sexta-feira, fevereiro 21, 2025

Os impostos, taxas de juros e o discurso do desgoverno

 A verdadeira desinformação chega aos olhos e ouvidos da população atrelada aos pronunciamentos e declarações da ditadura PT/STF e seus acessórios dependentes da esquerda.

Está semana conversando com um cliente de um sistema que desenvolvi para pequenas e médias empresas do segmento de assistência de eletro eletrônicos pude sentir como os discursos e narrativas da esquerda tem sua presença maliciosa e indutiva com impactos na compreensão e defesa por empresários dessa parcela de negócios. Em que pese as idiossincrasias e deficiência de formação, cognitiva, desses empreendedores, que mesmo sofrendo o peso dos impostos e o desempenho crítico da economia, que chegam contra suas expectativas obviamente negativas, ao falar a respeito das taxas de juros, como fator de agravante de obrigações de crédito e inflação sobre insumos e peças na maioria importadas, ainda entendem e tendem a culpar os problemas da economia jogando a responsabilidade unicamente sobre o Banco Central, salientando os aumentos das taxas de juros desconectados dos erros da condução dos gastos do governo federal em um caminho, proposital, de grave crise fiscal. O que está sendo apontado como uma dominância fiscal.

Infelizmente temos de pagar pelo pior governo e sua incapacidade de gestão da economia, pagar com mais impostos que está levando a uma previsível situação de descontrole, financeiro, uma consequência da política econômica, e indiferença ao evidente problema fiscal que se acentua a cada mês desde o início de 2023. Nesse cenário de tendência de recessão resta a esses picaretas do desgoverno distorcer através de discursos, propagandas em mídias da militância paga, desorientar a realidade para sua platéia repetindo mentiras ao convencimento de muito mais pessoas, de estarem fazendo o melhor para o país e para a democracia relativa.

domingo, fevereiro 16, 2025

Fernanda e Waltinho mentiram

Fernanda e Waltinho mentiram

Por Silvia Gabas, 16 fev 2025.

Mentiram com gosto.

Mentiram despuradoramente.

Por qual motivo só eles mesmos podem responder.

Fato é que estando os dois reunidos para uma entrevista no programa da CNN americana, sob o comando de Christiane Amanpoor, aproveitaram para deitar e rolar, talvez tentando conquistar mais adeptos para seu filme, o que significa mais votos, mais prêmios, que se traduzem em seu sonhado Oscar americano capitalista, numa estranha contradição que nem Satanás pode dar conta.

E lá estavam eles, combinadinhos, discursos prontos na ponta da língua para causar as sensações de indignação, revolta e adesão imediata à causa do filme que apresentam ao público no momento, objetivando ganhar a estatueta dourada, o que me soa patético para a dupla de socialistas amantes da Revolução Socialista fracassada de 64.

Entre as pérolas que soltaram na entrevista, estão frases como essas:

"Não faríamos o filme com Bolsonaro na presidência"

"Filme só foi possível porque tentativa de golpe em 2022 não se efetivou".

"Filme é produto da volta da democracia, com a eleição de Lula e seu retorno ao poder."

"o filme demorou a ser concluído porque a extrema-direita governava o Brasil e o país não vivia uma democracia."

Me digam uma coisa:

Vocês, que estavam no país neste período mencionado por eles, sentiram o peso da censura por parte do presidente daqueles anos, ou por parte de um poder judiciário autoritário e persecutório em relação a essa "extrema-direita", sob a justificativa que defendiam a "democracia"?

Fato é que as nomenclaturas foram totalmente distorcidas e já não valem mais nada no cenário político nacional e mundial.

Os ditadores se nomeiam valorosos democratas e os calados e perseguidos são chancelados como golpistas reacionários.

Quanto a isso, novos ares sopram no momento no mundo e muitas mudanças já podem ser sentidas no ar.

A conferir.

Mas, voltando para nossa dupla, Fernanda e Waltinho, que inicialmente pediram que as diferenças ideológicas fossem aplainadas, e que todos os brasileiros fossem assistir o filme em que atuaram e dirigiram, agora, movidos por interesses econômicos e também, por óbvio, movidos por vaidade e ambição, rasgaram a fantasia, apagaram o discurso inicial, deram uma banana para uma boa parte de seu possível público, e partiram para uma apelação vexatória, em que tentam atrair audiência, palmas, prêmios e dinheiros para sua película que tanto sofreu nas mãos de uma ditadura brasileira insana imposta pelo terrível Bolsonaro.

Sendo assim, após tão oportunista fala, caso a campanha da dupla em busca da estatueta ambicionada resulte em sucesso, e por aqui, em êxtase, manchetes romantizadas sejam escritas, lágrimas sejam derramadas, festividades sejam anunciadas, todos em êxtase porque, finalmente, este nosso pobre país tão carente de reconhecimento cultural, tenha conhecido, enfim, um leve afago da indústria do cinema, eu permanecerei firme em minha percepção do oportunismo barato que se esconde, sorrateiro, por detrás de uma história real contada a partir da perspectiva de um grupo ideológico, que se nega a conceder igual importância, igual número de lágrimas e indignação por aqueles que neste exato momento estão presos, perseguidos, exilados, mortos por censura idêntica àquela que tanto condenam.

Ditaduras são infames, seja lá de que maneira se apresentem.

Farsas comovidas não me compram nem me dobram.

Fernanda e Walter, que papelão!



quarta-feira, janeiro 29, 2025

ChatGPT X DeepSeek

ChatGPT X DeepSeek 

Por ser um curioso sobre as transformações digitais ocorridas desde os anos 80, hoje resolvi fazer uma avaliação das IAs que mais tenho usado, com mais interesse entre elas o ChatGPT, fiz uma comparação com o hype, a onda do momento que tanto estão falando, a DeepSeek, usei para a minha percepção de respostas entre elas alguns fatores que implicam em desempenho, segurança, confiança no retorno, escalabilidade etc etc e depois de bater um papo sobre um tema bastante estudado e debatido desde a última grande crise financeira de 2008, pude constatar pelo menos pontos que deixaram a desejar quanto a confiabilidade e tempo de respostas da DeepSeek.

Primeiro, a pergunta que fiz estava relacionando a crise de 2008 e a organização global dos movimentos ambientalistas frente a questão ambiental. Sabendo que o tema é importante entre estudiosos da questão ambiental, dos que são destacados por ambientalistas, o Joan Martínez Alier é um deles, chequei as respostas que obtive do ChatGPT e do DeepSeek. 

Segundo, com base nos critérios que estabeleci pude notar que o DeepSeek levou muito mais tempo para responder a questão, mas intuitivamente atribui o delay ao fator processamento, pois uma das vantagens alegadas pelo DeepSeek seria o menor uso de processadores para operações da IA, porém me pareceu que com a escalabilidade dos processos globais isso se torna obviamente uma desvantagem. E a NVidia já está refazendo as espectativas de sua carteira de ações após o mercado avaliar como uma bolha a alavancagem do DeepSeek.

Terceiro ponto, as respostas do DeepSeek apresentar uma seletividade, que me indicou mais um critério de natureza política que técnica. Numa simples verificação do conteúdo e do número de intens de informações sobre a questão ambiental, o DeepSeek resumiu e retirou pontos importantes de sua lista quanto ao pontos negativos sobre o meio ambiente como consequência da crise financeira de 2008: eliminou de sua resposta, um fator que está diretamente dependente da redução de investimentos nos projetos relacionados ao meio ambiente. E tomando o que o ChatGPT informou, um desses fatores seria a redução de fiscalização e mitigação de riscos e impactos ambientais, mas o DeepSeek sequer mencionou na sua curta referência de pontos negativos decorrente das circunstâncias de redução de recursos financeiros durante o período da crise global ocorrida de 2008.

Conclusão, é uma bolha, existe uma forte tendência de concorrência entre as IAs, dos EUA e China sendo observada e com preferências de especulação política e de investidores. Veremos em breve como isso se desenvolverá, pois já está sendo possível e disseminada uma nova guerra fria, e essa está no mundo digital, a das IAs.

terça-feira, janeiro 14, 2025

A síndrome de liberdade

 A síndrome* de liberdade.

O Supremo falou sobre a permissão? Então podemos pensar, falar, criticar e ter opinião sobre o que quisermos, mas só quando for autorizado.

Parte do Congresso, passivamente, apoia a decisão de ativistas do Supremo, criativos que interpretam a Constituição, nunca escolhidos pelo voto da população, invadem funções de outros poderes e chegam a legislar, querem governar sem terem tais atribuições legais.

Mas chegou a hora de removermos o estigma, definido pelo Sistema, de que a liberdade é um mal causado desnecessariamente por algumas opiniões, frases ditas discriminatórias no acordo de conveniência entre o Supremo e o Executivo em exercício para a manutenção do poder. Os critérios e limites para a existência da oposição foram decididos pelo Foro de São Paulo, que é a voz da lei instituída pela ditadura da esquerda e sua organização colocada no poder.

Tem uma teoria sobre o que causa essa “síndrome”. No momento a grande maioria foi acometida pelo que está praticamente sendo tipificado como “síndrome”, a “síndrome da liberdade” pelo ativismo do judiciário, pelo regime do Supremo/PT, pelo Consórcio da militância de redação e um punhado de frouxos, políticos que se vendem e fazem eco no Congresso a orquestração da ditadura. Os que lutam pela liberdade, os que querem retomar o direito de opinião, querem a liberdade de expressão, as liberdades democráticas, segundo a ditadura, passam a ser portadores da síndrome de liberdade. E o Sistema apesar de negar suas ações de censura, ações persecutórias contra adversários, porém, na hipocrisia de defesa da “democracia relativa”, a democracia Maduro, exercem a censura, tentam impedir a existência e até extirpar qualquer oposição ao regime. 

