Páginas

domingo, outubro 22, 2023

O terrorismo da ideologia e a ideologia do terrorismo juntos

O terrorismo da ideologia e a ideologia do terrorismo juntos

É contra o povo e a democracia que todo militante de ideologia de origem socialista, comunista, e apoiadores do terrorismo, operam sem trégua diuturnamente por destruir, transformar, modificar o mundo conforme seus desejos e regras extremas, desde o século 19. Objetivam tomar o poder como fim para moldar o mundo real por um lugar utópico, desumano, seu, tornando a todos obedientes seguidores de códigos definidos pelo partido e o Estado. Esse é um código já surrado, provado em vários momentos pela humanidade, arraigado e incutido há décadas nas mentes jovens, modeladas por um pensamento único, doutrinadas por entrega na ausência de conhecimento ou por ignorância dos fatos, o que tem sido demonstrado na prática, uma doutrina que corrompe moralmente, que não deu certo nem está oferecendo nada melhor que os padrões históricos de conquistas do capitalismo em democracias, quebrando o marco civilizatório de convivência humana, e o que empurram de fato são exemplos de países sob o comando de Estados autoritários, que coloca suas populações sob a censura, perseguição religiosa e mais, estão juntos, com os devotos do terrorismo contra seus oponentes de opinião, pensamento e fé na encomenda de um verdadeiro inferno na Terra. 

Nas fotos abaixo vemos a presença de multidões frente a lideranças de direita, conservadores e liberais, vemos populações de vários países na busca do encontro da possibilidade de resgate da democracia enquanto regime que pode tornar os cidadãos livres da censura e iguais perante a lei, conscientes que a liberdade de expressão é sagrada, e a Constituição seja respeitada como código único e legítimo da convivência em sociedade. Esperam que os princípios civilizatórios sejam preservados e base para a manutenção e evolução dos direitos humanos. Querem a paz, liberdade de crença e expressão, educação, emprego e vida decente em sociedade.



sexta-feira, outubro 20, 2023

Wokismo: uma religião universitária?

Wokismo: uma religião universitária?

Por Jean Marcel Carvalho França, GDP,

16/04/2023.

É popular, e há séculos repetida com orgulho pelos seus membros, a história de que as universidades emergiram na paisagem urbana europeia, entre os séculos XI e XIV, como um espaço de liberdade e mesmo de rebeldia, um espaço em que se podia estudar, refletir e ensinar com uma certa flexibilidade, distante da rigidez e do dogmatismo do ambiente monástico, onde o conhecimento era majoritariamente produzido. O mundo, no entanto, é mudança, e quase nunca para as bandas que esperamos. A mesma instituição que surgiu sobre a égide da crítica e que, depois do iluminismo, se consolidou como o lugar do livre pensar e do combate ao tal obscurantismo, sobretudo o religioso, pariu recentemente, entre o ocaso do século XX e as décadas iniciais do XXI, uma religião tão ou mais dogmática do que aquelas que dizia combater: a religião woke.

Para os interessados em conhecer mais detalhadamente a história e os dogmas desse discurso de fé que cobra contrição mas não promete salvação, é imperativo ler o recém-lançado La religion woke (“A religião woke”), infelizmente ainda sem tradução por aqui, do filósofo e ensaísta francês Jean-François Braunstein. Há não muito tempo, Braunstein brindou-nos com o excelente A filosofia enlouqueceu (2018), livro em que o francês, preocupado com a crescente perda de credibilidade das ciências humanas nas sociedades ocidentais, lança uma pesada crítica ao caráter dogmático, anticientífico e mesmo absurdo que aí vêm tomando as especulações acerca de temas como o gênero, a relação com os animais e a bioética.

Nesse mundo de heróis, sofredores e, sobretudo, vilões sórdidos a quem se pode atribuir todos os males do mundo, os pessoais e os coletivos, a “desconstrução” rapidamente degringolou num relativismo cultural e num construtivismo social alucinados.

