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terça-feira, agosto 05, 2008

Informação

Os negócios e a educação

Olho para tela de meu computador todos os dias. Leio as notícias primeiro, talvez como um hábito, aprendido, de muito anos atrás, em que os jornais impressos eram lidos por todos logo pela manhã, hábito que percebemos que está se perdendo ao longo do tempo sendo preterido pela leitura das “últimas notícias” na Internet.

Certa hora pego uma xícara de chá, maçã com canela, e volto para trabalhar e navegar. Nesse tempo administrado descubro os novos emails, de clientes e dos amigos. Ultimamente tenho atualizado meu blog semanalmente e essa prática me ajuda a refletir sobre uma pá de coisas.

Para quem vive a margem da vida que é “envolvida” pela tecnologia da informação e conseqüentemente pela Internet é, muito estranho, quando não difícil, entender os sentimentos que passam pelos “prismas” que filtram os mais variados assuntos lidos, lidos com atenção e certa descrença de quase tudo que se fala a respeito da pretensa imparcialidade da imprensa que reforça a ignorância passiva preservada pela educação pública e seu baixo padrão. Uma mídia, em geral, com um nível de informação deslocado da realidade das pessoas, com temas os mais chochos possíveis. E a responsabilidade é jogada na “mão invisível do mercado”, o consumo dita a oferta do que se publica, um referencial pouco ou nada pedagógico para um país que tem, ainda, milhões sem uma "boa" educação, analfabetos desprezados pelo mercado e a maior parte oriundos de e em escolas públicas que apresentam uma péssima estrutura (baixos salários e formação profissional) para oferecer uma boa educação. A nata dos profissionais que entram no mercado de trabalho é oriunda das escolas privadas. Essa é uma história longa e cansativa.

A época em que vivemos é completamente voltada para um consumo informativo, e a todo o momento nos aparece uma notícia “fresh”, como uma tragédia impensável, um “estouro” que parece mortal, mas, no entanto trata-se de mais um deslize da bolsa de Nova York. São os negócios norteadores do mundo, quem tem ações deve ter necessariamente um coração forte, os batimentos ficam a mercê dos altos e baixos das bolsas de negócios, valores voláteis circulam através de variadas cifras percentuais, que parecem pequenas, mas se referem a incontáveis muitos milhões e milhões de moedas que circulam o globo em segundos, investem e compram de tudo em qualquer lugar. Toda informação que nos cerca tem um sentido determinante na consciência e no comportamento humano. Quando não são as eficientes "tábuas de salvação" que a cada minuto são ofertadas na internet, nas bancas e livrarias. Best sellers, auto-ajuda, ficção, aventura, romance, sexo, popularizados através de preços e leituras fáceis, a maioria “pobre de conteúdo” e deseducadoras; em muitos casos estimulantes do vetor ser-objeto-sexual, quanto a imagem explicita, logo ao alcance da vista e aquisição de todos, indistintamente, sem respeitar a idade ou credo do pedestre passante.

Agora está “bombando” o comercio dos DVD’s "pirata". É, qualquer canto da cidade tem uma banca de DVD’s, tem até carimbos e garantia do camelô. Os filmes são lançamentos e coleções de qualquer assunto, som e imagem. Diversão para toda família a preço de banana. Quem pode com isso? É uma realidade, pegou na veia! O pessoal gostou feito uma moda, e que parece não ser passageira, é negócio rentável (para quem?) e em grande escala, só falta “legalizar” (prá que? tá funcionando!). Que acha? As gravadoras estão se abanando! Aí, nesse angú, tem caroço.

Entre essas informações encontram-se, também, os livros de bolso e revistas, em geral com uma estrela na capa, com estórias de fazer uma telenovela perder o ibope, as auto-ajudas, e as tradicionais com fofocas nacionais e internacionais, que espocam aos montes fazendo alguns editores milionários a custa da pouca instrução e carências referenciais das pessoas.

No mais, procuro uma posição confortável, mas critica, na minha cadeira com braços devido a anos de trabalho de digitação, e vou parar para escrever mais um texto e postá-lo para o meu Blog.

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