Buscar a liberdade passou a ter o significado ou condição de portar uma doença, deficiência cognitiva ou virar um marginalizado por atentar contra o “estado de dinheiro”, qualquer ideia, opinião e publicação contrária ao regime feitos pela direita vira “ato antidemocrático”. O que é apenas uma reação humana natural a uma situação que não é natural tornou-se uma coisa perigosa aos olhos dos agentes do regime, do seu Ministério da Verdade. A reação à censura, à ausência de liberdades democráticas, ao cerceamento de direitos fundamentais e conquistas há muito consolidados numa democracia, passou a requerer coragem, resiliência, recursos legais que ficam cada vez mais difíceis de serem alcançados, e a organização, mobilização permanente também. 

 Não nascemos para viver debaixo do tacão do autoritarismo, de ordens abusivas de títeres, ninguém vive dignamente sob ditaduras. 

Nenhum de nós anda ou andou em linha reta ao seguir na vida por coação, imposição de regras absurdas, por mais de dias, meses, anos, caminhou subjugados ao que seja determinado em estado de exceção. Com exceção dos que se entregam e se submetem a regimes crueis, foras da lei, ajoelhados para doutrinas que roubam a individualidade, pois requer compromisso com o mal e pensamento único, são todos os que cerceiam a reflexão e a possibilidade de ter opinião sobre os fatos, a realidade.

Antes você não sabia o que acontecia, os fatos podiam ser alterados por narrativas de conveniência ao jogo de partidos da esquerda, ao poder instalado e mantido sem questionamentos, porque não tinha como saber. Agora, após a revolução da internet, a expansão das relações e dimensão das redes sociais, a democratização da informação, todos podem, devem, se quiserem, saber sobre os fatos e sua origem. Antes a mentira era o normal. O sistema sabia das coisas, sabia manipular a informação e dados, e conseguia. Pagavam, subornavam, e as mídias que antes podiam fazer um certo jornalismo, passaram a assumir que são militantes, canais que obedecem ao poder que lhes sustentam e a quem subsidia seu trabalho de fazer propaganda oficial, sustentam e defendem ideias e projetos do governo, com claro viés ditatorial.


*A palavra síndrome vem do grego συνδρομή, que significa "concurso, afluência".

As síndromes provocam um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem ao mesmo tempo e que podem ter causas variadas, assemelhando-se a uma ou a várias doenças. Costuma-se denominar também de síndrome uma condição que ainda não tem uma causa bem definida.

As síndromes podem ter origens diversas, e por isso, pode ser difícil fechar um diagnóstico sobre as causas desse quadro vulnerável.

quarta-feira, janeiro 08, 2025

O que significa viver numa ditadura

Fernanda Torres manda indireta a Bolsonaro na Globo, passa vergonha e vira meme!

Por Luiz Galeazzo, Oi Luiz, 10/12/2024.

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Algumas coisas não mudam nunca, por exemplo, pegue 10 filmes nacionais, três serão sobre a polícia matando os heróis traficantes, outros três sobre a ditadura militar, dois sobre a perseguição a minorias, um será uma comédia de um ex Global, um será um infantil com alguma apresentadora de TV, os 10 filmes terão muita gente pelada e beijos LGBT e terão reunido um total de 318 espectadores no Brasil inteiro, 250 pagando meia entrada ocupando o lugar de filmes verdadeiramente rentáveis. 

A Fernanda Torres está se destacando agora num filme da Globo filmes sobre ditadura militar bem na época em que a Globo acusa Bolsonaro de tentar dar um golpe e instalar uma ditadura militar. Ou seja, é óbvio que a Fernanda seria chamada para falar na Globo. O resultado é a entrevista mais sem noção da história de aquela do jogador Marcinho, “você sentiu alguma coisa Marcinho”... eu tô debilitado, comecei o jogo, a tarde toda tive caganeira, cagando pura água, eu muito debilitado. Falei professor, falei que não dá, porque eu tô tremendo”. Beleza valeu Marcinho, debilitado, acredita, é pior que isso.

A artista petista e dependente química da Lei Rouanet, Fernanda Torres, deu um novo passo entre as grandes premiações do cinema nessa segunda-feira ao conquistar uma indicação de melhor atriz em filme dramático do Globo de Ouro, por sua atuação em “Ainda estou aqui”, também nomeado na categoria de filme estrangeiro. O filme é só mais um numa pilha interminável de mais ou menos uns 850.000 filmes brasileiros falando sobre a ditadura militar, ele é baseado no livro autobiográfico do escritor petista Marcelo Rubens Paiva sobre a luta de sua mãe Eunice Paiva, após os problemas que o marido teve com os milico. Como já era de se esperar o filme foi abraçado, mimado, e lambido pelos inteligentinhos de todos os cantos do mundo, ganhou prêmio de roteiro no festival de Veneza, foi o filme escolhido no Brasil para tentar a sorte no Oscar, e muita gente já fala numa indicação pelo menos de melhor atriz para a Fernanda Torres. Nada impossível dada a infestação de esquerdistas em Hollywood e o lobby forte do diretor Walter Salles Júnior e sua família por lá, também basta lembrar que em 2019 Democracia em Vertigem, um documentário pró Dilma, tão mentiroso e mal feito, que parecia ter sido dirigido por uma criança de 7 anos que caiu 72 vezes de cabeça do berço, concorreu ao prêmio, mas só prêmio não enche barriga nem bolso, e por isso a Fernanda Torres provavelmente a pedido de seus patronos Lula e Janja começou a fazer o circuito de entrevistas repetindo feito um papagaio que “democracia é bom, viva democracia, ditador é ruim”, esquecendo que o Brasil é uma ditadura do Judiciário, que censurou, mandou para o exílio, prendeu e até matou gente que discorda desses líderes. Dessa vez, ela mostrou como está com a narrativa decorada e ensaiadinha para jornalista e assistente de palco do Lula, Andreia Sagui, digo Sadi… Fernanda: “E aí Sadi, tô aqui em Londres, hoje tem uma sessão do filme, e aí meio-dia, ali veio a indicação com meu nomezinho no meio de tantas mulheres incríveis, realmente devo muito a Eunice Paiva, e essa indicação significa um trabalho imenso e eu acho que é um resultado também do que o filme é no Brasil, sabe, eh o impacto do filme no Brasil também cria uma ideia da importância desse filme, eh não só no nosso país mas no mundo, que impulsiona as indicações, não só minha como do filme, então eu e Walter ali, 25 anos depois da mamãe com ele, isso é, ainda estamos aqui. O DNA pelo menos continua, do Walter, o meu, o meu eu peguei aquele DNA e tô levando um pouquinho mais para a frente, eh mas é resultado, acho, de um livro, é resultado eh dessa família incrível que são os Paiva, que sofreram uma brutalidade do Estado, um assassinato, assassinaram o Rubens, da mulher que é Eunice, é da forma como ela ela dizia uma coisa incrível, eu não sou vítima, vítima é o país, e a maneira como ela lutou pelo reconhecimento do que fizeram com Rubens Paiva, da maneira como essa mulher lutou pelo reconhecimento de reservas e indígenas no Brasil, depois da maneira como ela participou da Constituição de 88, a Eunice e o Brasil são quase sinônimos, e aí esse filme ganhar essa repercussão por causa dessa mulher, por causa dessa mulher que criou o Marcelo e toda a família, todos os Paivas são incríveis, mas o Marcelo que escreve esse livro e a literatura inspira o Walter a finalmente fazer um filme sobre uma casa que ele conheceu, que ele viveu, uma casa que transformou ele, então é tudo tão bonito, assim, é tudo tão bonito, e num ano muito difícil com filmes incríveis é uma safra de performances de atrizes e de filmes, muito difícil, então a gente tá ali no meio de tanta gente incrível e a gente tá por causa da honestidade dos Paiva, desse filme, dessa mulher extraordinária chamada Eunice Paiva, tô muito feliz, muito feliz que muita gente muita gente nova esteja pensando o que significa viver numa ditadura através desse filme, muita gente nova pensando ah era assim, porque não entendia, cresceu na democracia e acha que aquilo é de graça, ditadura é um negócio pesado, é um negócio muito ruim, então tô muito feliz, muito orgulhosa, e assim, muito orgulhosa de ter da cultura do Brasil e da arte no Brasil, das pessoas estarem tão orgulhosas da nossa cultura, da nossa música, da nossa literatura, do nosso cinema, e dos atores, entendeu, nós, o Brasil vale muito a pena, beijo grande, tchau”. 

Muita gente nova está pensando no que significa viver numa ditadura através desse filme… Não Fernanda, os jovens não precisam desse filme para saber o que significa viver numa ditadura, é só botar a cara para fora de casa ou tentar postar algo contra o STF, você acha que as filhas do Clesão, morto na prisão por ter participado de uma manifestação não sabem o que viver numa ditadura, você acha que o seu filmeco tem algo a ensinar sobre a ditadura para os filhos de seis e 9 anos da cabeleireira Débora dos Santos, que pode ficar 30 anos na cadeia por ter escrito “perdeu mané” com batom numa estátua, eu conto ou vocês contam, a inteligentinha pagando diante da ditadura, enquanto o regime que ela tanto lambe prende manifestantes por 17 anos, encarcera donas de casa, persegue padres e mata um pai de família, o Clesão, do mesmo jeito que mataram o pai do Marcelo Rubens Paiva no filme. 

