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sexta-feira, abril 20, 2007

Maratona I-c



Renascimento

Dei uma pausa pensando mas não achei porquês
Saltei dos pensamentos e fui do sono acordando
Para escrever sobre emoções que nem sei dizer

Acendi a minha manhã ao puxar o cobertor do dia
E pintei um quadro imaginário sob os pés pousados
Com mãos de recém-nascido abri a página que queria

Quis mais da sobremesa que a vida me serviu
Uma vez provado os sabores nada mais seria igual
Saberia lamber cada gota sentindo o que evoluía

Minha percepção alimentou uma nova vibração
Por dentro e por fora partindo o que era rijo
Renovando cada célula em sua íntima relação

Fiz um instrumento mais prático para a viajem
Parecendo que conhecia os planos que perseguia
Mas sabia que tudo isso era mais que uma miragem

De frente a uma paisagem de céu azul e flores
Chorei ao olhar os quatro cantos do velho mundo
E a cada piscada via uma razão para onde ir

Senti o meu espaço interior em graus de febre
Arremessei fora o fardo das dores que me ardiam e
Amanheci em ares de desejos que não soariam breves

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