Meus Pés
Por onde andastes pés pequenos doídos?
Quantos anos sem descanso ainda tens?
Quais veredas de pedras caminharam?
Gastando as paisagens com suas passadas
Boa água já provou em riachos limpos
Saltando cercas pontudas sem tinta
Topando em urtigas apimentadas
Chutando folhas de vento nas esquinas
Com passos ligeiros sobre a linha do trem
Ia a bodega da vila beirando o capim-cidreira
Carregando o menino triste e sozinho
Que trazia para o pai os cigarros em carteira
Se contasse as topadas e piruetas
Seria pouca a gaze no novelo
Para sarar as cicatrizes das quedas
Dos dedos dos pés ao cotovelo
Foram pés engelhados em dia de praia
Brocados por areias mexidas por bicho de pé
Saindo dormentes dos banhos de lagoa
Pés que lembro nunca cheirarem a chulé
Numa boa tarde um ardeu no ferrão da abelha
Outro sucumbiu a um prego feio enferrujado
Arteiros derrubavam o esteio e o varal
Lançando abaixo os lençóis úmidos alvejados
Pisaram em ponta de bagana meio acessa
E na dor choramingou baixo cada lágrima
Bem na calçada na frente de casa
Diante do portão forjado de entremeio
Naquele dia em que o trem descarrilou sem jeito
Nos calcanhares quis correr até a fumaça
Donde saía um bolero do rádio do maquinista
Sentado na férrea Maria com assovios de pingueiro
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quinta-feira, abril 07, 2011
saltando cercas pontudas sem tinta
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Meua Pés
segunda-feira, março 14, 2011
descobrindo os defeitos do céu
Luz Quebrada
.
Ainda conto os planos dessa hora
Pouso sem chão pensando alto
Talvez ache uma passagem estreita
Pretendo ir mais longe contigo
.
Sentido próximo de curta satisfação
Caminho por uma rota de busca
Atravesso pontos ásperos e arestas cegas
....................................Sigo descobrindo os defeitos do céu
.
Cuido de manter aquela luz acessa
Abrindo por dentro novas trilhas
Nada que antes não pudesse ver
Só havendo amplidão e tentativas
.
Quando atingir o horizonte sereno
Juntando todo ar que possa conter
Caio do alto sem raios de receio
Mudanças me embriaguem o espírito
.
Flor despida no seio exposto do jardim
Continua me fitando longe silenciosa
Balança uma mensagem numa garrafa
Entre sopros e arpejos de tempestade
.
Dando motivos de explodir em arranjos
Quebra-se a luz expandida dos olhos
Em uma coleção de colares de lírios
Agora vaso de amores-quase-perfeitos
.
Ainda conto os planos dessa hora
Pouso sem chão pensando alto
Talvez ache uma passagem estreita
Pretendo ir mais longe contigo
.
Sentido próximo de curta satisfação
Caminho por uma rota de busca
Atravesso pontos ásperos e arestas cegas
....................................Sigo descobrindo os defeitos do céu
.
Cuido de manter aquela luz acessa
Abrindo por dentro novas trilhas
Nada que antes não pudesse ver
Só havendo amplidão e tentativas
.
Quando atingir o horizonte sereno
Juntando todo ar que possa conter
Caio do alto sem raios de receio
Mudanças me embriaguem o espírito
.
Flor despida no seio exposto do jardim
Continua me fitando longe silenciosa
Balança uma mensagem numa garrafa
Entre sopros e arpejos de tempestade
.
