Percepções
Na dança da vida não sou mais um ser qualquer
Achei-me em um a mais que nós dois somente
Pela identidade encontrada em conchas e algas
Sou miríades de cerejas minando de estojos
Cascas que desfolham bailarinas entre sóis
Uma linguagem de nossos átomos em conexão
Dançamos serpenteando embolados e certeiros
Despojados como hipopótamos em altura e peso
Até nos sentirmos a vontade num vôo com o outro
Suando em tranças de distintas percepções e
Diretos nessa difícil arte dentre as muitas a despertar
Ao largar o ouro das louças internamente quebradas
Incrível tendência a existir num sentido incomensurável
No melhor tempo alguns permitem se durar no pouco
Noutros os desenhos e letras se desfazem desbotados
Justo por aceitar o real presente do bordado da vida
Acertamos o que as horas a passos largos trazem do dia
Percebendo as qualidades e virtudes que nos invadem
Desconheço pesos ou matérias que impeçam agora
A dança da vida nos atrai por relações diversas
Como animais imersos no viço da emoção humana e
Erros por não fazer o que é próprio a natureza
Mesmo sabendo que o tempo é uma coisa viva
E não nos deixa confundi-lo com o relógio que criamos
Nosso movimento não quer ser mecânico ou frio
Pode-se entendê-lo no mesmo espaço raro dos atos
Dando voltas de costas no dorso de suas costas
Quando a cabeça deita no seu ombro uma linda lua
Meu corpo prova que é transformado pelo que tu fazes
De suave carícia liga completa de amor adornado
Hola
ResponderExcluirQuiero invitarte a conocer mi blog: http://www.ambigramania.blogspot.com/
Trata de un tipo de arte poco común. Espero te agrade.
Cordialmente,
Alberto Portacio Apicella
Barranquilla.
Colombia