Renascimento
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Dei uma pausa esperando e não achei porquê
Saltei dos pensamentos e caí do berço em febre
Para escrever sobre emoções que nem sei dizer
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Acendi a tosca manhã ao puxar o cobertor do dia
Pintei um quadro imaginário sob os pés pousados
E mãos de recém-nascido abriu a porta talhada
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Quis mais da sobremesa que a vida me servia
Uma vez provado os sabores nada mais seria igual
Saberia lamber cada gota sentindo o que evoluiu
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Minha percepção alimentou uma nova vibração
Por dentro e por fora partindo o que era rijo
Renovando cada célula em suas íntimas relações
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Fiz um instrumento mais prático para a viajem
Parecendo conhecer os planos que perseguia
Mal sabia que tudo era mais que uma miragem
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De repente uma paisagem de céu jogava vidros
Chorei ao rodar os quatro cantos do velho mundo
Em cada parada conheci uma razão para onde ir
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Sofria o meu espaço interior elevado em graus
Arremessei os fardos das dores que me ardiam
Pude amanhecer em ares que soprariam sonetos
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