Dando motivos de explodir em arranjos
Quebra-se a luz expandida dos olhos
Em uma coleção de colares de lírios
Agora vaso de amores-quase-perfeitos
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sábado, março 12, 2011
num toque único
Fogo Espontâneo
Sou um telhado sob uma nuvem de chuva ácida
Esperando sua ternura chegar em um toque único
Sem medidas de lucidez justa como uma luva
Dessa maneira avanço numa entrega anunciada
A pingos de necessidades de cruzamento de rios
Na correnteza de amor transpirando sem domínio
Guardo seu orvalho nas mãos quentes e inquietas
Pelos lábios selados escorre uma cantiga decorada
Tenho a sede que arrebata diante do que ofereces
O impossível se torna um fato em dias criados do nada
Faço tudo em nítida condição de quem ama sem pedir
Subo as velas da pele para receber o afeto desse encontro
Quero a perfeição nascida de raízes que amadureçam
Cuidadosamente acariciar sua terra rica de emoção
Vivenciar a sensível força desse sentimento que cresce
Sou um telhado sob uma nuvem de chuva ácida
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fogo espontâneo
sexta-feira, janeiro 28, 2011
cascatas reviradas por letras e lanças
Sábios e Dementes
Dor e fome ainda morrem no corpo
Os caminhos demonstram violências
E ainda impunes se entrelaçam noutros
Anos a fio cortando fundo no osso
Sem panacéias que satisfaçam nada
É uma navalha o mais provido esboço
Impedem as necessidades da gente
Propiciam cicatrizes nos sonhos
Assim como as repetições dementes
Nos queima a todos através dos anos
Suja-se o bom gosto das almas
Que ainda acreditam nos planos
Pelos filhos que tateiam esperanças
Em vendas manchadas por interesses vis
Até se acudir no balanço das mudanças
O mineral com vigor ainda borbulha
Espelho natural sem rancor se derrama
E nos alimenta com manancial ternura
Em cascatas reviradas por letras e lanças
Uma verdade com gosto de ruptura
No peito do ser que mantêm sua dança
.
Quando um dia sequer sem ameaças Dor e fome ainda morrem no corpo
Os caminhos demonstram violências
E ainda impunes se entrelaçam noutros
.
As mesmas promessas se arrastamAnos a fio cortando fundo no osso
Sem panacéias que satisfaçam nada
É uma navalha o mais provido esboço
.
Mesquinharias, ambições e lucrosImpedem as necessidades da gente
Propiciam cicatrizes nos sonhos
Assim como as repetições dementes
.
Folias insanas, maus políticos, bravatasNos queima a todos através dos anos
Suja-se o bom gosto das almas
Que ainda acreditam nos planos
.
A hora dos consertos chega e se vaiPelos filhos que tateiam esperanças
Em vendas manchadas por interesses vis
Até se acudir no balanço das mudanças
.
Ainda pisamos no olho da água doceO mineral com vigor ainda borbulha
Espelho natural sem rancor se derrama
E nos alimenta com manancial ternura
.
Vale ainda os valores da sabedoriaEm cascatas reviradas por letras e lanças
Uma verdade com gosto de ruptura
No peito do ser que mantêm sua dança
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Sábios e Dementes
segunda-feira, dezembro 13, 2010
aceite esse presente de Natal
A DANÇA DA VIDA
.
Na dança da vida não sou mais um ser qualquer
Achei-me em um a mais que nós dois somente
Pela identidade encontrada em conchas e algas
Sou miríades de cerejas minando de estojos
.
Cascas que desfolham bailarinas entre sóis
Uma linguagem de nossos átomos em conexão
Dançamos serpenteando embolados e certeiros
Despojados como hipopótamos em altura e peso
.
Até nos sentirmos à vontade num vôo com o outro
Suamos em tranças de distintas e claras percepções
Quase retos na difícil arte dentre muitas a despertar
Ao largar os cacos das louças internamente quebradas
.
Tendência em existir num sentido incomensurável
No melhor dos tempos se permitindo durar no pouco
Outros são desenhos que se desfazem desbotados
Justo por não aceitar o real presente do bordado novo
.
Acertamos o que as horas a passos largos trazem do dia
Percebendo as qualidades e virtudes que nos invadem
Conhecendo tensões e matérias que nos impedem
Dançar a vida que nos atrai por relações diversas
.
Como animais imersos no viço da emoção humana
E erros por não fazer o que é próprio a natureza
Mesmo sabendo que o tempo é uma coisa viva
Que não deixa confundi-lo com o relógio que criamos
.
Nossas vivências provam o que o corpo encobre
Quer se estender no mesmo espaço raro dos atos
Dando voltas de costas no dorso de suas costas
Quando a cabeça deita no ombro uma linda lua
.
Na dança da vida não sou mais um ser qualquer
Achei-me em um a mais que nós dois somente
Pela identidade encontrada em conchas e algas
Sou miríades de cerejas minando de estojos
.
Cascas que desfolham bailarinas entre sóis
Uma linguagem de nossos átomos em conexão
Dançamos serpenteando embolados e certeiros
Despojados como hipopótamos em altura e peso
.
Até nos sentirmos à vontade num vôo com o outro
Suamos em tranças de distintas e claras percepções
Quase retos na difícil arte dentre muitas a despertar
Ao largar os cacos das louças internamente quebradas
.
