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segunda-feira, junho 23, 2008

Para Todos

Peregrinos do Deserto

Se sustenta em uma gaiola erguida para os céus
Cada pingo de estrela desconhecida vem lhe visitar
Apenas olha um horizonte sem cercas num vazio
Os tijolos do sol fazem quebrar suas dores no ar

Os ventos tocam a sua alegria feito chuva na vidraça
Sente os pés andarem apressados sobre dias em brasa
Num calor que sobe alto até onde sua vida demora
Como se precipitasse a dizer que logo o sempre acaba

Ainda que ouça o som do rio que passa na avenida
As suas horas nem chegam ao brilho daquela tarde
Vai embora pressentindo o que durou da partida
E deixa na alma uma realidade como ferida que arde

Onde procura a morada entra por mais um labirinto
Quebra-cabeças de uma sinuosa compreensão
Construído sobre pedaços de toscas experiências
Sem qualquer referencia nem simples conexão

Procuras uma foz embora nem saíste da semente
Até pode encontrar a atenção da beleza de uma revoada
Se seu coração beber da real essência de sua nascente
Ainda num caminho de muitos passos para a chegada

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