Depois que a esquerda passou a defender prisões ilegais, mortes em cadeias, prisão de ambulantes e de mendigos, qualquer choro sobre a ditadura de 64 não pode ser levado a sério. Perderam toda a moral e provaram que na época só não fizeram o mesmo que os militares porque não podiam. Agora que podem estão fazendo. A falta de vergonha na cara de Marcelo Rubens Paiva e da Fernanda Torres é mais evidente do que a falta de testosterona do Felipe Neto, eles falam bonito sobre justiça e memória, quando o assunto é a ditadura que levou o pai de Marcelo, mas quando toca em feridas abertas hoje, como a repressão aos presos do 8 de janeiro, que aliás já levou a vida de Clériston, a voz some, ficam quietinhos, eles se beneficiam das leis de incentivo à cultura, mas quando é hora de criticar o abuso de poder da esquerda que financia suas performances, o silêncio é ensurdecedor. Olha só com quem a Fernanda tava outro dia em Nova York; Lula ao celular: “olha o prazer ter te ouvido hoje lá Fernanda, você diz que é a favor da democracia e que a ditadura é uma coisa ruim”. Então, como é que você é amiguinha desse casal que quer censurar as pessoas, desse casal que tem amizade com ditadores como Maduro, Ortega, Putin, Xi Jinping, como é que você anda com esse sujeito, que tem parceria com a ditadura de Cuba, que já dura mais de 60 anos, e com o Irã que prende e mata mulheres que não usam hijab. A moral que defendem é só um teatrinho, uma peça mal ensaiada com um roteiro sem coerência e cheio de furos. É fácil posar de heroína em filme, mas quando se trata de lutar pelas causas que não lhes abrem as portas dos cofres públicos, eles tiram a máscara de herói e vestem a carapuça do conveniente. Claro, Lula já deu um jeito de pegar carona na indicação da Fernanda na torcida Golden Globes, é a refilmagem da Noiva Cadáver. Nossa que trio, perfeito para um filme de terror, mas até isso foi zoado, atores, atrizes e similares são uma classe de pessoas que não tem uma personalidade definida. Talvez isso aconteça devido à profissão, já que passam a vida toda fingindo serem outras pessoas, muitas vezes nem eles mesmos sabem direito quem são, não é à toa que essa classe de profissionais é sempre muito requisitada por governos totalitários quando precisam dos cidadãos, no caos e o fracasso do seu governo. Enquanto a patota dos viva cultura brasileira usa técnicas de repetição e manipulação psicológica para criar no imaginário público uma ameaçadora ditadura cenográfica, o estado totalitário que está sendo construído no Brasil com o apoio total desses mesmos artistas ricos, segue jogando senhoras de idade, mães e pais de família nos calabouços da polícia política a favor do regime. A Fernanda e seus coleguinhas são colaboracionistas do Estado de exceção, narcisistas patológicos beirando a sociopatia, criando as condições totalitárias que no mundo fictício fingem combater. Fernanda Torres desfilando no tapete vermelho e fazendo discurso político pela democracia, enquanto trabalhadores apodrecem na cadeia por terem se manifestado contra um governo é um deboche perverso contra todas as vítimas reais da tirania em andamento no Brasil. Faça um filme sobre as ditaduras venezuelana e Cubana, Fernanda, você bem que podia colher uma entrevista com o Lula para enriquecer o roteiro do Foro de São Paulo, o nove dedos entende como poucos, Fernanda. Quando você interpretar a viúva do Clesão num filme sobre a ditadura de hoje, você me avisa tá, até lá, eu vou continuar preferindo ver o filme do do Pelé: “Eu comia calango quando era menino, a gente saía correndo atrás dos calanguinho, calanguinho, calanguinho, pegava o calanguinho e comia com ovo. Eu sou analfabeto, minha mãe era analfabeta, meus irmãos tudo analfabeto, meus primo analfabeto, meus cunhados era analfabeto, meu cachorro analfabeto, meu gato analfabeto, e eu me orgulho disso” (Lula).

domingo, janeiro 05, 2025

A ditadura petista/$TF

 A ditadura petista/$TF nos empurra para uma situação de instabilidade jurídica, econômica, social e política mais e mais extrema. Todos os esforços realizados até agora só criaram, em escala, novos e graves problemas para o exercício da liberdade de expressão e à necessária estabilidade jurídica das instituições, que organiza as relações, contratos e dão segurança as expectativas do mercado de produtos, serviços e financeiro. Com uma visão canhestra e numa clara insistência em atos de vingança contra os seus opositores, o regime petista revela sua indisfarçavel indiferença ao que a Constituição, em suas mais básicas obrigações de convivência, nos guiaria como sendo os princípios democráticos a serem respeitados. Portanto, o que significam os avanços de função de uma instituição sobre outras, o abuso de poder do ativismo, político e policial, da toga sobre o Legislativo, com o apoio tácito do Executivo, senão uma verdadeira guerra aos cidadãos de bem, aos que tem opiniões sinceras sobre a realidade e aos empreendedores pagadores de impostos, que em suas funções e demandas, uma maioria, que luta por restaurar direitos fundamentais que estão sendo retirados por um regime abertamente comprometido com o viés autoritário.

Como não pensar no estado atual das coisas que nesse momento vivemos uma guerra declarada para cada dia nos impor o pior, o caldo de cultura de terror vivido pro uma Venezuela. É, em uma guerra, é preciso descobrir se aceitaremos a situação em que nos encontramos. Ou deixamos isso virar o novo normal, ou agimos e, assim, arriscamos tudo.



sexta-feira, janeiro 03, 2025

Estamos em uma ditadura

 Estamos em uma ditadura, e os intocáveis do regime, tal qual a militante de redação da Globolule, Natuza Nery, são prontamente defendidos e estão protegidos pelas asas da Corte em seu ativismo. Os comparsas "iluminados" do PT tocam suas ações conforme um rito de abuso de poder e a truculência mais que verbal, contam com a força de sua Gestapo particular para extirpar qualquer um que os desafie. E tudo isso é tomado como natural por quem os suporta com um sorriso nos dentes.



quinta-feira, janeiro 02, 2025

Expressando a minha repulsa

 De uma coisa preciso expressar a minha repulsa, e faço minhas as palavras de Rodia Raskólnikov, em Crime e Castigo: "É esta a explicação do mistério... Vendem toda a vida! Oh! Nesse caso violenta-se o senso moral: leva-se ao mercado a liberdade, o repouso, a própria consciência, tudo! (...) transige-se com os próprios escrúpulos, chegamos mesmo a persuadir-nos de que é preciso proceder assim, visto a utilidade do fim justificar o meio". As pessoas e grupos vinculados a ideologia do petismo, progressistas, wokismo, da esquerda no poder, conseguiram se mostrar adictos, a hipocrisia e tudo que juntam em seus compromissos, a falsa moral e a inexistência de quaisquer princípios democráticos. Digo, até mesmo de profundidade da natureza humana, em direitos há muito primados. Não são, nem nunca foram formados para a convivência com qualquer discussão, aceitação, alteração em nenhum dos seus desejos e propósitos de manutenção no poder, objetam as críticas, censuram os argumentos não entendidos, cancelam as ideias da oposição. Os trabalhos e objetivos deles são contraditórios na essência, na verdade seus interesses já estão aparentes, conhecidos por alguns, hoje adversários, a direita, mas ignorados por conivência por muitos. Os beneficiários do assalto aos cofres públicos.



terça-feira, dezembro 31, 2024

Nada é capaz de gerar violência como a escassez

 Nada é capaz de gerar violência como a escassez. Escassez de verdade dos fatos, de conhecimento do real, de consciência da realidade, de liberdade de expressão, da cultura, da educação, da ética, da moral, de alimentos, da água. A violência é resultado da escassez nas suas várias dimensões.

A desinformação, a mentira, fake news, manipulação de dados, propaganda oficial e censura seletivas, são as armas de poder de todo governo autoritário. Com o intuito de controlar e reagir ao contraditório, forçar comportamentos sociais passivos, isentos, voltados para a mera concordância e obediência sem questionamentos, por medo ou crenças em modelos utópicos, extremistas em soluções, pretensões de relações através das quais vão dar respostas para todos os problemas, tornar obrigatório a aceitação das regras de indiscriminadas ações de polícia mais absurdas, ilegais, sobre seus adversários, mesmo frente às leis constituidas em democracia, regras limitantes a opinião e a liberdade, seja de mercado, de expressão ou respeito aos direitos fundamentais, tal como o de propriedade; agora uma seleção de imposições vindas de iluminados, alienados fora da lei, sem ética nem moral dentro do marco civilizatório, regras cruéis para os inocentes e opositores, advindas de uma centralidade de pensamento obrigatório onde se origina e impera uma inquestionável sabedoria da truculência, onde se concentra o poder mandatário do regime, em casta, estamento, aristocracias, burocracias, grupos ou partidos de ditadores, o que explora a escassez de todos os meios e objetos como método e objetivos de sua preservação.

sábado, dezembro 28, 2024

Ponto de vista: Eleições de 2026

Ponto de vista: Eleições de 2026

Joacy Góes*, Tribuna da Bahia, 26/12/2024

País afora, a sensação é que o Governo Lula 3 acabou, de tal modo é dominante o sentimento do “quem ficar por último, apague a luz e feche a porta”. O desalento geral decorre da paralisia oficial, inepta para levar adiante o que quer que seja sem ter que ficar de joelhos diante de um Congresso que só pensa em assegurar a sua reeleição, uma vez que o Governo já “deu com os burros n´água”. 

Basta comparar os pronunciamentos natalinos do Presidente do ano passado com o insosso deste Natal, populista e vazio de qualquer conteúdo!

Em declínio lento, gradual e constante, a popularidade presidencial leva os governistas a cogitarem, cada mais vez mais ostensivamente, de um nome para suceder o atual Presidente, em razão, também, do crescente temor de um eventual impedimento Joebidiano decorrente de uma explosiva combinação de idade avançada com saúde física e mental precária. 

A grande mídia que renovou os esponsais com a farra publicitária dos governos petistas, atenta ao seu papel de assegurar a continuidade de um status quo que empobrece o Brasil, mas enche suas burras de dinheiro público, vem elegendo, como prioridade, em seu noticiário, apontar o Estado de São Paulo como o centro da danação do mundo, precisamente pela emergência do Governador Tarcísio de Freitas, como o nome mais provável para substituir Jair Bolsonaro, se vier a ser condenado às penas mais duras da inelegibilidade, pelo que fez e não fez ou sequer cogitou em fazer, fato que não abala o seu potencial como o maior eleitor nas eleições gerais de 2026, sobretudo para Presidente, Governadores e Congresso Nacional.  