Tendência em existir num sentido incomensurável
No melhor dos tempos se permitindo durar no pouco
Outros são desenhos que se desfazem desbotados
Justo por não aceitar o real presente do bordado novo
.
Acertamos o que as horas a passos largos trazem do dia
Percebendo as qualidades e virtudes que nos invadem
Conhecendo tensões e matérias que nos impedem
Dançar a vida que nos atrai por relações diversas
.
Como animais imersos no viço da emoção humana
E erros por não fazer o que é próprio a natureza
Mesmo sabendo que o tempo é uma coisa viva
Que não deixa confundi-lo com o relógio que criamos
.
Nossas vivências provam o que o corpo encobre
Quer se estender no mesmo espaço raro dos atos
Dando voltas de costas no dorso de suas costas
Quando a cabeça deita no ombro uma linda lua
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domingo, novembro 28, 2010
pescar flores, pétalas de poesia
PEDRAS E FLORES FUGIDIAS
Horácio caiu da cama. Outra vivência que virou um iceberg e se transformou em um desafio, ele teria que refletir sobre uma das suas evidentes fraquezas – a entrega -, um exercício que parecia fácil, mas que por sua intensidade derramou-se sobre o resto do dia em uma preocupação aflitiva. Tudo seria uma questão de entender a mensagem que recebera ao fim de mais uma caminhada, uma intuição clara, todavia também um aviso, algo que ele até suspeitava vir a qualquer momento no vento, e ele nem deu o primeiro passo, afastou de sua sensível visão qualquer perigo, pois o medo não influenciava sua vida, talvez por não suportar uma certa ordem, um padrão, mas, ele nem tinha conta do real significado dessa vivência até chegar em casa, os seus medos lhe venceriam, por enquanto. O som do coração conspirava e batia desafinado lhe ajudando em sua reflexão prematura.
Há alguns meses ele nem desconfiaria de que retornaria a esse árido terreno, tendo que respirar o ar quente, corredeira de carrapichos, rios rachados e nuvens ralas a lhe apontar direções. Na ausência de perspectivas em lhe aparecer sequer um pequeno oásis, lá ia seu longo olhar no horizonte virando quilômetros de terra seca, nada de avistar qualquer sentimento que servisse ou valesse a pena preencher o seu coração de estudante. O lugar que lhe acolheria mais próximo, ele conhecia, estava acostumado, tinha certeza que duraria, não tinha poesia, mas lhe parecia seguro.
Após horas de caminhada avistou um olho d’água, apressou-se e chegou a um estreito córrego, mais adiante parou e curvou-se pescando algumas flores que flutuavam a beira do que ele chamou de riacho, isso cresceu uns metros mais a frente enchendo um pequeno rio, ele assoviou imitando pássaros, dançou, e continuou com suas migalhas de alegria, contemplando o rastro do sol cair na água doce. No outro lado da margem Horácio percebeu uma agitação que para ele seria apenas mais uma aglomeração de jovens tomando banho, pelados, e outros brincando de jogar pedrinhas achatadas para que contassem quantas vezes elas saltitavam na tensão do espelho líquido. Para ele um passatempo esquecido desde a sua grande infância e adolescência, menos interessante que pescar flores, pétalas de poesia, sabendo que depois elas murchariam e iriam, leves, dobradas em livros em essências mais fortes, independentes dele, e continuariam se juntado a outras sem ligar para a fria correnteza que já lhe tomava meia perna de calça.
Horácio sentiu que sua alegria se afastava com a breve partida daqueles jovens que avistara no riacho, atores vigorosos, amantes da farta natureza humana, então, retirou-se cabisbaixo envolvido no calor que restava da emoção das brincadeiras que ainda ressoavam em sua memória, nos últimos raios da tarde. Ele já não era mais assim, disposto ao risco de experienciar tantos sentimentos, movimentos mais fortes que o seu coração poderia suportar. Já pensava duas vezes em atravessar o novo rio, participar dos jogos inevitáveis da vida, das aventuras loucas que o rio lhe apresentava. Sua sorte estava de férias, teria de buscar alguma ajuda para compartilhar a viagem.
Essa sem dúvida foi a experiência mais rápida e fecunda que Horácio já teve numa entrada de primavera. A simplicidade do encontro e a complexidade com que se dissipou o aroma das pétalas em fuga, mais uma tentativa de entrega, um diálogo afetivo interrompido, uma comunicação só permitida pela sua identidade preservada. O significado desse movimento não se rompia, e a energia transferida ou recebida se manteria no seu movimento como o próprio sentimento guardado.
