e da cultura, mas eles estão mortos e não podem lidar com as mudanças de hoje. Os vivos podem. Podemos abrir nossos olhos e modificar o que for necessário no que temos e manter a máquina funcionando suavemente. Ou podemos fingir que está tudo certo, deixar de realizar os reparos necessários e depois amaldiçoar o destino quando nada for como esperávamos.

As coisas desmoronam: Essa é uma das grandes descobertas da humanidade. E aceleramos a deterioração natural das grandes coisas através da cegueira,  inação e falsidade. Sem atenção, a cultura se degenera e morre, e o mal prevalece.

O que você enxerga de uma mentira quando a traduz em ações (e a maioria das mentiras são ações, e não palavras) é uma parte bem pequena do que ela realmente é. Uma mentira está conectada com todo o resto. Ela produz o mesmo efeito no mundo que uma gota de esgoto produz mesmo no maior garrafão de champanhe. É melhor que a consideremos como algo vivo e crescente.

Quando as mentiras ficam grandes o suficiente, o mundo inteiro se deteriora.

(...)

A mentira corrompe o mundo. E o que é pior, essa é sua intenção.

segunda-feira, abril 24, 2023

A insegurança jurídica sem ordem nem progresso

 A insegurança jurídica sem ordem nem progresso nos conduz ao medo do próximo futuro, ao obscuro mundo dos escravos da covardia, da preguiça mental, e a ignorância vai se tornar a medida da paz dos analfabetos políticos. De todos que se entregam ao abismo das ditaduras.

Atualmente se respira e faz-se a digestão de uma realidade que transpira ideologia totalitária, ódio, tensão, medo, mentiras e indecisão. O poder está corrompido e na mão dos bastiões subordinados a cleptocracia e aos predadores filiados e cúmplices do atual governo no Brasil, pai da mentira, salafrário, apelidado de ladrão, todos sabem o que fez e fará, menos os que relevam o mal para receber as grandes migalhas.

Eu não quero viver a vida errada e depois ser esquecido ao morrer. Não me curvo ao mal, chegou a hora de encarar, sim, penso em todas as possibilidades para continuar a pisar no chão que me elevará do desastre, passando ao outro lado, lutando por uma pátria amada livre, para obter por todos os dias liberdade de pensamento e prosperidade.

Com o amor imprescindível, que é verbo, a ação, vou tentar ver as palavras antes de estarem prontas. Falta justiça e a lei está morta.

Conheço muitas respostas ainda que não domine todas as categorias para perguntar com a certeza necessária que guia os desesperados, e sejam as mais corretas em propósito. 

O tempo está indo mais rápido que na juventude, não sei quantos anos, décadas de sol e lua seremos golpeados, enganados, a grave realidade do Foro se precipita com a rapidez de tudo que cai, o que deverá acontecer será como um canto de cigarras numa estação passageira que não sabemos; espero que a mudança seja favorável aos fatos, e a favor de uma verdadeira função, a da nossa evolução do que pensamos de bem, o que vimos e cremos como verdade duradoura ainda que sem previsão de chegada a um mundo melhor. Eu quero estar com meu amor quando um dos dois precisar de moedas para o barqueiro. 

É tudo passageiro, é o que reflito do real nesse momento. Que tempos!