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segunda-feira, abril 21, 2008

Bússola

PoemEros da Alma

Tem cravos como auréolas vivas
Rosas perfumando os signos
Lambadas de beijos ardidas
Olhar em chama de súbito rito

O corpo quer ceder a mudez da saliva
Feliz em lágrimas que simplesmente
Acrescentam velocidade nas curvas
Suspendendo sua endurecida semente

Crisálida que pulsa e intumesce
Meneia uma sorte de dois gumes
E traz da vontade uma vantagem
Tendo soluços de luz de vaga-lume

Quer seu prazer tramado na pele
Com Eros conviver dessa sensação
É grata a Alma quando se encontram
Abrindo a boca se lhe responde não!

domingo, abril 20, 2008

O Tempo Todo

Falando Claro

Era tudo o que precisava desde o caos
Abrir o verbo e cuspir fora as minhas nóias
Levantar a vista, ver em volta o oceano
Ser peixe fora d’água, chão do céu agora.

Tento o rumo prático sem meus remos
Alcançar respostas certas contra o vento
Salpicando com belas borboletas as cegas
Imprevisível nas maneiras e no tempo

Preciso ser claro nessa passagem sem porta
Doa o que doer aceitar ser parte dessa ordem
Que me toma e rasga o que me conforma
De pé me abraço em trôpego vôo que comove

Certamente não sou o único que viaja ao fundo
Parecendo à deriva em um ou outro processo
De repente uma onda emborca em túnel comigo
E chego à tona num suspiro de arremesso

Tudo interage na gravidade dos sentimentos
Que oscilam nas correntes de nossas relações
Qualquer razão cai pela emoção remanescente
E do interior transborda mudanças em ebulição

quarta-feira, abril 16, 2008

I'll Never Be your

Beast Of Burden (Rolling Stones)

I'll never be your beast of burden
My back is broad but it's a hurting
All I want is for you to make love to me
I'll never be your beast of burden
I've walked for miles my feet are hurting
All I want is for you to make love to me

Am I hard enough
Am I rough enough
Am I rich enough
I'm not too blind to see
I'll never be your beast of burden
So let's go home and draw the curtains
Music on the radio

Come on baby make sweet love to me
Am I hard enough
Am I rough enough
Am I rich enough
I'm not too blind to see
Oh little sister

Pretty, pretty, pretty, pretty, girl
You're a pretty, pretty, pretty, pretty, pretty, pretty girl
Pretty, pretty
Such a pretty, pretty, pretty girl
Come on baby please, please, please

I'll tell ya
You can put me out
On the street
Put me out
With no shoes on my feet
But, put me out, put me out
Put me out of misery

Yeah, all your sickness
I can suck it up
Throw it all at me
I can shrug it off
There's one thing baby
That I don't understand

You keep on telling me
I ain't your kind of man
Ain't I rough enough, ooh baby
Ain't I tough enough
Ain't I rich enough, in love enough
Ooh! Ooh!

Please I'll never be your beast of burden
I'll never be your beast of burden
Never, never, never, never, never, never, never be
I don't need no beast of burden
I need no fussing
I need no nursing
Never, never, never, never, never, never, never be

sexta-feira, abril 11, 2008

Espaço Digital

Me encontro transitando na universal estrada digital (Internet), ossos do ofício, e descobri um jeito de dar uma idéia de como a consciência humana se atrasou em relação ao progresso técnico. É claro que tudo isso, ainda que faça parte do modo de vida de uma pá de gente, muitos ainda nem imaginam o que está por vir! Sem mencionar a exclusão digital que impera na maioria das populações a margem do essencial da vida. É uma realidade que até parece arte:

"Deixe-me contar como foi o meu dia até agora:
Café em Paris, surf nas Maldivas... Tirei uma soneca no Monte Kilimajaro.
Ah, é, e recebi os números de telefone de uma polonesa no Rio.
Então pulei de volta para o último quarto das finais da NBA.
Fora do planejado, é claro!
E tudo isso foi antes do almoço... Eu poderia continuar, mas tudo que posso dizer é...
Estou no topo do mundo!"

Texto extraído do filme "Jumper". Atores: Samuel L. Jackson, Diane Lane, Hayden Christensen. Do Diretor de Identidade Bourne e Sr. e Sra. Smith.

terça-feira, abril 08, 2008

Família

Da esquerda para a direita: Eu, vó Abigail, Albinha, Arnaldo, Armando (meus irmãos), e minha mãe Odete. Maceió-Alagoas, 1965/66.

segunda-feira, abril 07, 2008

Plano B

1.Conseguir mais trabalho
2.Tornar prático meu modo de vida
3.Resgatar meu amor
4.Conversar com meus filhos
5.Escolher melhor meus amigos
6.Pagar dívidas antigas
7.Dar uma pausa pra terapia
8.Concluir sistemas e processos pendentes
9.Publicar meu livro
10.Ir a Belém
P.S.: combinar minha poesia com a música.

Lembranças

Cachaça

Cachaça é moça branca
Filha de homem de bem
Quem se mete dentro dela
Perde tudo que tem
Se é rico vende o cavalo
Se é pobre vende o engenho
E quem não tem o que vender
Vende a vergonha que tem
(Cordel anônimo – Iguape, Ceará – jan-fev/1977)

Boca de Sorrisos
(Afranio Campos, fev/mar-2008)

Como devolver a sua boca,
Que passou a modelar a minha?
Contrariando todas as tensões,
Cedendo doces cantos aos lábios
Que ainda sinto sorrir!

domingo, abril 06, 2008

Conversa de Amigos

Para O Sublime

Bebo da seiva da Arvore da Vida
Do meu ventre crescem raízes de luz
Que verdeja com florestas o peito árido
Cobrindo a pele com anéis de alcaçuz

Entre as folhas brotam os amores-perfeitos
Leite do fruto sai livre do amargo
Ascendendo folículos frágeis de sua casca
Um alimento e cura ao próximo contato

Leio da Arvore do Conhecimento
Do coração acolhido brilha minha alma
Enchendo-me de certezas como bons filhos
Guiando-me entre os ventos e a salvo

Dentro de uma bolha vou a uma nebulosa
Flutuando nas letras retas de espírito
Percebo a transformação de minha estória
Ao reparar no acontecido desde o início

As Arvores da Vida e do Conhecimento
Permanecem no eterno lugar de origem
Nós é que perdemos a rota interior precisa
Para chegarmos ao paraíso aonde ainda vivem

Estou vivenciando tantos instantes valiosos
O Universo está expandindo os meus limites
Na gravidade do amor provo a paz e a união
Sentindo-os em todo caminho para O Sublime