A reação de Horácio seria circunstancial, se dando em função do que teve de calar dentro dele por mais uma estação. Ele mexeu em águas profundas aparentemente superficiais, remoinho de emoções fortes, mergulhara no caos, e agora procurava não se entregar a uma correnteza muitas vezes sem fundo e sem volta. A ponte mais próxima servia, antes que se afogasse próximo da beira. Agarrou-se na terceira margem, na certeza de ver um outro dia amanhecendo. Apesar de ter feito muito, a vida continuava constante.
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domingo, novembro 21, 2010
o que vai nas entrelinhas
PEITO ABERTO
.
Por um lado corre a vida sem amarras rompendo aços
Uma certeza aperta os laços ausentes da minha saída
Os sentimentos trepidam entre as margens da decisão
.
Volto os olhos para a praça que expõe estátuas nuas
A paixão invade desarrumando os espaços de meu peito
Abrigo o espírito limpo das mágoas e preconceitos
.
Conheço os dons que em silêncio ardem e declamam
Jogos e processos nas rugas do retorno de tensões
Por que dançar a vida permite que a felicidade inflame
.
Essa criança que brinca em canto e espaço próprios
Renova gestos de esperança num criativo presente
E os encontros e desencontros viram teses transitórias
.
Por um lado corre a vida sem amarras rompendo aços
Uma certeza aperta os laços ausentes da minha saída
Os sentimentos trepidam entre as margens da decisão
.
Volto os olhos para a praça que expõe estátuas nuas
A paixão invade desarrumando os espaços de meu peito
Abrigo o espírito limpo das mágoas e preconceitos
.
Conheço os dons que em silêncio ardem e declamam
Jogos e processos nas rugas do retorno de tensões
Por que dançar a vida permite que a felicidade inflame
.
Essa criança que brinca em canto e espaço próprios
Renova gestos de esperança num criativo presente
E os encontros e desencontros viram teses transitórias
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quinta-feira, novembro 18, 2010
como sempre, aprendemos...
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sábado, novembro 13, 2010
ser ou não ser...
Coração Dançarino
.
Percebo ao longe a luz bordada do seu olhar
Quando sou pêndulo o seu corpo me alcança
És como o farol acariciando o dorso do mar
.
Caminho com ritmo ao dançar sua companhia
Sobre joelhos que tremem tendo motivos demais
Quero mais uma volta em nossa roda sem polia
.
Gosto do que sou decorando meus horizontes
Com um coração que dança ao realizar os planos
Grávido de instintos pareço enfrentar um gigante
.
Acho rotas navegando em cortinas de espelhos
Com cadernos de estrelas me entrego ao oceano
Nu e intenso me ofereço alvo de mim mesmo
.
Percebo ao longe a luz bordada do seu olhar
Quando sou pêndulo o seu corpo me alcança
És como o farol acariciando o dorso do mar
.
Caminho com ritmo ao dançar sua companhia
Sobre joelhos que tremem tendo motivos demais
Quero mais uma volta em nossa roda sem polia
.
Gosto do que sou decorando meus horizontes
Com um coração que dança ao realizar os planos
Grávido de instintos pareço enfrentar um gigante
.
Acho rotas navegando em cortinas de espelhos
Com cadernos de estrelas me entrego ao oceano
Nu e intenso me ofereço alvo de mim mesmo
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quinta-feira, novembro 11, 2010
palavras desenhando um...
Convite
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sexta-feira, novembro 05, 2010
o que desejo dizer agora
Leia-me
.
Aprendemos a brilhar decorando o nosso sorriso
Os olhares nos lançam como estrelas no teto
Nos abraços lemos segredos viajados por anos
Um convite se solta da alma de nossa boca cega
.
Numa transformação de vida uma carta é a escolha
Cada hora chega o desejo de dançar essa entrega
Girando o espírito que se debate enquanto caos
Energia rara recobra a vibração de nossa criança
.
Passeamos pela música encontrando outros cantos
Ao som do coração que nos encanta ao nos tocar
Contornamos nossa pele na dimensão dos sonhos
Dando aos movimentos do corpo o que explorar
.
Nossos sentidos soletram nas folhas das mãos
Toda parte que somos retorna ao todo que temos
Os espaços se prestam a chão mudando nosso jeito
Embaraçando os fios da vida em um único novelo
.
