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domingo, abril 20, 2008

O Tempo Todo

Falando Claro

Era tudo o que precisava desde o caos
Abrir o verbo e cuspir fora as minhas nóias
Levantar a vista, ver em volta o oceano
Ser peixe fora d’água, chão do céu agora.

Tento o rumo prático sem meus remos
Alcançar respostas certas contra o vento
Salpicando com belas borboletas as cegas
Imprevisível nas maneiras e no tempo

Preciso ser claro nessa passagem sem porta
Doa o que doer aceitar ser parte dessa ordem
Que me toma e rasga o que me conforma
De pé me abraço em trôpego vôo que comove

Certamente não sou o único que viaja ao fundo
Parecendo à deriva em um ou outro processo
De repente uma onda emborca em túnel comigo
E chego à tona num suspiro de arremesso

Tudo interage na gravidade dos sentimentos
Que oscilam nas correntes de nossas relações
Qualquer razão cai pela emoção remanescente
E do interior transborda mudanças em ebulição

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