Cachaça
Cachaça é moça branca
Filha de homem de bem
Quem se mete dentro dela
Perde tudo que tem
Se é rico vende o cavalo
Se é pobre vende o engenho
E quem não tem o que vender
Vende a vergonha que tem
(Cordel anônimo – Iguape, Ceará – jan-fev/1977)
Boca de Sorrisos
(Afranio Campos, fev/mar-2008)
Como devolver a sua boca,
Que passou a modelar a minha?
Contrariando todas as tensões,
Cedendo doces cantos aos lábios
Que ainda sinto sorrir!
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