Aprendemos a brilhar decorando o nosso sorriso
Os olhares nos lançam como estrelas no teto
Nos abraços lemos segredos viajados por anos
Um convite se solta da alma de nossa boca cega
.
Numa transformação de vida uma carta é a escolha
Cada hora chega o desejo de dançar essa entrega
Girando o espírito que se debate enquanto caos
Energia rara recobra a vibração de nossa criança
.
Passeamos pela música encontrando outros cantos
Ao som do coração que nos encanta ao nos tocar
Contornamos nossa pele na dimensão dos sonhos
Dando aos movimentos do corpo o que explorar
.
Nossos sentidos soletram nas folhas das mãos
Toda parte que somos retorna ao todo que temos
Os espaços se prestam a chão mudando nosso jeito
Embaraçando os fios da vida em um único novelo
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quinta-feira, novembro 04, 2010
às vezes se dão...
Mãos e Anéis
Turmalina rosa em prata retorcida
Fenda sincera e colo de insônias
Sorte que me abandona aos jogos
Deito livros de estórias na tua rua
Nenhuma estação me abriu assim
Sou mãos abertas pedindo ajuda
Sem aguentar as dores do corpo
Nem as emoções que perduram
Arrasto meus dedos nos muros
Quero escrever a poesia nas unhas
Quebro o perfume da sua presença
Vem e castiga-me infinitamente
Fenda sincera e colo de insônias
Sorte que me abandona aos jogos
Deito livros de estórias na tua rua
Nenhuma estação me abriu assim
Sou mãos abertas pedindo ajuda
Sem aguentar as dores do corpo
Nem as emoções que perduram
Arrasto meus dedos nos muros
Quero escrever a poesia nas unhas
Quebro o perfume da sua presença
Vem e castiga-me infinitamente
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segunda-feira, novembro 01, 2010
de todos, é também nosso...
Amor Mantido
.
De curiosidades semeadas por cristais de luz matutina
Mais um dia corria solto entre gorjeios de passarinhos
Notas se soltavam pelos ares através de trino afinado
Indo compor cenários retratados em flores e sons de sinos
Passando as mãos pela noite senti a voz líquida da lua
E medi seus compassos riscando no chão raras nuanças
Renovando espaços internos alarguei ruas e casas
Compreendi o frio na procura do cobertor que faltava
Muitas vezes não revelava quantos medos escondia
Longe dessa verdade não encontrava vontade de mudar
Hoje acordo cedo como semente gerando ramos e folhas
E exploro a imensa força que antes não queria enxergar
Vivenciei o novo amor falando de palavras que queria
E parei nos traços de sua boca que ocupava um sorriso
Não sabendo contar quantas letras teria essa arquitetura
Percorri curvas de acidentes atrás desse outro abrigo
Agora o que sou não se traduz em acentos e palavras
Pelos mesmos motivos ainda visto as cores da vida
Um momento em que me molho de vez na chuva
Na esteira de muitas delícias ela é a minha preferida
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quarta-feira, outubro 20, 2010
nosso 31 de outubro
Segredos que Bastam
.
Achados em sonhos inúmeros segredos são contados
Os acontecidos por dentro viram manchas solares
Insistem em nos lançar sem pára-quedas ao vento
Grãos de suspiros por cima de um horizonte incendiado
.
As mínimas vontades parecem alimentar suspeitas
De anseios e palpites batem loucas em nosso peito
Nas voltas por praças à beira de penhascos e rios
Crespas e arriadas sobre selvagem montaria em pelo
.
Inebriados pelos cheiros bordados nos cabelos e panos
Pelas roupas translúcidas admiramos seixos molhados
Sonhos raros e imaginação aproxima-nos da tona
Saltando de um mar em gozo após mergulho cobiçado
.
Agora pisamos em terreno que conhecemos desde cedo
Mas desatentos acariciamos nossos rostos no fim do dia
Quando as ondas da retina se deitam em luzes de navios
Em direção a um balé primoroso de divino rebuscado
.
Sinestésico poder de nosso ser em outro movimento
Acaba e repõe suas formas e tons do jeito que são
Como a vida que dá sentido ao que existe ao redor
Evoluindo a cada passo em perpétuo ponto de fusão
.
Achados em sonhos inúmeros segredos são contados
Os acontecidos por dentro viram manchas solares
Insistem em nos lançar sem pára-quedas ao vento
Grãos de suspiros por cima de um horizonte incendiado
.
