A Centelha
Numa vontade de sede entorno a voz calma no ar
Os gestos das mãos se repetem a chamarem as suas
Na imaginação tomo conta de cada gota da música
Faço silencio de corais que ignoram o caos das ruas
Entre as nuvens de origame volteiam nossos olhos
Mais abaixo descubro meus pés ardendo nos sapatos
Após uma caminhada por algum espinheiro salgado
Abro mão das receitas e bulas das quais estou farto
Quero a atenção do céu modificado que contemplo fiel
Num olhar perpétuo de abelhas na direção do ninho
Que assim me preenche ao arranhar a centelha da vida
E bebo do amor que preservo puro como um bom vinho
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Querido Afrânio, Continuando o seu poema ....
e como bom vinho, embriago de amor
e sutileza quem por mim passa,
abrindo ao mundo o melhor que vibra
no meu ser de criança,
e sem sentir, planto o futuro em linhas
como sonhos em taças,
que celebrantes colhem, a cada lua,
como flores de esperança.
Isto é o que faz conosco, a cada poesia que exala da alma
bj
Ana
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terça-feira, setembro 25, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
No Livro
Superação
Minhas raízes ficaram cobertas de folhas secas
Com o coração batendo com seu interior ferido
Partes que sentem seguem em direções opostas
Quase desabam outras que desejam os sentidos
Numa dessas folhas que cai explodem os desatinos
Toda seiva contrariada escorre para fora do corpo
Dói a maneira como as reações se esboçam insanas
A crua realidade de seus fios revela meus cortes
Quero tintas para colorir a árvore de meus desejos
Vejo ela e provo doces pelos dedos ousando crescer
Numa esperança vindo carregada de cestas de frutos
Perfumes e enfeites que florescem ao entardecer
Minhas raízes ficaram cobertas de folhas secas
Com o coração batendo com seu interior ferido
Partes que sentem seguem em direções opostas
Quase desabam outras que desejam os sentidos
Numa dessas folhas que cai explodem os desatinos
Toda seiva contrariada escorre para fora do corpo
Dói a maneira como as reações se esboçam insanas
A crua realidade de seus fios revela meus cortes
Quero tintas para colorir a árvore de meus desejos
Vejo ela e provo doces pelos dedos ousando crescer
Numa esperança vindo carregada de cestas de frutos
Perfumes e enfeites que florescem ao entardecer
sexta-feira, setembro 14, 2007
Na Janela
Sentidos
Transparências me apresentam o seu íntimo olhar
Sorteiam minhas roupas que brilham dançantes
Meus anseios acreditam nos sorrisos presentes
E abrem pacotes especiais para me desacostumar
Descarto velhos paradigmas num cesto trançado
Por um lugar casualmente visitado e anormal
Na troca de carinhos formamos mais que pares
Uma festa de belos que buscam o menos usual
Chego a uma janela para te ver subindo nos ares
De repente ages como se notasses te aconchegando
E coubesses em meu pensamento com sutil delicadeza
Adivinhando meus passos indo ao seu encontro
Transparências me apresentam o seu íntimo olhar
Sorteiam minhas roupas que brilham dançantes
Meus anseios acreditam nos sorrisos presentes
E abrem pacotes especiais para me desacostumar
Descarto velhos paradigmas num cesto trançado
Por um lugar casualmente visitado e anormal
Na troca de carinhos formamos mais que pares
Uma festa de belos que buscam o menos usual
Chego a uma janela para te ver subindo nos ares
De repente ages como se notasses te aconchegando
E coubesses em meu pensamento com sutil delicadeza
Adivinhando meus passos indo ao seu encontro
domingo, setembro 09, 2007
Destino
Mudança
Continuo indo e sinto as diferenças do que vivia antes
Quedas de rio interior assumem corredeiras no peito
Meu choro já não tem a tristeza de loucos remoinhos
Novos sentimentos molham de jarros os espaços refeitos
Quero toda saúde existente das coisas que renascem
Sendo outro diante da completa natureza em fúria
Preciso de minha identidade para criar novas páginas
Passeando nas palavras que me lançam fora de angústias
Percebo como os beijos quebrados saem da dor imensa
E aceito o sentimento que descubro ser insuportável
Quero continuar amando minha vida mais que antes
Sei como se trinca o coração por um instante inevitável
Continuo indo e sinto as diferenças do que vivia antes
Quedas de rio interior assumem corredeiras no peito
Meu choro já não tem a tristeza de loucos remoinhos
Novos sentimentos molham de jarros os espaços refeitos
Quero toda saúde existente das coisas que renascem
Sendo outro diante da completa natureza em fúria
Preciso de minha identidade para criar novas páginas
Passeando nas palavras que me lançam fora de angústias
Percebo como os beijos quebrados saem da dor imensa
E aceito o sentimento que descubro ser insuportável
Quero continuar amando minha vida mais que antes
Sei como se trinca o coração por um instante inevitável