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domingo, setembro 07, 2008

Somos

Sábios e Dementes

Quando um dia sequer sem ameaças, 
Se dor e fome ainda morrem no corpo? 
Mais caminhos demonstram violências 
E ainda impunes se entrelaçam.

As mesmas promessas arrastam-se 
Anos a fio cortando no osso
Sem panacéias que satisfaçam, 
É navalha o mais provido esboço.

Mesquinharias, ambições e lucros 
Impedem as necessidades da gente
Propiciam as cicatrizes nos sonhos, 
Assim como as repetições dementes.

Folias insanas, más políticas, bravatas 
Nos queima a todos através dos anos
Suja-se o bom gosto das almas 
Que ainda acreditam nos planos.

A hora de consertos nos chega e se vai 
Pelos filhos que tateiam esperanças, 
Mas de vendas manchadas por dias e noites 
Até se acudir no balanço das mudanças.

Ainda pisamos no olho da água doce, 
O mineral com vigor ainda borbulha 
Espelho da natureza sem rancor se derrama 
E nos alimenta com manancial ternura.

Vale ainda os valores da sabedoria 
Em cascatas reviradas por letras e danças, 
Numa verdade com gosto de ruptura 
Que no peito do ser humano se balança.

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