Only Love Remain
O amor é impossível... Nem pense que no sentido de nunca acontecer, mas no de acontecer. Impossível em grandeza, em amplitude, inconfundível, incomparável, imperdível. Porque? Por que é impossível de contê-lo. Pará-lo. Como sentimento livre se transforma para continuar fluindo... Permanece em evolução. Abre horizontes, conduz ao acontecimento das mudanças necessárias, tanto internas como externas, racha as barreiras que pretendem estancá-lo desmanchando-as como sal na água. E sua força encontra as brechas do coração, se estabelece de outra maneira, com profundidade, com todas as cores, aromas, formas e em qualquer lugar e circunstancia; permitindo a eterna transformação que beneficia o ser que se abre para a iluminação da sua sabedoria.
Se em algum instante sentir o toque do amor, aceite-o com serenidade, ainda que não compreenda, vivencie, consinta entrar na evolução de sua presença. Há muita diferença entre desejo, paixão e amor. Em algum momento, alguma hora da vida alguém é capaz de descobrir o sentimento amoroso real, no entanto, muitos pensamentos negativos, sentimentos opostos, atitudes repressivas acontecerão. Nosso mundo é expert nisso, um mundo de guerras, violência, insensibilidade, impessoalidade, racionalista, cheio de “funcionários da técnica”. E a nossa vida nessa sociedade industrial e financeira, só nos leva a desacreditá-lo; a experiência de muitos pode até contribuir ou ajudar com essa realidade. O dia-a-dia insano, as relações sociais rotineiras, instintivas, repetitivas, a competição destrutiva, o império do ego, nossos desencontros; muito embora existam, sejam comuns, nada disso afasta novas outras experiências amorosas verdadeiras.
É assim que vivemos, em desencontros e encontros com o sentimento mais criativo e lindo do universo humano; o sentimento mais desejado e especial para cada um de nós, quando chega e nos ganha. E cada vez que acontece é eterno enquanto vivido; simultaneamente tão animal e tão humano, tão essencialmente divino. E assim permanece eterno. Certamente cada um de nós já viveu ou vive, e vai vivenciá-lo, mesmo que debaixo d’água. O amor é impossível.
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