Na Ponta dos Dedos
Descansei sobre as frestas mudas do assoalho
Sentindo a respiração criar a aura vital.
Virei minhas mãos esperando a cura das tuas
Pisquei retendo a lágrima tolhida e,
Em tempo, sorri colhendo sementes de felicidade.
Com a música iniciou-se um movimento
Nossos dedos dançaram colados pelos indicadores
Dispondo duas energias vistas sem padrão.
Lapidamos emoções sentidas aonde fluíam,
Somando a beleza da vida e o sagrado.
Brincamos como crianças em nós mesmos
Desfolhando o olhar em abraços e ninhos.
Geraram-se forças sortidas nas linhas das mãos
Mostrando-nos vivos sendo parte de um todo.
Até sair de nós alçando vôos sincopados!
Abraçamos a vida, o sol e o quase impossível,
Evolando um fogo interior em breve estalido.
Dividimos o vinho, o fardo do choro, nossos milagres.
Para contar quais medidas nos completam
Saindo fartos como bocas de lábios lambidos.
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