Para agravar suas patéticas fragilidades internas, o atual governo brasileiro é visto, no plano internacional, como o mais frágil em toda a nossa história colonial, imperial e republicana, em razão de uma sequência de erros que vem deixando apoplética nossa reconhecidamente madura diplomacia. A gravidade dos erros, em série, são de tirar o fôlego:

Lula preferiu aliar-se com a Venezuela, Nicarágua e Cuba, contra o clamor americano por arejamento democrático;

Lula preferiu aliar-se ao Hamas, Hezbollah, Irã e Síria, contra a OTAN e as correntes derivadas do Iluminismo definidor dos caminhos ocidentais. Pela primeira vez na História, um presidente brasileiro foi considerado persona non grata por um governo estrangeiro, no caso Israel;

Ao se apresentar como mediador da invasão da Ucrânia pela Rússia, antecipou, de tal modo o seu pensamento pró Rússia, que seu nome foi prontamente descartado pela ONU;

Pela primeira vez, um presidente brasileiro foi ameaçado de morte por uma nação estrangeira, como foi o caso da Venezuela do seu irmão político siamês, Nicolas Maduro;

Mal assessorado e a partir de uma irresponsabilidade sem paralelo, Lula se precipitou ao prever, com base no wishful thinking, a vitória de Kamala Harris, acrescentando adjetivações nazistas à biografia do presidente eleito Donald Trump. Em qualquer país sério, tamanha estupidez seria punida com o impeachment. 

Açodadamente, Lula apresentou-se como o porta-voz dos BRICs, no propósito de rebaixar o histórico papel do dólar como a moeda do comércio mundial, transformando-se em inimigo número 1 do mais poderoso país do Planeta;

Para coroar tão sesquipedal festival de barbaridades, a Primeira Dama dirigiu expressões prostibulares contra um expoente da humanidade, o empresário Elon Musk.

Um primeiro episódio revelador do que nos espera foi a vã tentativa da diplomacia brasileira de conseguir um convite do Presidente francês, Emmanuel Macron, para Lula participar da reinauguração da Catedral de Notre Dame, festa em que Donald Trump e Elon Musk foram o centro das atenções. Até uma anta sabe de onde proveio o impedimento.

É a tolerância com tantos e graves erros que faz do Brasil um dos países mais mal geridos, conclusão a que chegamos quando comparamos o pouco que somos com o muito que poderíamos ser, quando levamos em conta nossas enormes e desperdiçadas possibilidades.

https://www.trbn.com.br/materia/I121190/ponto-de-vista-eleicoes-de-2026-6-1

*Advogado e jornalista brasileiro


sexta-feira, dezembro 27, 2024

Não falta mais nada para esse regime ditatorial declarar que a democracia deixou de ser relativa

 Não falta mais nada para esse regime ditatorial declarar que a democracia deixou de ser relativa. Nada mais de mentiras, picanha barata, viagens de avião barata, BPC, Bolsa Família, Estatais que se explodam, Orçamento responsável pra que te quero, que agora o jogo vai ser bruto mesmo e pronto, "liberdade não é absoluta", "derrotamos o bolsonarismo", e se gritar contra vai preso mesmo violando prerrogativas, é tudo nosso e faremos o que quisermos com o seu dinheiro e com os direitos do povo. Fecharam as cortinas do teatro das tesouras, e fecharemos também a do teatro da democracia, que só atrapalha os nossos planos de nos perpetuarmos no poder, para as eleições de 2026 estamos dando o nosso jeito nas redes sociais com a censura, e no algoritmo com a "hora" certa e sem auditagem, pois as ruas não nos aprovam. Perdeu, mané! De uma vez por todas. Não falta mais nada!



A ditadura avança nos calcanhares do cidadão

A ditadura avança nos calcanhares do cidadão 

 As ações de vingança da ditadura da esquerda contra seus desafetos, críticos e adversários políticos virou uma meta de governo. Esse que fará de tudo para manter o controle das narrativas, pisoteando e estirpando da vida política os seus opositores, cidadãos conservadores e políticos da direita. Com a parceria dos togados ativistas no Supremo o partido dos trambiqueiros vai se empoleirando e mamando em tudo que seja fonte de dinheiro em Brazuela, transformando o Planalto numa pocilga que esbanja demais da conta em benefícios para seus amigos de aventura e caos, todos simpatizantes da boquinha no butim pela crise. 

Até quando essa realidade irá perdurar? O país vive cada dia na expectativa do terror das ilegalidades bater na porta de qualquer um, considerando os fatos do 8 de janeiro, tudo é possível. Em regime de excessão quem declara sua opinião ou pensamento que desagrade A Lei Xandre, pois mesmo os representantes legais no Congresso, eleitos pela população, que possuem imunidade parlamentar sofrem perseguição e até são presos. Nessa situação qualquer cidadão pode acabar condenado a não menos que 17 anos de cadeia, como já foram muitos, sem o devido processo legal ou acesso as acusações que nem a defesa tem, correm sob sigilo e criatividade do ativismo judiciário, ainda que os "inimigos" da ditadura sejam apenas inocentes.



quarta-feira, dezembro 25, 2024

10 ideias para fazer um milhão de coisas... Com Inteligência Artificial

 PRÉ-LANÇAMENTO! 

10 ideias para fazer um milhão de coisas... Com Inteligência Artificial

Em uma era de transformações sem precedentes, na qual a inteligência humana encontra sua mais intrigante parceria: a inteligência artificial. E esta aliança, se mostra tão promissora quanto desafiadora, é o motor de mudanças que redesenham o mundo ao nosso redor. O advento da IA não apenas acelera processos e inovações, mas também nos força a reavaliar o que significa ser humano, criar, e existir em um universo cada vez mais digitalizado.

Este livro é um convite a explorar o potencial ilimitado das ideias que surgem na interseção dessas duas inteligências.



quarta-feira, dezembro 18, 2024

A vaca foi pro brejo

 A vaca foi pro brejo

O prenúncio da crise econômica é a crise financeira que se estende e conta com o descaso de grande parte dos intelectuais desonestos e o passapanismo da mídia militante que estão diuturnamente buscando um culpado para livrar a cara do governo petista.

Outro fator que é um catalisador e causa dessa situação de instabilidade política e jurídica no país, podemos considerar com absoluta certeza, é a zero existência de um substituto ao ex-presidiário para concorrer às eleições em 2026. 

Esse cenário, crise econômica arrastando tudo e a todos para uma completa confusão social e por outro lado uma indiferença da maioria sujeira ao dilema sem resposta pelo desgoverno, do que vai ser definido enquanto resposta urgente ao caos econômico; temos a indefinição política do adversário ao candidato  da esquerda, que por eliminação só resta o mesmo pilantra a que o ativismo supremo entregou o trono no Planalto, o que se diz “o mais honesto”; e que conta com a inelegibilidade do seu maior e único adversário.

Convenhamos, a saída dessa organização criminosa parece ser prender inocentes, criar narrativas seletivas condenando e calando a “extrema direita”, com a ajuda de falácias do espantalho, na insistência de conter críticas, sustar opiniões contra a ditadura, aumentar a espiral do silêncio presente, soprada com força por um golpe da parceria entre os partidos da esquerda e o ativismo judiciário de “deuses togados”, desde antes das eleições de 2022.

O que esperar de uma realidade sombria como a atual? As reações do sistema só confirma o avanço de títeres sobre as últimas esperanças de recuperação da liberdade de expressão e frágil estabilidade econômica vivida pela população. O que persiste como expectativa são investidas dos corruptos sedentos em manter o sistema, sempre impunes, supridos por um regime  narco-cleptocrático, totalitário, abusador de decisões ilegais, ignorando o devido processo legal e a Constituição. A situação real configura-se numa instabilidade jurídica, estão dilapidando o erário público, destruindo os pilares que estruturam a orquestração da uma gestão responsável da economia, cercam-se de privilégios e poderes tal qual imperadores, e projetam discursos típicos de ditadores crueis e sanguinários. 

Onde chegamos? À panela de pressão que apita forte. Para bons entendedores caminhamos para o patíbulo que, por indiferença à dor e a justiça, o rei aparece para ordenar a decapitação do insatisfeito e sua opinião; porque o imaginário popular já vive, conhece as crises e teve a experiência, sabe para onde estamos indo.



quarta-feira, dezembro 11, 2024

Cenário Macroeconômico e político do Brasil, 2025-2026

Cenário Macroeconômico e político do Brasil, 2025-2026: Agravamento da Crise Fiscal e caos institucional 

O governo não implementando medidas sérias de ajuste fiscal, a situação pode se deteriorar significativamente, como podemos observar, está indo de mal a pior:

Perda de credibilidade fiscal > Aumento do risco país e saída de capitais, o que já está acontecendo em volumes crescentes.

Inflação crescente > Com descontrole nos gastos, acentuado ainda mais em 2023, o aumento da emissão de dívida para financiar o déficit, o que agrava a instabilidade econômica.

Juros crescentes > Para conter a inflação e atrair investidores, eleva-se ainda mais o custo da dívida pública. Impactos serão graves no painel internacional de negócios (contratos, cadeia produtiva, mercados de commodities etc) e no ambiente interno a desvalorização da moeda.

Impactos:

Recessão econômica - com desemprego elevado, ao contrário das narrativas do governo de melhora dos indicadores de alocação de recursos (humanos, insumos etc) provocado pelo aquecimento da economia, o que não ocorrerá em curto ou médio prazo.

Crise cambial - devido à desvalorização do real. Péssimo cenário para o comércio interno que terá custos maiores para realização.

Risco de reestruturação da dívida ou aumento da carga tributária de forma abrupta. Aumento da carga tributária penalizando os segmentos sociais de baixa renda que não tem como se proteger dos riscos.

Fatores de Influência

Cenário político: A fraca capacidade de negociação do governo com o Congresso será essencial nesse processo, pois os métodos de negociação se afastam das tratativas democráticas de relação entre os poderes.

Contexto global: Crises externas podem agravar a situação fiscal, como alta dos juros nos EUA ou choques de preços de commodities. No momento os EUA estão mantendo as taxas de juros baixas, mas o mercado externo de commodities brasileiras apresenta uma tendência preocupante com a China entrando em um período de diminuição do ritmo de crescimento. Também temos uma instabilidade política na região da Ásia/Oriente médio/Europa devido a guerra da Ucrânia e Rússia e o conflito entre Israel e Irã, com inesperado resultado em médio prazo, o que pode alcançar o status de guerra mundial.

