Os prejuízos provocados pelo fluxo controlado da água em direção
ao litoral ocorrem independentemente da distância que a barragem estiver da
costa. "O efeito da Usina
Hidrelétrica do Xingó, em Alagoas,
que está a
A reportagem é de Ricardo
Rodrigues e publicada pelo
jornal O Estado de S.Paulo,
08-09-2011.
A hidrelétrica
do Xingó, que represou as águas do São Francisco na altura da cidade de Delmiro Gouveia (AL), divisa com Paulo Afonso (BA), acentuou o avanço do mar no
município de Piaçabuçu,
a
Amorim conta que antes as águas do São Francisco chegavam em abundância
e formavam imensas lagoas, que eram usadas para o plantio de arroz.
"Com o barramento do rio, as lagoas secaram, não enchem
mais, nem com a maré alta. Com isso, os ribeirinhos ficaram sem ter onde
plantar o arroz", relata o pescador. "As enchentes do rio traziam
sedimentos, que serviam como adubos naturais para o cultivo", explica.
Nova paisagem
Do final do anos 80 para cá, o mar entrou tanto que modificou
completamente a paisagem no Pontal do Peba, no município Piaçabuçu, engolindo pelo
menos três povoados na região. Do povoado Cabeço, que ficava no lado sergipano da foz e onde moravam cerca
de 200 famílias, apenas o antigo farol da Marinha ainda não foi totalmente
submerso.
"O mar cobriu as casas dos moradores, a igrejinha, os
bares, a pracinha e o cemitério. Só restou mesmo o farol", conta o
barqueiro Ailton Santos
Bezerra, de 41 anos. Segundo ele, outras duas vilas de pescadores também
foram destruídas.
A quantidade de peixes disponíveis para a pesca também caiu. O
pescador Antônio Veiga,
de 65 anos, conta que chegou a pescar de
Fonte: IHU, 08/09/2011
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quinta-feira, setembro 08, 2011
em tempo: sobre a questão ambiental
Lagoas secaram e não há mais onde plantar arroz
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