A Invasão Bárbara
Temos uma antiga dívida com nossa rica gente.
Com vista grossa nada vemos em nossa volta.
Árvores sagradas caem na gana de grileiros,
Os interesses de mercado arrasam a natureza.
Sem se importar com os meios, findam o ambiente.
Mostra-se o mal que assume a sua forma vil.
Extraindo energias, soja, minério, gado e a floresta.
Todos tem valores em bolsa e são confinados,
Com preços de commodities a serem exportados,
Embora do morador comum não se tenha cuidado.
Pura inversão de valores e cruel relação,
Trocas que põe fogo no óleo que inflama.
Sem qualquer aceno de paz em qualquer território,
Mudam-se os ventos e o ódio vem a cavalo.
Abrem o peito do nativo e desertos sombrios são plantados.
E chega a vez da Amazônia, assim tão real...
Terra violentada por bilhões e mais planos rasos,
As vistas sentem o peso das estradas e da água turva,
Da bárbara invasão e de barragens orquestradas,
É o vale tudo: bíblia, boi e balas. É terra arrasada.
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