Estabilidade social frágil e forte instabilidade jurídica: A insatisfação com medidas de austeridade do governo e ativismo político do judiciário (Supremo, TSE) pode gerar instabilidade social e limitar o alcance das reformas com choques em instituições e nos interesses da sociedade (livre mercado, liberdade de expressão, cerceamento de oposição política, economia sob intervenção e controles excessivos do governo federal).

terça-feira, dezembro 10, 2024

Regular redes sociais é projeto elitista e ideológico

Regular redes sociais é projeto elitista e ideológico

André Marsiglia, Poder 360, 10/12/2024.

Tenho participado de entrevistas e debates sobre regulação de redes, em razão de minha expertise em liberdade de expressão e, invariavelmente, as pessoas que defendem regular redes no Brasil acabam deixando escapar sua oculta intenção, seu sincero desejo, com frases do tipo: “Essa gente não pode falar o que quer”.

Tratamos de legislações estrangeiras, do avanço da tecnologia e de liberdade de expressão, mas o foco verdadeiro é regular “essa gente”. E quem seria “essa gente”? O povão e os que se encaixam numa gaveta etiquetada pela mídia como “direita bolsonarista”.

O povão, que em sua maioria se tornou de direita no Brasil nos últimos anos, é tido por ignorante, já a direita bolsonarista é tida por chucra e tosca. E ambos causam gastura na sensibilidade de uma elite intelectual que circula por universidades, tribunais e imprensa, em aliança a políticos oportunistas, interessados em calar adversários.

Logo que saiu a decisão do ministro Flávio Dino de destruir livros com conteúdo ofensivo a minorias, participei de um debate universitário, ocasião em que um professor de direito me disse: “Livros não servem para ser destruídos; independentemente do conteúdo, devem ser semeados”. Sabendo que ele defendia regular redes, questionei em público se o mesmo raciocínio servia a postagens em redes sociais. Ele me olhou torto. Acrescentei que se tratássemos redes e livros de forma diversa, estaríamos promovendo a defesa de formatos, de molduras, e não de conteúdo, não da liberdade de expressão.

O professor respondeu: “Não é a mesma coisa”. Claro que não é, afinal, a direita bolsonarista e o povão não escrevem livros ou, se escrevem, raramente alguém os publica. Se publicarem em massa e tiverem leitores, os livros serão a próxima coisa a ser mais regulada.

Se estiverem na imprensa, e tiverem audiência, as emissoras serão criminosas –como já ocorreu, aliás. Se forem aceitos como professores universitários, e tiverem ouvintes, o ensino precisará ser remodelado. Se tiverem voz e palanque, suas candidaturas terão de ser anuladas e os eleitos, cassados.

Se as redes sociais fossem usadas só pela elite intelectual, as maiores fake news, desinformações e propagações de ódio poderiam tranquilamente ser ditas e cometidas e tudo estaria bem, tudo estaria certo. Faria parte do debate, ou poderiam ser contidas pelos mecanismos judiciais e indenizatórios já existentes. Como sempre foi até hoje com a imprensa, diga-se.

O chicote da regulação, portanto, tem como marca conter e recivilizar “essa gente”. Nada mais higienista, asséptico, autoritário e tirânico. Só não escrevo também que é fascista, porque posso ser carimbado como “essa gente” e acabar preso.



sábado, dezembro 07, 2024

O STF flerta com a censura prévia

O STF flerta com a censura prévia

Opinião do Estadão

Constrangedor voto de Dias Toffoli indica que Supremo vai invadir competência do Congresso para regular as redes sociais, o que decerto levará a uma retração na liberdade de expressão

A pretensão do Supremo Tribunal Federal (STF) de esbulhar a competência do Congresso para legislar sobre a regulação das redes sociais é conhecida pela loquacidade de alguns ministros, que parecem ter perdido o pudor de falar em público aquilo que não deveriam ou, quando muito, deveriam falar apenas nos autos. De modo que não surpreende o mau começo da leitura de votos acerca da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Ao que tudo indica, o STF caminha a passos largos para, sem ter mandato para isso, criar regras tão draconianas para a manifestação do pensamento nas redes sociais que, na prática, reinstalará a censura prévia no Brasil.

O referido dispositivo, convém recordar, determina claramente a condição para responsabilização das empresas de tecnologia pelos conteúdos publicados por terceiros em suas plataformas, em particular nas redes sociais. As chamadas big techs só podem ser responsabilizadas civilmente se, após uma decisão judicial, deixarem de tomar as providências que lhes foram determinadas. A única exceção a essa regra também está escrita em português cristalino no artigo 21 do mesmo Marco Civil da Internet, que diz, resumidamente, que as empresas serão responsáveis por conteúdos produzidos por terceiros que violem a intimidade sexual de outrem quando não retirarem esses conteúdos do ar após notificação das vítimas.

O primeiro e único a votar até o momento foi o ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF. Com um voto confuso e uma peroração constrangedora sobre o que ele entende ser o limite da liberdade de expressão, Toffoli defendeu em seu relatório não só a punição das chamadas big techs em caso de “publicações criminosas”, como também, pasme o leitor, a criação de regras para a oferta de seus serviços no Brasil. Ocioso dizer que essa regulação das redes sociais, na visão luzidia de Toffoli, deverá ser feita pelo STF, e não pelo povo por meio de seus representantes eleitos, se e quando achar oportuno.

A qualquer um dos ministros do STF bastaria dizer, com fundamentos factuais e jurídicos, se entende que o artigo 19 do Marco Civil da Internet é constitucional ou não. É evidente que é, pois os legisladores tomaram o cuidado de redigi-lo, após um longo e profícuo debate envolvendo a sociedade civil, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, como diz o caput do artigo, em pleno acordo com a Constituição. Se o artigo deixou de proteger direitos fundamentais dos brasileiros passados dez anos de sua vigência, o que não parece ser o caso, cabe ao Congresso revisitá-lo, não ao Supremo, evidentemente. Uma lei anacrônica não é necessariamente uma lei inconstitucional. E este nem é o caso dos artigos 19 e 21, válidos como estão escritos.

O STF, contudo, parece ter tomado gosto pelo autoatribuído papel de zelador do Estado Democrático de Direito, além de se ver na posição de “recivilizar o País”, nada menos. Imbuída desse espírito purgador, a Corte não se constrange em virar as costas para a mesmíssima Constituição que deveria defender, traindo-a, é forçoso dizer, em favor da visão absolutamente particular que seus ministros têm sobre o que pode ou não pode circular como discurso na esfera pública.


Nesse sentido, o voto de Toffoli, haja vista a sua condição de relator do processo, é sintomático do modo exótico como um tema de fundamental importância para a democracia no Brasil e no mundo, a liberdade de expressão, tem sido tratado pela mais alta Corte de Justiça do País. É bem verdade que se está tratando de um ministro que não foi capaz sequer de ser aprovado em concurso para juiz de primeira instância, mas a indigência intelectual expressa no voto de Toffoli – que chegou a confundir a expressão discursiva com a prática de crimes tipificados no Código Penal – só não é mais chocante do que o ânimo do STF de, ao custo de uma degradação ainda maior de sua legitimidade, rasgar a Lei Maior e cassar a palavra dos cidadãos ex ante – pois é isso o que vai acontecer – em nome de um suposto combate à “desinformação”, aos “discursos de ódio” e aos “ataques à democracia”.

Fonte: Estadão, Opinião, 06/12/2024 | 03h00

https://www.estadao.com.br/opiniao/o-stf-flerta-com-a-censura-previa/

sexta-feira, dezembro 06, 2024

Faz muito tempo

 Faz muito tempo que a esquerda se sustenta no meio do tecido social e político, preservam um legado, de memórias, medonho, imperdoável. Genocídios, longas ditaduras, reincidentes no cerceamento de liberdades e censura da opinião, do contraditório, agentes ativos na execução dos seus opositores. Seu futuro parece igual aos de sobreviventes de uma tempestade quente que em um tempo anterior foi muito destrutiva para quem fez parte ou não daquela viagem, e alguns poucos sobraram insistindo continuar, tal como o destino dos grandes caraguejos ao serem jogados numa panela para serem cozidos. 

O comportamento dos doutrinados e dos líderes em todo lugar é o de espernear, se debater, usar de narrativas tendo como consequência inevitável, o desejo de gerar verdades próprias, reescrever a história aí seu favor, chegam a autocomizeração, por instinto vão se agarrar uns nos outros e tentar evitar o inexorável abismo para o qual caminham desde ontem e buscam empurrar todos no caminho. O de sucumbir ao calor cumulativo da fervura alimentada por revelações de cada uma de duas ações, verdades cruéis, as incontáveis falsas virtudes escondidas. Nesse movimento, por conta da sua necessidade de escapar do processo de diluição, eliminação por entropia de uma falsa moral, irão puxar seus semelhantes para o fundo da panela de ferro do tempo, o juiz justo, para a sua prisão, e sob temperatura e pressão constante, vão em desespero atropelar esmagando os mais fracos, os sem poderes de maior escape, os com o status frágil de liderança, para se manter no topo da cadeia de transmissão. Um fator pode os ajudar: as democracias que permitem as diversas formas de expressão e movimento, um certo precedente, um privilégio das posições de comando nas instituições aparelhadas. 

Ainda assim, veremos um provável flagelo de consciência, a interferência de cortes diferentes nas estruturas de poder, partes se desfazendo, sendo camufladas por anatomias iguais de ideias que os protegem, com o privilégio da testura moral mantendo a cor de sangue em bandeiras, estrela, foice e martelo, na luta pela resistência ao seu epitáfio histórico, desastroso, restos, em sua cova.

O capitalismo é uma técnica

 Li o fragmento de pensamento apresentado em uma aula, o qual deixarei no final desse meu rascunho. O que podemos considerar é que mostra uma clara diferença, essencial, entre o capitalismo, enquanto sistema, e o ideal socialista-comunista. E está em que no sistema capitalista enquanto técnica de produção e relações sociais deve prevalecer a liberdade de mercado e a liberdade de pensamento, o que leva aos contratos que vigoram nas democracias. 

