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domingo, dezembro 14, 2008

poema que viaja

Ternário

 

Com passos mais ritmados salto o aroma levitado de fúcsias

Espalho sementes de sol pelas ranhuras de minha bagagem

Brincadeiras de roda desfazem as máscaras abrindo os sonhos

E as marcas apontam a direção nessa cidade de olhar distante

 

Sons de raios iluminam os amores que dobraram a esquina

Decerto para continuar caminhando mais perto da nova luz

Esqueço os pesos que me arrastavam para um passado cego

Ou me nego a enxergar além do corpo desse tempo incerto

 

Vaga-lumes e borboletas ensaiaram o concerto dentro de mim

Suporto a terra sob o ar em paixão de labareda tempestuosa

Beijando a boca molhada que diz ao vento a vela que permanece

Assim como dar a mão ao outro que se entrega quando pede


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