Fibras do Coração
Olhei em minha volta
Descobrindo as imagens do outro
Vibrei assim, diapasão
Voltei girando, na palma pião
Corpo cheio, vazio
Marcado na vibração
Olhar vagando musical
Toques sadios de nuvens
No tato do encontro sem visão
E o peito em raios,
Rasgando plenitude
Voltas sem plano
Aromas nos cachos
Beijos quase mascavos
Firmes na pura vontade
Dando graça ao pulsar
Nas fibras do coração
Quero arredar os cacos
Mover barcos falsos
Criar idéias em horas vagas
Levar cores de boas falas
Pelas mãos dadas em cirandas
Das fibras do coração
Carrossel dos pares
Unindo múltiplos prazeres
Ouvindo gostos velados
Em limites claros da carne
Revelando diversas faces aos saltos
Das fibras do coração
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