PoemEros da Alma
Tem cravos como auréolas vivas
Rosas perfumando os signos
Lambadas de beijos ardidas
Olhar em chama de súbito rito
O corpo quer ceder a mudez da saliva
Feliz em lágrimas que simplesmente
Acrescentam velocidade nas curvas
Suspendendo sua endurecida semente
Crisálida que pulsa e intumesce
Meneia uma sorte de dois gumes
E traz da vontade uma vantagem
Tendo soluços de luz de vaga-lume
Quer seu prazer tramado na pele
Com Eros conviver dessa sensação
É grata a Alma quando se encontram
Abrindo a boca se lhe responde não!
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