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terça-feira, maio 30, 2023

O limbo da razão e justiça no Brasil

 A constatação de estarmos nesse limbo da razão e justiça, sob o peso da vergonha do discurso dissonante dos fatos, se deve a massa de imbecis defensores do regime ditatorial da esquerda, néscios do ambiente cultural, políticos nanicos de silêncio remunerado e, o batalhão de acadêmicos e uma elite de intelectuais, desonestos e fiéis a uma utopia totalitária. 

Como atores ativos têm o suporte do rico aparelhamento Executivo e do Consórcio da mídia recheado de militantes com neurônios ensebados de narrativas insistentes em reescrever a história. 

Hoje, querem forçar sua consistência frouxa da "verdade" com o aval do seu Ministério. Ação direta de um desgoverno carregado de vingança, de alma conflitante, firme em uma propaganda ostensiva contra seus opositores, censurando ideias e pensamentos. Chegamos ao cúmulo de qualquer opinião ser vigiada e passível de permissão com a aprovação da lei da CENSURA. O que se percebe é que toda manifestação e palavras só serão permitidas, desde que passe pelo crivo do Ministério da Verdade, ainda que nada tenha de substrato real, no que vem sendo demonstrado às claras no desgosto pelo mínimo esboço em atitudes antidemocráticas, com zero de liberdade de expressão, regulando-a em benefício dos seus amigos da picanha palaciana e da mesmice retórica.



quinta-feira, maio 18, 2023

O PT nutre a fantasia de ser absolvido pela história

O PT nutre a fantasia de ser absolvido pela história

A algazarra do PT contra o Google é ilustrativa de uma intenção muito maior. Para o petismo, não basta a extinção dos processos contra Lula

Mario Sabino, Revista Oeste, 12/05/2023.

Fidel Castro fez um discurso, em 1953, cujo título é “A história me absolverá”. O aranzel foi a sua defesa no julgamento em que foi réu pelo assalto frustrado ao Quartel de Moncada — do qual planejou roubar armas, para derrubar o ditador Fulgencio Batista, o que só viria a se concretizar seis anos depois. Basicamente, Fidel Castro disse que a posteridade reconheceria que os seus fins justificavam os seus meios.

A frase me veio à cabeça ao acompanhar a algazarra do PT contra o Google. O partido e os seus porta-vozes na imprensa e nas redes sociais ficaram furibundos porque, quando se pesquisava Lula e coroação, em busca de notícias sobre a ida do presidente petista à cerimônia de coroação de Charles III, a correção automática do Google sugeria Lula e corrupção.

O partido enviou uma notificação extrajudicial à big tech, acusando-a de valer-se “do seu poder econômico e quase monopólio virtual para manipular a opinião pública em favor dos seus interesses privados”, violando a Constituição. Ou seja, o Google, que é contra o texto atual da PL das Fake News, tão caro à esquerda, teria usado o seu algoritmo para atacar o chefão do PT.

É balela. O Google, como eu já disse, não tem transparência nenhuma, o seu algoritmo obedece, sim, a lógicas empresariais, mas isso não tem nada a ver com correção automática. Tem a ver com o padrão de buscas e preferências da maioria que usa o Google. A coisa já foi resolvida, contrariando a lógica do padrão, porque o mar não está para peixe grande ou pequeno na democracia brasileira.

A algazarra do PT contra o Google é ilustrativa de uma intenção muito mais abrangente. Para o petismo, não bastam a extinção de processos e a confecção de fabulações universitárias e livrescas de que Lula foi vítima de um golpe político-judicial. É preciso também controlar os motores de busca e as redes sociais no que dizem sobre a condenação do petista por corrupção e lavagem de dinheiro — condenação que foi anulada pelo STF. Tivemos uma amostra disso durante a campanha eleitoral.

Pode ser até que um desmiolado ainda surja com a ideia de que se devem apagar completamente notícias a respeito da condenação, baseado na tese do direito ao esquecimento, já rejeitada pelo Supremo. Vai que cola. Afinal de contas, mudança de jurisprudência no Brasil não é como ver ararinha-azul na natureza, para continuar nas imagens do reino animal.