A existência de grandes democracias estruturadas se deu em países onde floresceu e expandiu economias sustentadas por teorias econômicas de alma ética com objetivos na livre concorrência e elevada consciência por liberdade de ideias e o livre comércio. Não nos enganemos, porque quando algo pode dar errado, a técnica pode ser usada sem a preocupação com o tipo de ética e governança, e lá estará o cartel, o truste, o monopólio no controle pela vantagem aliado, parceiro de totalitarismos, assim como na ditadura chinesa e o "capitalismo canhoto" de organizações criminosas da Rússia. Não existe ciência economica comunista, ou socialista de fato. Daí podemos entender porque onde os ideais revolucionários de base socialista-comunista levam a ditaduras e ao poder do partido único, contra a liberdade de expressão, são haters das democracias, por adotar ideologias, pensamentos monolíticos, métodos que impõe modelos extremos de relações de imposição de poder e de dominação de comportamento da população negando-os (valores, religião, culturas, costumes etc) em troca de censura e perseguição dos adversários.

Os valores e projetos da democracia são bem diferentes dos desejos de controle e luta por poder dos esquerdistas. Todas as vezes que pudermos debater e argumentar sobre o propósito e a execução de planos de governo, políticas públicas, devemos ir nas memórias coletivas, nas entrelinhas das propostas, dos seus fundamentos, nas teorias de sua origem, das raízes históricas e políticas, principalmente os princípios que norteam os seus fins, e de quais fontes serão obtidos (impacto real ou gravame dos afetados) pelo Estado, os recursos para sua implementação, prevista em orçamento debatido e aprovado no parlamento, em benefício da sociedade. 

Então vejamos o trecho apresentado  pelo professor Olavo de Carvalho: “O capitalismo não é um corpo de valores, é uma técnica que pode ser utilizada como base de qualquer regime de governo. Até na União Soviética ele foi usado como instrumento na economia, que era parte privada, e sabiam disso, mas não podiam abandonar senão iriam fracassar economicamente. Portanto, você não pode partir do simples conceito de capitalismo e tirar definições da boa sociedade, e tirar nenhuma ética etc como fazem tantos liberais. Isso é fugir da realidade, você pegou um símbolo, e você espera que esse símbolo tenha o poder salvador por si, porque você quer analisar a coisa em todos os seus componentes. Esse irrealismo vem em todas as análises políticas no Brasil, e é claro que ele vem da decadência da cultura, você não tem modelos, não tem o número suficiente de intelectuais verdadeiros para que os outros possam se modelar.”

domingo, dezembro 01, 2024

Uma ditadura petista juristocrática

Uma ditadura petista juristocrática 

 As circunstâncias e os fatos estão se tornando muito angustiantes para todos envolvidos na situação crítica do país, para quem está se ocupando de entender, participar, informar e responder as aberrações políticas, jurídicas, reativas do desgoverno aos seus adversários e contraditórios eventuais, aos efetivos defensores da democracia nas ações parlamentares.

Aqueles que apoiam o desgoverno, cumprem suas obrigações de agentes no aparelhamento das instituições devem estar confortáveis com seus soldos e estabilidade, as informações oficiais sobre a economia, as decisões criativas dos togados supremos mais as narrativas do chefe empurradas por sua assessoria dos militantes de redação. Todos caladinhos usufruindo das benesses ofertadas por uma ditadura petista  juristocrática.

Sabemos que muitos conservadores e liberais na política, no jornalismo e na divulgação de informações essenciais estão empenhados quanto na luta de opinião, crítica e ações legais contra as atrocidades do desgoverno que persegue e censura seus opositores, acentuando a crise fiscal e a (con)gestão econômica do país. Ao tempo desse caos, estamos assistindo o surgimento de um número de mercadores da esperança, enriquecendo, montando suas empresas de comunicação e eventos. 

Nesse caldeirão não há coisa boa nenhuma. É claro que precisamos mais que isso. Estamos feridos , destroçados. Tentando desesperadamente prosseguir contando com os milhões de eleitores da direita, ao mesmo tempo que muitos estão pouco de lixando em sua isenção e passividade esperando que alguém faça algo importante, que um ator ou ação mude de repente as coisas. E vamos engolido o choro, se exaurindo. Penso que não é assim que a banda toca. Em ditadura o que conta é a população ir às ruas, encher os seus representantes de propósito.

Pequenas vitórias aqui e alí não vão nos sustentar no longo processo de enfrentamento, dar o impulso suficiente para as mudanças que estão sendo propostas. O sistema é bruto e tem o poder nas mãos de uma organização criminosa. Precisamos de mais! De algo grande. Algo que nos dê motivo para ter esperança. Por enquanto tudo obtido no campo da luta no Congresso, que tem essa perspectiva tem sido conquistas de conta gotas. E assim estamos escrevendo, falando, indo às ruas e fazendo o possível "dentro das quatro linhas".

A democracia é fruto do respeito as leis e a liberdade de expressão

 A democracia é fruto do respeito as leis e a liberdade de expressão 

Uma das fragilidades da democracia está em que os representantes escolhidos em eleições para governar e legislar zelando por projetos, propostas e decisões dos eleitores, seguindo a Constituição, às leis regulares e decidirem seu futuro sobre suas opções presentes, que os seus representados indicaram como as mais importantes e necessárias aos interesses da população, venham de pronto atender aos princípios democráticos que os norteam. Quando os representantes ignoram, relevam os direitos fundamentais, se corrompem no processo, e têm prioridades diferentes daquelas que a população que os elegeram escolheram, a democracia degenera, degrada e cai sob regras de ditadores, vezeiros, admiradores de regimes autoritários, indo a favor desses interesses escusos, rasos de ética e decorrentes de ilegalidades, com que ficam cada vez mais separados e distantes das vontades e decisões feitas pelo voto dado, original, dos eleitores.


sábado, novembro 30, 2024

Um diálogo motivador

 Um diálogo motivador 

Você que é um militante ou simpatizante do partido, com acesso aos recursos (instrumentos da ideologia, financeiros, Instituição pública, propaganda da mídia vil etc) do partido que manda, que se instalou nas instituições do Estado. 

Como parte de uma organização criminosa, está sem dúvida doutrinado a ir até o fim sem consideração aos meios para isso, corrompido (na alma, consciência, percepção, moral), e é um agente corruptor, está tendo prerrogativas de fazer do errado o certo, criar narrativas seletivas, e vender privilégios aos amigos, cúmplices do crime e companheiros do quanto pior melhor, mentir, enganar e roubar a população com o aumento de impostos indiscriminados com propósitos definidos, não é?

Sabendo usar, qualquer coisa pode ser um privilégio, uma vantagem. Até a bondade pode ser um recurso estratégico para manter os amigos e o poder.

Sabe que tipo de homem ele é? 

O presidente, acho que sei, sim!

Ele é cheio de ódio, como muitos conselheiros e seguidores da idade dele, levando muitos pra a ilegalidade, com o controle das coisas oficiais, alguém amargurado com nosso destino, procurando expressar a raiva dele. Ele é um esperto, pretensioso, arrogante, mas também pleno de ignorância, sente que continuará impune ao julgamento pelo seus erros, pois acredita que a violência é o único jeito de obter o que acha que lhe é devido. 

Ele não é o único.

A violência não discrimina. Se você a usa como ferramenta, ela vai fazer mais do que apenas matar seus inimigos. Às vezes, ela mata quem você mais ama.

A força da democracia é a única chance de recomeço para to

dos nós, pense!




segunda-feira, novembro 25, 2024

As “quatro linhas” da Constituição e o Estado Democrático de Direito

 Procurando entender porque e como o golpe foi dado pelo ativismo da toga em parceria com o PT e seus amigos da esquerda para colocá-los de volta na cena do crime, me fez rever o significado e a dimensão do termo "jogar dentro das quatro linhas",  muito repetido pelo presidente Bolsonaro durante todo o período do seu governo mesmo sabendo que os seus opositores políticos nunca respeitaram essa premissa que a Constituição brasileira fundamenta claramente e, portanto, deveria ser o princípio maior das regras do jogo democrático.

As “quatro linhas” da Constituição e o Estado Democrático de Direito

A metáfora das "quatro linhas" da Constituição brasileira, frequentemente usada em discursos políticos, refere-se à ideia de que a Constituição estabelece os limites claros e inegociáveis para o funcionamento das instituições e a condução da vida pública. Assim como em um campo esportivo, as "quatro linhas" delimitam a área de jogo legítima, dentro da qual as regras devem ser seguidas. No contexto jurídico e político, significa que todas as ações, decisões e políticas devem respeitar os princípios, direitos e normas previstos na Constituição, sem ultrapassá-los ou subvertê-los. É uma forma de reforçar a centralidade da Carta Magna como balizadora do Estado de Direito.

Entender a metáfora das "quatro linhas" dessa forma significa reconhecer que a Constituição não apenas estabelece limites jurídicos e institucionais, mas também projeta fundamentos essenciais que sustentam o Estado Democrático de Direito. Isso inclui os princípios de separação dos poderes, equilíbrio entre eles e a garantia de direitos fundamentais.

Nessa interpretação ampliada, as "quatro linhas" não são apenas barreiras rígidas, mas também guias que orientam a atuação de cada poder — Executivo, Legislativo e Judiciário — dentro do espaço democrático. Qualquer tentativa de ultrapassar essas bases, seja por abuso de poder, omissão ou interferência indevida, compromete a harmonia institucional e, por extensão, o pacto democrático que rege a sociedade.

Assim, respeitar as "quatro linhas" é um compromisso com o Estado Democrático de Direito, que exige que cada poder atue dentro dos limites traçados, mas com a responsabilidade de zelar pelas projeções éticas e sociais que a Constituição visa realizar.

Há dimensões claras e fundamentais na estrutura de instituições e suas relações de poder definidas pela Constituição em um Estado Democrático de Direito. Essas dimensões abrangem aspectos jurídicos, políticos, sociais e éticos que sustentam o equilíbrio e a funcionalidade do sistema. Entre as principais dimensões estão:

1. Separação dos Poderes: A Constituição define três poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — com funções distintas e interdependentes. Essa separação evita a concentração de poder e promove o equilíbrio, garantindo que cada um exerça suas competências dentro de limites claros.

