Páginas

quarta-feira, abril 25, 2007

Grãos de um Sábado



Segredos que Bastam

Achados em sonhos inúmeros segredos são contados
Os acontecidos por dentro viram manchas solares
Insistem em nos lançar sem pára-quedas ao vento
Grãos de suspiros por cima de um horizonte inflamado

As mínimas vontades parecem alimentar suspeitas
De anseios e palpites batem loucas em nosso peito
Nas voltas por praças a beira de penhascos e rios
Crespas e arriadas sobre selvagem montaria em pelo

Inebriados pelos cheiros bordados nos cabelos e panos
Por nossas roupas translúcidas admiramos seixos molhados
Somos clara imaginação aproximando-nos da tona
Que salta de um mar em gozo após mergulho cobiçado

Agora pisamos em terreno que conhecemos desde cedo
Mas desatentos acariciamos nossos rostos ao fim do dia
Quando as meninas da retina deitam em luzes de navios
Em direção a um balé primoroso de divino rebuscado

Sinestésico poder de nosso ser em outro movimento
Acaba e repõe suas formas e sons do jeito que são
Como vida que dá sentido ao que existe ao redor
Evoluindo a cada amor em perpétuo ponto de fusão

Um comentário:

  1. Afrânio,

    Li seu poema e imediatamente sentí vontade de ler novamente, quando terminei estava suspirando. Tive a ligeira sensação que era uma semente germinando amor.
    beijos
    Marisa Santiago

    ResponderExcluir