Num canto nem tão recôndito assim da sua alminha autoritária, o PT e o seu chefe nutrem a fantasia de absolvição histórica, reescrevendo e tentando cancelar o que lhes é desonroso. É uma estratégia comum da esquerda, mas não só dela, reescrever a história para absolver culpados e inculpar inocentes, ou para atribuir ainda mais culpas aos culpados de verdade. Não funcionou com Fidel Castro, não funcionará com ninguém.

quarta-feira, maio 17, 2023

TSE atropela a lei e os fatos para cassar Deltan Dallagnol

TSE atropela a lei e os fatos para cassar Deltan Dallagnol

Editorial Gazeta do Povo, 17/05/2023.

A lei, no Brasil, foi abolida e substituída por uma bola de cristal. É a única forma de explicar satisfatoriamente como o Tribunal Superior Eleitoral foi capaz de, por unanimidade, cassar o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Podemos-PR) nesta terça-feira. A decisão, ainda passível de recurso, reverteu decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral paranaense e contrariou a Procuradoria-Geral Eleitoral, que era oposta à impugnação da candidatura. O ex-procurador do Ministério Público Federal, que ganhou fama nacional ao coordenar a força-tarefa da Operação Lava Jato no MPF, foi eleito deputado federal em outubro de 2022 com quase 345 mil votos – a segunda maior votação para o cargo na história do Paraná.

A ação movida pela Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT (quem mais?), alegava que Dallagnol estaria inelegível por ter pedido exoneração do MPF enquanto respondia a processo administrativo disciplinar (PAD) e por ter sido condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no caso das diárias pagas a membros da força-tarefa. De fato, a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010) inseriu no inciso I do artigo 1.º da Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90) as alíneas “g”, que torna inelegíveis para qualquer cargo “os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário”; e “q”, referente aos “magistrados e os membros do Ministério Público que forem aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória, que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar”.

O relator do processo no TSE, Benedito Gonçalves, afastou a inelegibilidade relativa à condenação no TCU, já que esta decisão, em que a corte de contas ignorou uma série de princípios jurídicos e garantias do réu, foi suspensa pela primeira instância da Justiça Federal em setembro de 2022, ou seja, ainda antes da eleição. Restava, no entanto, a inelegibilidade ligada aos processos disciplinares. Quanto a isso, a Lei da Ficha Limpa é inequívoca: se houvesse PAD em curso contra Dallagnol no momento de sua exoneração, em novembro de 2021, o ex-procurador não poderia ter se candidatado.

Mas havia tais processos em andamento? A resposta é um cristalino, um rotundo “não”. Os PADs que Dallagnol chegou a enfrentar enquanto ainda estava no MPF já haviam sido concluídos – com penas de advertência, em novembro de 2019, e de censura, em setembro de 2020, dois absurdos que comentamos exaustivamente neste espaço. O próprio Conselho Nacional do Ministério Público, responsável pelas duas condenações de Dallagnol, atestara em certidão a ausência de novos processos disciplinares em curso. O Tribunal Regional Eleitoral paranaense reconheceu este fato e deferiu a candidatura de Dallagnol por unanimidade, poucos dias depois do pleito. Os petistas e seus aliados, então, foram ao TSE, e a Procuradoria-Geral Eleitoral repetiu o óbvio: não havendo PADs pendentes, não há inelegibilidade, já que Dallagnol não se encaixaria na descrição da Lei da Ficha Limpa.