2. Freios e Contrapesos: As relações entre os poderes são mediadas por mecanismos de controle recíproco, conhecidos como "checks and balances". Esses mecanismos permitem que os poderes fiscalizem uns aos outros, impedindo abusos e assegurando a harmonia institucional.

3. Legalidade e Supremacia Constitucional: Todas as instituições e atores públicos estão subordinados à Constituição. Suas normas e princípios constituem a base da legitimidade das ações estatais, garantindo que elas respeitem direitos fundamentais e promovam o bem comum.

4. Participação Popular: O poder emana do povo, direta ou indiretamente, por meio de mecanismos como o voto para eleger seus representantes no Congresso (Senadores e Deputados Federais), consultas populares e participação em processos legislativos. Essa dimensão reforça o caráter democrático e legítimo do sistema.

5. Proteção de Direitos Fundamentais: A Constituição estabelece um catálogo de direitos que não podem ser violados, mesmo pelas instituições de poder. Esses direitos formam o núcleo inviolável que orienta todas as relações de poder.

6. Princípios Éticos e Valores Democráticos: Além das normas técnicas, a Constituição projeta valores como dignidade, igualdade, liberdade e justiça social, que devem orientar a atuação das instituições e guiar suas interações.

Essas dimensões criam uma arquitetura institucional que não é apenas funcional, mas também valorativa, assegurando que o exercício do poder seja legítimo, justo e em conformidade com os objetivos do Estado Democrático de Direito.



sexta-feira, novembro 22, 2024

Desconfie “quando tudo é por algo maior” ou “por uma visão de mundo”

Desconfie “quando tudo é por algo maior” ou “por uma visão de mundo”

Um profundo pesar apertando o peito se faz cada vez mais forte ao ver o quanto nos afastamos nesses últimos cinco anos, do sentimento de liberdade e humanidade ao qual buscamos desde o fim do regime autoritário em 1985.

Muitas lições foram aprendidas do que é possível acontecer com uma sociedade inteira caso entreguemos um poder absoluto a uns poucos indivíduos cheios de convicção, a um partido revolucionário com ardor pela implantação do socialismo, a uma seita com ideologia por controle das relações, vidas e escolhas dos cidadãos. Querem um cheque em branco para depois de serem eleitos (seja de que jeito for) agir com força e subjugar a maioria utilizando técnicas de dominação conhecidas, artifícios que outros governantes, os originais, de mesmo perfil fascista, nazista, socialista, comunista. Porque são esses que têm o plano da vez copiado de planos dos seus líderes, antecessores, os quais foram os genocidas verdadeiros com milhões de morte nas costas, os que impunes se mantiveram no poder até serem depostos ou condenados. No século XXI alguns ainda persistem  cometendo atrocidades conforme  lhes dê na cabeça, pisoteando as leis que foram escritas por uma Assembleia Constituinte, reunião de cidadãos na qual de maneira democrática através do livre debate social depositaram suas experiências e suas vidas para assegurar liberdade, dignidade e direitos humanos a todos.

Então, ao ouvir desse governo da esquerda e seus militantes aninhados nas instituições e na grande mídia oficializada certos jargões tais “tudo em defesa da democracia”, deles, “temos uma visão de mundo melhor”, fazendo de tudo contra os que rotulam como “fascistas”, “nazistas”, antidemocráticos”, tudo que me traz o inesquecível e significado do lema “tudo por algo maior”. Eles se levantam em uma voz por aqueles que assassinaram quem era adversário político e discordavam deles por opinião, e ainda mantém esse desejo, comportamento, nos dias atuais seguindo em perseguição e punindo seus opositores pelo mundo. E aqui estamos sob uma ditadura juristocrática e policialesca. 

A expressão “tudo por algo maior” muito comum entre os defensores de um regime de força, soldados globalistas, aparecem nas organizações autoritárias com ideais de poder sem limites, estados nos quais liberdade e democracia figuram apenas como falsas bandeiras para atrair doutrinados seguidores, admiradores com dificuldade de reflexão sobre os fatos, ignorantes da informação política fake e os inocentes úteis ou isentos de carteirinha, que chegam para o círculo de apoiadores das  decisões e bandeiras do extremismo, terroristas de pensamento monolítico pelo qual nada fora da praxis do movimento deve existir. 

Garantem que a história é resultado de suas ações, são editores da verdade, e fora de suas ações decididas por uma estrutura centralizada de pensamento torna-se impossível compreender e mudar a realidade sem estar de acordo com os manifestos, teorias e ordens vindos de cima para baixo, via uma correia de transmissão constituída pelo partido, uma organização na qual poucos iluminados ditam o que será melhor, o que fazer, em suas funções e hierarquia de poder imutável que por seu ideal teleológico precisam continuar mandando em tudo e todos por tempo indefinido.

quarta-feira, novembro 20, 2024

Raí e o MST, e a resistência contra a “extrema-direita”

 Raí e o MST, e a resistência contra a “extrema-direita”

Guilherme Fiuza, GDP, 20/11/2024.

O ex-jogador Raí veio de Paris para visitar uma invasão do MST. Raí se apresenta como uma espécie de resistência democrática contra a extrema-direita. Pelo menos foi isso que ele disse num daqueles comícios que fez em francês na eleição parlamentar do país este ano.

A noção de democracia do Raí está mais ou menos no nível do francês que ele fala (quem viu seu comício pode atestar). Claro que cada um fala do que quiser, na língua que quiser, com os erros que quiser, e se mete no problema que bem entender. A suposta ou aparente, ou pretensa, incursão política do ídolo do São Paulo nem é um assunto tão relevante assim. A questão é o exemplo. 

Nem todos notaram, mas esse negócio de dizer combater “a direita” e coisas afins virou uma mina de ouro. O mundo de fato chegou à apoteose do que algumas décadas atrás se chamava de “esquerda festiva”. Basta enunciar uma cartilha tosca de humanismo de butique - como a recitada por Raí em seu comício em Paris, onde até o slogan “touche pas à mon pote” ele usou - que um mundo de oportunidades se abrem. A indústria da demagogia é um sucesso estrondoso. 

Se apresentar como um missionário da democracia e abraçar o MST não cabem na mesma ideia.

Personalidades como Raí e Chico Buarque deveriam, ao levantar (literalmente) a bandeira do MST, esclarecer: nós somos a favor de métodos violentos para fazer política.

Portanto, não nos confundam com pacifistas. Nós somos a favor do atropelo da lei e do direito para fazer política. Portanto, não nos confundam com legalistas. Não seria um jeito mais honesto de ostentar a mística da “revolução”?

Será muito importante se Donald Trump fizer um governo pragmático e politicamente moderado - sem deixar naturalmente de agir contra as armadilhas do chamado “Deep State”, uma casta burocrática que mina tudo o que for representação popular legítima.

O Brasil e o mundo estão exauridos dessa suposta “polarização” que faz a festa dos oportunistas e acirra os ânimos em torno de conflitos que muitas vezes são fantasiosos. Chega da estridência demagógica dos “Macrons” e seus “Raís”. 

Os bons projetos e a liderança transparente sempre serão mais poderosos que os arreganhos sectários. A saída política não está no triunfo cinematográfico de um gueto sobre outro gueto. Que a nova liderança nos EUA pelo menos comece a nos livrar da dicotomia tribal.


Golpe em curso, a ditadura só esqueceu do povo

 Golpe em curso, a ditadura só esqueceu do povo

A tentativa de assassinato do Bolsonaro teve executor, mandante(s) e advogados caros prontos para a defesa do lunático lobo solitário, e o o seu celular ainda é inviolável. Tem método. Tudo feito com celeridade pelo bem da democracia dos empossados no Planalto. 

No "gópi" do Bolsonaro, fruto da narrativa do desgoverno petista, tem o 8/01 de inocentes presos sem o devido processo legal e milhares de prisões, lobo solitário baleado, suicidado, kids pretos, militares presos que estavam em serviço na segurança do G20, e um grande teatro montado em parceria com a militância de redação criando situação combinada aos precedentes fakes anteriores as eleições de 2022, visando a prisão do ex-presidente sem foro privilegiado e inelegível pelo TSE. Tem método. O regime busca sua manutenção pela criatividade em interpretações da lei e autoproteção pela sua impunidade e a dos seus aliados.

O desespero em perder a próxima eleição está evidente, perda que decorrerá da profunda decepção da população gerada pela "democracia relativa", fonte da crise política geral, catástrofe fiscal da economia e a supressão da liberdade de expressão com perseguição aos seus adversários.




segunda-feira, novembro 11, 2024

O mal da esquerda tem convicção

O mal da esquerda tem convicção, mas falta-lhe perspectiva e tempo de fazer o bem e o justo

A mais expressiva demonstração do estrago material e psicológico realizado pelos governos da esquerda nas Américas, no intuito do cerceamento da liberdade de expressão, na clara obsessão do controle sobre o comportamento dos adversários e retirada de direitos inquestionáveis fundamentais, assegurados na Constituição. As sociedades que ainda preservam os marcos da civilização conquistados por embates políticos de ideias nas democracias estruturadas, seguem superando suas dificuldades, vão assegurando respeito aos costumes e a paz, querem a dignidade da vida para os seus cidadãos através das leis votadas no parlamento por seus representantes e por meio de políticas consensuais que visam estender direitos iguais para todos, independente dos objetivos de agiotas raciais, da sanha egoísta de castas do aparato do serviço público, dos parasitas de aristocracias seletivas, das metas identitárias parciais dos progressistas.

