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terça-feira, setembro 25, 2007

Meu Origame

A Centelha

Numa vontade de sede entorno a voz calma no ar
Os gestos das mãos se repetem a chamarem as suas
Na imaginação tomo conta de cada gota da música
Faço silencio de corais que ignoram o caos das ruas

Entre as nuvens de origame volteiam nossos olhos
Mais abaixo descubro meus pés ardendo nos sapatos
Após uma caminhada por algum espinheiro salgado
Abro mão das receitas e bulas das quais estou farto

Quero a atenção do céu modificado que contemplo fiel
Num olhar perpétuo de abelhas na direção do ninho
Que assim me preenche ao arranhar a centelha da vida
E bebo do amor que preservo puro como um bom vinho
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Querido Afrânio, Continuando o seu poema ....

e como bom vinho, embriago de amor
e sutileza quem por mim passa,
abrindo ao mundo o melhor que vibra
no meu ser de criança,
e sem sentir, planto o futuro em linhas
como sonhos em taças,
que celebrantes colhem, a cada lua,
como flores de esperança.

Isto é o que faz conosco, a cada poesia que exala da alma
bj
Ana

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