Desta vez, o polemista dirige o seu arsenal crítico para um território vizinho, melhor, complementar: o wokismo, uma nebulosa contestatária nascida em solo francês, nas obras de Derrida, Foucault, Deleuze, Baudrillard e de um punhado de outros arautos da desconstrução e da dita crítica à racionalidade ocidental, e desenvolvida com enorme sucesso nas universidades americanas, onde ganhou aliados poderosos – as teorias e os teóricos do terceiro mundismo –, feições próprias e alcance global. Braunstein é bastante discreto ao comentar o enorme papel que os seus compatriotas do pós-estruturalismo francês – a designação é norte-americana – desempenharam na montagem da “doutrina” que orienta os fiéis do wokismo, mas é hábil em analisar o seu desenvolvimento em solo americano e o seu retorno triunfante para uma Europa envergonhada de sua própria cultura, envergonhada do tal “privilégio do homem branco”.

A parte inicial da análise é dedicada ao surgimento e à consolidação deste “vocábulo mágico”, que ultimamente ouvimos por todo lado: woke (desperto). Inspirado em movimentos religiosos do Oitocentos, divulgado pela música de Erykah Badu (Master teacher) e adotado com sucesso pelo movimento antirracista Black Lives Matter, o vocábulo rapidamente ganhou corpo, incorporou novos significados e passou a nomear uma verdadeira religião, uma religião universitária de coloração cristã marxista, na qual o povo escolhido é constituído pelas inúmeras e variadas vítimas do homem branco ocidental, de sua ganância material e de seus padrões autoritários de organização do mundo; a lista de sujeitados é grande e pode ser ampliada ao infinito: colonizados, não brancos, mulheres, doentes mentais, transexuais, homossexuais, obesos, e até mesmo animais – que necessitam, e não são os únicos, de humanos bem intencionados que vocalizem a sua dor e reclamem pelos seus direitos e reparações.

Nesse mundo de heróis, sofredores e, sobretudo, vilões sórdidos a quem se pode atribuir todos os males do mundo, os pessoais e os coletivos, a “desconstrução” rapidamente degringolou num relativismo cultural e num construtivismo social alucinados, desprovidos de qualquer princípio de realidade ou objetividade. Tais palavras, inclusive, são fortemente condenadas pela religião woke, pois, aos olhos dos iniciados, não passam da mera expressão do poder do homem branco Ocidental que, sob o manto da racionalidade e da neutralidade científicas, impõe seus critérios de verdade ao mundo, têm sido frequentes as acusações de que a física, a biologia, a matemática e umas tantas outras ciências são demasiado masculinas, excessivamente brancas e, o que é pior, pouco inclusivas.

Mas e o branco? Há no wokismo um papel para tal criatura que não seja o de vilão? É evidente que há; dizem até que os brancos arrependidos constituem a maioria dos fiéis: brancos, ricos e socialmente muito bem posicionados. A essas almas impuras que escolheram o bom caminho, no entanto, a religião woke não concede o perdão, ao contrário, impõe-lhes a penitência e a contrição eternos, sem qualquer esperança de redenção. A redenção, a propósito, não interessa a ninguém no universo woke, já que, alcançada a graça, uns perderiam o lugar de vítimas à espera de compensações, outros, o prestigioso posto de iluminados que se regozijam em pedir perdão. Há esperança de sairmos desse mundo cada vez mais claustrofóbico e obscurantista? Braunstein acredita que sim; vale a pena conhecer os seus argumentos.

domingo, outubro 01, 2023

Os dois olhos da mídia velha

Vemos chegar o momento em que a mídia velha, a do Consórcio, que abriga em cumplicidade os empoleirados militantes de redação, aos poucos parece despertar o seu unico e letárgico olho observador diante dos grotescos acontecimentos causados por ações do desgoverno petista, já que o outro olho militante continua cego para os fatos, seja porque não queira ver, nem denunciar, e por força da verdade inegável se serve de conta gotas para mostrar os absurdos da censura e cerceamento das liberdades. Essa mídia que há meses sustenta o cancelamento da crítica com a conivência com a censura, dando nos seus textos apoio aberto, imoral, hipócrita ao revanchismo progressista. A grande mídia que mesmo antes das eleições cobrindo os abusos dos supremos ativistas sem o mínimo de vergonha, colabora com uma propaganda oficial bancada pelo governo autoritário, esse claramente anunciado desde a campanha de 2018, esse que estamos vivendo que se instalou em seguida a tomada do poder antes do primeiro dia de janeiro de 2023.