O mal sempre perderá o trem da história, seja por maneira reativa recorrente a seu favor seja por resposta negativa permanente da população em qualquer lugar através de eleições democráticas, e ainda que a esquerda tenha algum poder nas mãos, efêmero, em algumas circunstâncias históricas nas quais tenha assumido de forma impositiva, arbitrária, artificial, ilegal, o comando das instituições e relações de poder na sociedade, está na sua natureza ofensiva, odiosa à verdade, na falta de perspectiva do que fazer com o antagônico, na convicção de ter o controle de tudo, no que e quando ocorre, e na real nunca tem nem terá, por insensibilidade aos fatos, a carregar a negação de valores verdadeiros da existência humana (família, religião, livre escolha etc). Há a cegueira da realidade em sua volta, e que todo contraditório aos seus planos poderá crescer independente e pretender por diferentes motivos caminhar em direção oposta ao regime de caráter autoritário de seus sonhos. São supressores confessos da liberdade de expressão, da organização do pensamento independente, da ação criativa produtiva privada e do livre comércio, indissociáveis dos direitos fundamentais necessários, pétreos em Estado Democrático de Direito.

quinta-feira, outubro 17, 2024

A saída ilegal para os ativistas togados

 ESCÂNDALO Pauta quente: O Supremo se tornou "editor da história ", "salvador da democracia", "grupo ativista de decisões monocráticas", "interpretes da Constituição" etc etc, e tudo isso se deu por medo da Lava Jato que chegou na soleira da Corte. Os togados ativistas temendo a investigação de seus desvios por corrupção e conivência com o crime antevendo a sua prisão puxaram a carta na manga da descondenação do Molusco e tomada do poder pelo PT. A adoção do totalitarismo seria a cartada do mal por consequência, daí a contínua perseguição aos brasileiros simpatizantes da direita e de políticos integrantes do movimento representado pelo presidente Bolsonaro. O golpe real na democracia se concretizou com o regime de ditadura colocando os petistas de volta à cena do crime, para garantir a impunidade dos togados, que se protegendo da verdade da justiça começou com uma completa inversão de valores de justiça a prender inocentes sendo eles os culpados que já quase eram alcançados pela Lava Jato que colocara na cadeia os verdadeiros bandidos e a seus cúmplices. 

Os togados adotaram o jogo pesado, tornando-se jogadores e juízes contra tudo que for contrário as suas decisões e contra todos com opinião sobre as suas novas e autodeclaradas incompatíveis funções, com o uso da força e não da lei, arvorando-se legisladores, procuradores, delegados e até de polícia, sufocando o Congresso por meio da militância dos puxadinhos do PT, judicializando a política, aplicando a censura aos seus adversários, apelando para atos persecutórios ignorando o devido processo legal e sobretudo abandonando a responsabilidade do seu principal papel de guardiões da Constituição. Isso se deu de maneira rápida com a escalada de ordens contra a liberdade de expressão logo no início de 2019, com o apoio de toda esquerda e seus habituais companheiros do crime, dos inúmeros encastelados no poder Executivo e nas instituições há décadas aparelhadas.


segunda-feira, outubro 14, 2024

Retorno do X não é volta da normalidade

Retorno do X não é volta da normalidade

Por Gazeta do Povo, 13/10/2024.

Quem suspira de alívio ao saber que poderá voltar a usar a rede para fins pessoais ou profissionais não entende, ou não quer entender, que o fato de Moraes ter prevalecido na disputa contra Musk é um indicador preocupante de total deterioração das liberdades de um país que já não pode se dizer democrático. Não foi a lei que saiu vencedora deste embate, pois a lei – e não qualquer lei, mas a Constituição – proíbe censura prévia, proíbe a imposição de “deveres de não fazer” por via judicial, garante o devido processo legal, protege a liberdade de expressão. Quem realmente saiu fortalecida foi uma concepção muito particular do direito, que coloca a vontade de um único homem acima de todo o ordenamento jurídico nacional, no que reportagem da Gazeta do Povo chamou de “linha de magistratura ‘freestyle’”, em que Moraes “decide o que quer, como quer e quando quer, sem se importar em preservar ao menos a aparência de embasamento legal dos seus atos”.

Os exemplos desse absolutismo jurídico são suficientes para preencher uma volumosa coletânea, comparável às Constituições e códigos comentados que se encontram nas prateleiras de advogados e magistrados Brasil afora. Cidadãos são punidos das mais diversas formas, da censura on-line à prisão preventiva, sem que se aponte nem mesmo os crimes pelos quais são investigados ou de que são suspeitos – as prisões preventivas, aliás, são infinitamente esticadas sem motivo razoável que as embase. Brasileiros são acusados e condenados sem provas que atestem sua participação nos supostos crimes, em uma abolição da chamada “individualização da conduta”. Toda a população brasileira é ameaçada de multa e proibida de fazer algo que a lei não veda, sem que seja parte no respectivo processo. Inquéritos eternos correm em absoluto e injustificável sigilo, abastecidos por estruturas paralelas nas quais é evidente que primeiro se escolhe um culpado, e só então busca-se algo que o incrimine.

Tudo isso sem a menor necessidade de citar a base legal para que tais medidas sejam tomadas – até porque, na maioria dos casos, tal base legal simplesmente não existe, e citar a Constituição e as leis se tornaria mais um embaraço que um apoio a muitas decisões. É assim que bordões insistentemente repetidos em negritos, letras maiúsculas e salpicados com inúmeras exclamações se tornam o argumento infalível que triunfa sobre todos os códigos legais. A vontade de Alexandre de Moraes se tornou a lei, de uma forma que nem Luís XIV (o monarca francês ao qual se atribui a frase “o Estado sou eu”) jamais poderia imaginar. Se não há base jurídica para manter alguém preso preventivamente – e às vezes até a Procuradoria-Geral da República o reconhece –, mas Moraes deseja prolongar a prisão preventiva, ela é prolongada. Se a Constituição proíbe censura prévia, mas Moraes quer impedir alguém se se expressar nas mídias sociais, a pessoa é bloqueada. Se a lei não impede brasileiros de usar VPNs para acessar um site, mas Moraes não quer que os brasileiros usem o X, inventa-se uma regra com punições pesadas e desproporcionais.

E o episódio envolvendo o X mostra o quanto isso foi normalizado até por quem tem a obrigação moral de defender as liberdades democráticas no país. Apenas um partido político, o Novo, acionou o STF para conseguir a derrubada de toda a decisão de Moraes bloqueando o X. Todos os demais atores do mundo político e empresarial, ou entidades de classe, ou se calaram ou buscaram atacar apenas elementos acessórios da decisão, como a proibição e a multa por uso de VPNs. No fundo, é como se validassem o bloqueio de toda uma mídia social em represália ao não cumprimento de ordens claramente injustas e inconstitucionais, limitando-se a querer arrancar alguns galhos mais incômodos enquanto deixa em pé todo o tronco de uma árvore doente.

O autoritarismo se alimenta de todas essas omissões, silêncios, medos e concessões. Quando a Constituição, as liberdades e garantias democráticas, os códigos processuais e os princípios básicos de justiça são agredidos constantemente sem que a sociedade se coloque com firmeza diante do agressor e o faça parar, ele sente que pode ir além e testar novas formas de arbítrio. Se recentemente comparamos o Brasil ao proverbial sapo na fervura, temos de reconhecer que cada representante do povo, cada entidade de classe, cada instituição da sociedade civil organizada que se cala, que normaliza o absurdo, ajuda a firmar a mão que eleva a temperatura da água. Mas apenas soltá-la não basta; é preciso puxá-la para longe do botão que regula o fogo e apagá-lo.

domingo, outubro 13, 2024

A dança da vida

 A Dança da Vida 


Na dança da vida não sou mais um ser qualquer 

Achei-me em um a mais que nós dois somente 

Pela identidade encontrada em conchas e algas 

Sou miríades de cerejas minando de estojos 


Cascas que desfolham bailarinas entre sóis 

Uma linguagem de nossos átomos em conexão 

Dançamos serpenteando embolados e certeiros 

Despojados como hipopótamos em altura e peso 


Até nos sentirmos à vontade num vôo com o outro 

Suamos em tranças de distintas e claras percepções 

Quase retos na difícil arte dentre muitas a despertar 

Ao largar os cacos das louças internamente quebradas no ar


Tendência em existir num sentido incomensurável 

No melhor dos tempos se permitindo durar no pouco 

Outros são desenhos que se desfazem desbotados 

Justo por não aceitar o real presente do bordado novo 


Acertamos o que as horas a passos largos trazem do dia 

Percebendo as qualidades e virtudes que nos invadem 

Conhecendo tensões e matérias que nos impedem 

Dançar a vida que nos atrai por relações diversas sem saber


Como animais imersos no viço da emoção humana 

E erros por não fazer o que é próprio a natureza 

Mesmo sabendo que o tempo é uma coisa viva 

Que não nos deixa confundi-lo com o relógio que criamos 


Nossas vivências provam o que o corpo encobre 

Quer se estender no mesmo espaço raro dos atos 

Dando voltas de costas no dorso de suas costas

 Quando a nossa cabeça deita no ombro uma linda lua



na tela ou dvd

  • 12 Horas até o Amanhecer
  • 1408
  • 1922
  • 21 Gramas
  • 30 Minutos ou Menos
  • 8 Minutos
  • A Árvore da Vida
  • A Bússola de Ouro
  • A Chave Mestra
  • A Cura
  • A Endemoniada
  • A Espada e o Dragão
  • A Fita Branca
  • A Força de Um Sorriso
  • A Grande Ilusão
  • A Idade da Reflexão
  • A Ilha do Medo
  • A Intérprete
  • A Invenção de Hugo Cabret
  • A Janela Secreta
  • A Lista
  • A Lista de Schindler
  • A Livraria
  • A Loucura do Rei George
  • A Partida
  • A Pele
  • A Pele do Desejo
  • A Poeira do Tempo
  • A Praia
  • A Prostituta e a Baleia
  • A Prova
  • A Rainha
  • A Razão de Meu Afeto
  • A Ressaca
  • A Revelação
  • A Sombra e a Escuridão
  • A Suprema Felicidade
  • A Tempestade
  • A Trilha
  • A Troca
  • A Última Ceia
  • A Vantagem de Ser Invisível
  • A Vida de Gale
  • A Vida dos Outros
  • A Vida em uma Noite
  • A Vida Que Segue
  • Adaptation
  • Africa dos Meus Sonhos
  • Ágora
  • Alice Não Mora Mais Aqui
  • Amarcord
  • Amargo Pesadelo
  • Amigas com Dinheiro
  • Amor e outras drogas
  • Amores Possíveis
  • Ano Bissexto
  • Antes do Anoitecer
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