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domingo, outubro 13, 2024

A dança da vida

 A Dança da Vida 


Na dança da vida não sou mais um ser qualquer 

Achei-me em um a mais que nós dois somente 

Pela identidade encontrada em conchas e algas 

Sou miríades de cerejas minando de estojos 


Cascas que desfolham bailarinas entre sóis 

Uma linguagem de nossos átomos em conexão 

Dançamos serpenteando embolados e certeiros 

Despojados como hipopótamos em altura e peso 


Até nos sentirmos à vontade num vôo com o outro 

Suamos em tranças de distintas e claras percepções 

Quase retos na difícil arte dentre muitas a despertar 

Ao largar os cacos das louças internamente quebradas no ar


Tendência em existir num sentido incomensurável 

No melhor dos tempos se permitindo durar no pouco 

Outros são desenhos que se desfazem desbotados 

Justo por não aceitar o real presente do bordado novo 


Acertamos o que as horas a passos largos trazem do dia 

Percebendo as qualidades e virtudes que nos invadem 

Conhecendo tensões e matérias que nos impedem 

Dançar a vida que nos atrai por relações diversas sem saber


Como animais imersos no viço da emoção humana 

E erros por não fazer o que é próprio a natureza 

Mesmo sabendo que o tempo é uma coisa viva 

Que não nos deixa confundi-lo com o relógio que criamos 


Nossas vivências provam o que o corpo encobre 

Quer se estender no mesmo espaço raro dos atos 

Dando voltas de costas no dorso de suas costas

 Quando a nossa cabeça deita no ombro uma linda lua



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