PEITO ABERTO
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Por um lado corre a vida sem amarras rompendo aços
Uma certeza aperta os laços ausentes da minha saída
Os sentimentos trepidam entre as margens da decisão
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Volto os olhos para a praça que expõe estátuas nuas
A paixão invade desarrumando os espaços de meu peito
Abrigo o espírito limpo das mágoas e preconceitos
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Conheço os dons que em silêncio ardem e declamam
Jogos e processos nas rugas do retorno de tensões
Por que dançar a vida permite que a felicidade inflame
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Essa criança que brinca em canto e espaço próprios
Renova gestos de esperança num criativo presente
E os encontros e desencontros viram teses transitórias
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