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quinta-feira, abril 26, 2007

Panapaná





Borboletas

Na busca da vida encontrei uma pista em ampla clareira
No pisar corrente firmei minhas marcas sem espinhos
Nada pareceu normal como se dizia anteriormente
Só renovei-me num curso ainda sem padrão nem eira

Entreguei-me as marés ainda não acostumadas
À tábua de horas ou maneiras moldadas em areia
Atravessando do meu jeito ondas tracejadas de sal
Até conspirei para que as águas viessem numa cheia

Dadas as circunstancias movido pela emoção
Numa beleza de criança que nos mostra sua dança
Abri meu coração que transitava sem amarras
Em sintonia com a música revelei o que guardava

Réstias de festejos bem combinadas com maçãs
Encontrou-me vasto como uma grande estória
Que se ouve e nem que se tente tudo se lembra
Sustentada por pequenas hastes de giz da memória

Equilíbrio insano de uma revelação em labaredas
Cobri de expectativas meus passos na subida
Do íntimo em andamento escutei seu amor em poesia
Bela borboleta roxa graciosamente pela luz atraída

Aprendi como aceitar o encontro de certas mudanças
Pois achei um valioso selo guardado numa caixa
Uma inacessível frase que ficava na ponta da língua
Cores de um retrato guardado de lembranças decorado

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