Para contornar a verdade inescapável, Gonçalves – aquele dos tapinhas de Lula e do “missão dada, missão cumprida” na diplomação do petista –, precisou recorrer a um festival de ilações. A Federação Brasil da Esperança alegara que, quando pediu exoneração, Dallagnol tinha contra si uma série de outras contestações no CNMP, como reclamações disciplinares e pedidos de providências. Gonçalves se agarrou a esse fato e se lançou em um exercício de adivinhação após adivinhação. “Todos esses procedimentos, como consequência do pedido de exoneração, foram arquivados, extintos ou mesmo paralisados, e a legislação e os fatos apurados poderiam perfeitamente levá-lo à inelegibilidade. Sem nenhuma margem de dúvida, constata-se a gravidade dos fatos imputados ao ora recorrido nesses procedimentos. Não se cuida, aqui, de invadir a competência de outros órgãos e firmar a materialidade e a ilicitude das condutas, mas de reforçar que o pedido de exoneração teve propósito claro e específico de burlar a incidência da inelegibilidade”.

Poderiam – eis o alicerce completamente frágil da argumentação de Gonçalves. É verdade que a exoneração extingue todos os procedimentos, e também é verdade que, caso Dallagnol tivesse permanecido no MPF, ao menos alguns desses procedimentos poderiam ter sido transformados em PADs. Mas, para efeitos da Lei da Ficha Limpa, isso é irrelevante: interessa apenas se há processos efetivamente em aberto, o que não havia. E, do ponto de vista lógico, a argumentação de Gonçalves é falaciosa: dá como certa uma possibilidade sem nem mesmo considerar a hipótese contrária, a de que os procedimentos não resultassem em PADs, algo que ocorreu ao menos uma vez no caso de Dallagnol, quando, em agosto de 2020, o CNMP arquivou uma queixa referente aos slides de Power Point expostos durante a apresentação de denúncia criminal contra Lula, em 2017.

Em resumo, o argumento dos petistas, acolhido por Gonçalves, é o de que os procedimentos não só poderiam, mas certamente iriam se transformar em PADs; se isso ocorresse, Dallagnol estaria inelegível; só não se transformaram porque Dallagnol pediu exoneração antes. Foi assim, apoiando-se em termos no condicional e exercícios de pura adivinhação, que o relator atropelou a lógica e a verdade dos fatos. Já seria suficientemente vergonhoso se ele ficasse sozinho, sendo derrotado pelo restante do plenário; mas os demais ministros (Alexandre de Moraes, presidente da corte, além de Cármen Lúcia, Carlos Horbach, Nunes Marques, Raul Araújo e Sérgio Banhos) não quiseram deixar seu colega isolado no vexame e conseguiram escrever uma das páginas mais absurdas da história da corte eleitoral – o que não deixa de ser uma façanha, tantas as estripulias jurídicas cometidas pelo TSE no período eleitoral de 2022.

Ao menos em sua instância maior, a Justiça Eleitoral mostrou nesta terça-feira que de justa não tem nada. Tornou-se órgão de perseguição política, disposto a inviabilizar a vida pública de qualquer um que tenha se colocado no caminho de Lula em algum momento ou que tenha feito críticas à forma como o Supremo Tribunal Federal desmontou o combate à corrupção no Brasil – é sintomático que o caso de Dallagnol tenha ido para a pauta do TSE depois que o deputado rebateu falas de Gilmar Mendes sobre o “germe do fascismo”, em ataque à Lava Jato. Se os fatos e a lei isentam Dallagnol de culpa, então, que sejam ignorados e substituídos pelo triunfo das vontades superiores – eis como funciona o Brasil de 2023.






sábado, maio 13, 2023

CARROCEIROS NO COMANDO DO AVIÃO DA EMBRAPA

CARROCEIROS NO COMANDO DO AVIÃO DA EMBRAPA

Por Maristela Deschamps Guañabens 

Lançaram um iceberg contra o melhor navio das estatais brasileiras, de quem todos se orgulham, a Embrapa. Um desastre. O Governo indica petistas e sindicalistas, sem qualificação, disputa e escolha múltipla com base no mérito e na experiência, para dirigir a Embrapa.

