Vez na Dança
Da primeira vez era simples passageira
Sem saber demais me tocou para ser ouvida
Tremi mudando no ar o corpo de posição
Vendo no olhar a cor da sua doce mensagem
Seu vestir negava parecer algo de padrão
Havia uma tendência de vida a lhe consumir
A aparência de seus movimentos eram lembranças
Um sincero sopro de verdadeira emoção
Tive de me atirar no chão prá pegar sorrisos
Um a um escorriam pelas mãos dormentes
Sem conter-me insisti ganhando alguns
Entregues por ela num paciente improviso
Despediu-se virando um anjo sem asas
Pensei que aguardasse o meu chamado
E voltasse passo a passo para nosso futuro
Quem sabe não estivéssemos longe de casa
Repeti meu gesto de pedido acostumado
Como desafinado cantor da esperança
Quando notei estar em breve instante
Ocupando um lugar definitivo em sua dança
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