Água de chuva
Ainda descubro que pouco te conheço
Mesmo assim respiro a sua companhia
Enquanto venta o tempo de acontecer
Caio em pingos quentes sobre o leito
Sombra e asas estendidas entre distâncias
Querer essa viagem mais que o destino
Afasto nuvens até aonde vejo a sua torre
Carregando a sede na bagagem em silêncio
Deveria passar nos sinais que embaraçam
Certo em provar o que solta minha língua
Despir-me sob uma luz líquida e generosa
Gotas que me guiam afora de denso labirinto
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