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terça-feira, julho 29, 2008

É cansativo ver

É cansativo ver a desigualdade entre as pessoas

Conheci uma nova pessoa. Que legal é conhecer gente nova, e ainda mais sendo povo de além mar com suas impressões de cá. Eu fiz uma descoberta do sentido notável do olhar do outro diante da minha, da nossa realidade... Claro que é bem diferente se ler nos jornais, nos livros, na internet, algo sobre esses assuntos, assuntos da realidade, mas, mais ainda ao surgir como um ponto de vista expontâneo, numa conversa olhando olho no olho, é abrir sentimentos que são dificeis de esconder.

Nosso país, Brasil; como se apresenta ao estrangeiro, ao observador, que viaja para nos conhecer, estudar, desenvolver suas relações pessoais, encontrar pessoas interessantes, realizar transações de trabalho, sociais etc. Qual o sentimento de quem vem de fora, digamos da Alemanha, ela veio desse importante estado europeu; essa pessoa é de lá. Típica alemã, mesmo em sua estatura mediana, representante ariana, loura autêntica de olhos bem azuis.

Ainda que a banda oriental da Alemanha, digo “banda” porque a realidade social dessa banda fica ou se mantém piorando, em vários aspectos! Diferentemente da outra banda da Alemanha; diz-se “unificada”, após a queda do muro de Berlim.

O que me impressionou a resposta dela, sobre uma pergunta a mais trivial e rotineira de um curioso sobre as impressões de uma viajante estrangeira em solo brasileiro.

- O que você está achando do Brasil?

Ela prontamente respondeu, em um português esforçado mas ainda com uma certa insegurança em pronunciar o “verbo”:

- É cansativo ver tanta desigualdade entre as pessoas...no Brasil. Com o tempo a gente vai acostumando.

Diga-se: deixando de “perceber”, essa visão chocante; assim, como um ponto cego, talvez. Como um barulho chato que com o tempo vamos absorvendo aos poucos e terminamos nem sentindo-o audível (pura negação). Fica-se cego, com olhos vivos, sãos (será que continuamos?) e abertos.
Acredito que ela só faltou falar que, “mesmo a contragosto”, temos que “engolir” (talvez ela disse-se “entender” como uma autêntica cidadã do primeiro mundo, eu suponho), tudo isso.

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