A Diretoria-Executiva da Embrapa é responsável por planejar, supervisionar, coordenar e controlar as atividades da Embrapa e formular suas políticas. Ela é composta pela Presidência e quatro Diretorias: de Governança e Gestão; de Negócios; de Pesquisa e Inovação; e de Pessoas, Serviços e Finanças.

A Diretoria era selecionada por mérito e qualificação científica. Agora mais não. O presidente da Embrapa foi tirado do cargo três meses antes do final do mandato. Para substituí-lo o núcleo petista indicou Silvia Massurah. Ela nunca teve participação em cargos centrais da empresa. É desconhecida no agronegócio. E desconhece o mundo rural. Sem ideia de ciências agronômicas e agrárias, cadeias produtivas e suas organizações, numa mistura letal de oportunismo e arrivismo, declaradamente assustada, aceita um cargo fora de suas capacidades.

Os quatro outros diretores foram escrutinados e indicados, três pela CUT e todos pelo PT por seu alinhamento ideológico e histórico, com base na velha política: um de cada região do Brasil. Como se as diretorias da Embrapa fossem geográficas. Numa prática totalitária, são candidatos únicos. Não há abertura para concorrentes. Nem disputa.

Eles tiveram seus nomes recusados pelo Conselho de Administração da Embrapa (Consad) na semana passada: desqualificados e despreparados para assumir as funções. Um candidato, inclusive, declarou ao Consad não saber para que existia a diretoria por ele pretendida!

Após a recusa, a pressão do Governo foi enorme. O Ministro da Agricultura implorou voto de confiança. Foram processos parecidos no BNDES, Itaipú, Petrobrás... e agora na Embrapa. *Nesta 6ª., os membros do CONSAD levarão ao naufrágio seus currículos, o interesse público e a história da Embrapa?*

Segundo pesquisador respeitado: _“Se nada for feito, nos próximos dias sairá no DOU a nomeação da mais despreparada diretoria já indicada na história da instituição. Uma diretoria majoritariamente tutelada por interesses sindicais e sem nenhuma qualificação, a mais remota que seja...”.

*Carroceiros serão indicados para pilotar um avião supersônico?*

sexta-feira, maio 05, 2023

A escolha fácil dos totalitários

 Vejo um mundo em que fazer o pior é sempre o mais fácil, alguns reservam ideologias, batalhas sórdidas, seu tempo para impor suas vontades, obrigando a todos obedecerem. Isso é muito fácil, ao contrário da liberdade de escolha e obediência as leis de uma sociedade regida pela democracia. Democracia exige trabalho de muitos virtuosos e honestos cidadãos e custa caro a todos os envolvidos. As ditaduras operam mecanismos que facilitem realizar os seus desejos, os mais obscuros, ilegais e perdulários, não se importam com direitos, respeito às leis, senão, com os códigos que lhes sejam favoráveis na execução de seus objetivos e as mantenham longamente no poder.

quinta-feira, maio 04, 2023

Vivemos uma DITADURA

Vivemos uma DITADURA. 

É de cair o queixo! O ativismo dos supremos togados vai atropelar, de novo, o legislativo, que sucumbirá de vez, caso seja "votada" a "lei" da CENSURA pelo $TF, feita sob encomenda para manter o totalitarismo empossado. A pretensão da ditadura já está tão acelerada que parar de ilegalidades não é sequer mais uma possibilidade. É o Estado de Exceção vigente sentido por todos que não estão infectados pela cegueira ideológica da esquerda. O teatro da democracia foi fechado sem qualquer pejo ou pausa para reflexão moral.



quarta-feira, maio 03, 2023

Sem o PL da CENSURA

 Sem o PL da CENSURA, o ex-presidiário e sua gangue quer por que quer, e tem o suporte ilegal do Supremo, tornar o ex-presidente um presidiário de sua escolha, nem que seja corrompendo a lei, uma Constituição enterrada nas burras cheias das togas. Só assim, acharia uma equivalência desnaturada para acusar em propaganda oficial, com certeza a mais fake news. Ainda que sem provas nem processo legal, nem jurisprudência para tanto.