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quarta-feira, novembro 12, 2008

Que tempo!

Água de chuva


Descobri que ainda não te conheço,

mesmo assim respiro a sua companhia.

Enquanto venta o tempo de acontecer

caio em pingos quentes sobre o leito.


Somos asas estendidas entre distancias,

quero essa viagem mais que o destino,

afasto nuvens até onde vejo a sua torre,

carregando a vida na bagagem em silêncio.


Deveria parar nos sinais que desconheço,

certo de alcançar o que solta minha língua.

Dispo-me sob uma luz reta e generosa,

o que me guia afora de denso labirinto.

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