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quarta-feira, novembro 26, 2014

a realidade demora maquiada e certamente indefensável


Um ódio nas entranhas
[período da eleições de 2014]

Leio diariamente as notícias sem perder tempo com as “inexistências” de alguns textos que só fazem confundir e provocar debates que se perdem sem contribuir em nada para um melhor entendimento do mundo. Afinal, “o caos é apenas uma escada, não um precipício” para onde a maioria se dirige conforme a mídia ou a ideologia dominante determine. A maioria sobe ainda mais, outros muitos param pra pensar pra onde está indo, mas poucos descem dela.

Li o texto do Jabor, “O Califado Petista” de 19-08-2014, e não fiquei confuso quanto as suas intenções e clareza de ideias: um reacionário caldo venenoso que distorce tanto a história quanto os princípios dela, tão hediondo quanto a pretensa moral “sem esquerdismo” da tal esquerda, tão conservadora, repleta de “pensadores” e “executores" de políticas, que nas sombras dos bastidores são meros gerentes do capital, cúmplices da corrupção passiva ou ativa herdadas de  seus aliados, praticantes do assédio moral frente a seus assessores e parceiros, com claro abuso de poder sem medir palavras ofensivas;  petistas que relaxam pelo canto da boca o sabor do autoritarismo apodrecido e que apenas defendem “coisas realizadas”, que não são mais nem menos do que obrigações históricas, desde sempre, cobradas pela sociedade brasileira; os resultados bons ou ruins são medidas do que se propuseram praticar ou ficaram na intenção.

Embora muitas dessas ações tenham caráter de propaganda ou sejam apenas respostas a “cruel oposição” (PIG, classe média, críticos, marqueteiros mercenários etc),  algumas delas mais parecem oriundas de cartilhas resultantes de um centralismo da velha estrutura da “correia de transmissão”, cega e anacrônica. Todos nessa selva de epiléticos agem com disfarçado ódio nas entranhas a todos que não concordem ou não aceitem a mesmice da hipocrisia vigente da política brasileira; mas quem disse que sem Educação se possa chegar a uma coisa melhor?

Por mais que se tenha decepcionado com o PT pelos rumos da economia, da política ou quanto a políticas sociais diferenciadas dos “outros” do passado, convenhamos, temos que ser sinceros: a realidade demora maquiada e certamente indefensável.

Como diz uma amiga de muitos carnavais: “o PT tem virtudes”. E  particularmente só vejo se sustentar em exemplos de um passado onde muitos ainda se empenham honestamente, em suas propostas, projetos socioambientais, corretos nas atitudes políticas, cobrando liberdade de expressão para o debate e  a contribuição democrática, tudo por um Brasil que ainda se deva acreditar.

É difícil entender e votar, manter a mesma vontade da mudança presente quando pelas Diretas, e hoje pelo sustentável ambiental, que tem como base a Educação, mesmo no interior de um partido que já não é mais dos trabalhadores ainda que carregue o nome deles; um partido, partido, que parte defende o capital e o agronegócio “de insustentável natureza”, com a mesma bandeira, com unhas e dentes de um especulador do mercado financeiro. Uma contradição inaceitável que o cidadão, eleitor, em meio ao “caos” parece não perceber conscientemente.

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