As mínimas vontades parecem alimentar suspeitas
De anseios e palpites batem loucas em nosso peito
Nas voltas por praças à beira de penhascos e rios
Crespas e arriadas sobre selvagem montaria em pelo
.
Inebriados pelos cheiros bordados nos cabelos e panos
Pelas roupas translúcidas admiramos seixos molhados
Sonhos raros e imaginação aproxima-nos da tona
Saltando de um mar em gozo após mergulho cobiçado
.
Agora pisamos em terreno que conhecemos desde cedo
Mas desatentos acariciamos nossos rostos no fim do dia
Quando as ondas da retina se deitam em luzes de navios
Em direção a um balé primoroso de divino rebuscado
.
Sinestésico poder de nosso ser em outro movimento
Acaba e repõe suas formas e tons do jeito que são
Como a vida que dá sentido ao que existe ao redor
Evoluindo a cada passo em perpétuo ponto de fusão
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sexta-feira, agosto 27, 2010
Estado sintomático
Sábios e Doentes
.
Quando um dia sequer sem ameaças
Dor e fome ainda morrem no corpo
Os caminhos demonstram violências
E ainda impunes se entrelaçam noutros
.
As mesmas promessas se arrastam
Anos a fio cortando fundo no osso
Sem panacéias que satisfaçam nada
É uma navalha o mais provido esboço
.
Mesquinharias, ambições e lucros
Impedem as necessidades da gente
Propiciam cicatrizes nos sonhos
Assim como as repetições dementes
.
Folias insanas, maus políticos, bravatas
Nos queima a todos através dos anos
Suja-se o bom gosto das almas
Que ainda acreditam nos planos
.
A hora dos consertos chega e se vai
Pelos filhos que tateiam esperanças
Em vendas manchadas por interesses vis
Até se acudir no balanço das mudanças
.
Ainda pisamos no olho da água doce
O mineral com vigor ainda borbulha
Espelho natural sem rancor se derrama
E nos alimenta com manancial ternura
.
Vale ainda os valores da sabedoria
Em cascatas reviradas por letras e lanças
Uma verdade com gosto de ruptura
No peito do ser que mantêm sua dança
.
Quando um dia sequer sem ameaças
Dor e fome ainda morrem no corpo
Os caminhos demonstram violências
E ainda impunes se entrelaçam noutros
.
As mesmas promessas se arrastam
Anos a fio cortando fundo no osso
Sem panacéias que satisfaçam nada
É uma navalha o mais provido esboço
.
Mesquinharias, ambições e lucros
Impedem as necessidades da gente
Propiciam cicatrizes nos sonhos
Assim como as repetições dementes
.
Folias insanas, maus políticos, bravatas
Nos queima a todos através dos anos
Suja-se o bom gosto das almas
Que ainda acreditam nos planos
.
A hora dos consertos chega e se vai
Pelos filhos que tateiam esperanças
Em vendas manchadas por interesses vis
Até se acudir no balanço das mudanças
.
Ainda pisamos no olho da água doce
O mineral com vigor ainda borbulha
Espelho natural sem rancor se derrama
E nos alimenta com manancial ternura
.
Vale ainda os valores da sabedoria
Em cascatas reviradas por letras e lanças
Uma verdade com gosto de ruptura
No peito do ser que mantêm sua dança
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domingo, julho 25, 2010
biodanza que desea
A Dança da Vida
Na dança da vida não sou mais um ser qualquer
Achei-me em um a mais que nós dois somente
Pela identidade encontrada em conchas e algas
Sou miríades de cerejas minando de estojos
Cascas que desfolham bailarinas entre sóis
Uma linguagem de nossos átomos em conexão
Dançamos serpenteando embolados e certeiros
Despojados como hipopótamos em altura e peso
Até nos sentirmos à vontade num vôo com o outro
Suamos em tranças de distintas e claras percepções
Quase retos na difícil arte dentre muitas a despertar
Ao largar os cacos das louças internamente quebradas
Tendência em existir num sentido incomensurável
No melhor dos tempos se permitindo durar no pouco
Outros são desenhos que se desfazem desbotados
Justo por não aceitar o real presente do bordado novo
Acertamos o que as horas a passos largos trazem do dia
Percebendo as qualidades e virtudes que nos invadem
Conhecendo tensões e matérias que nos impedem
Dançar a vida que nos atrai por relações diversas
Como animais imersos no viço da emoção humana
E erros por não fazer o que é próprio a natureza
Mesmo sabendo que o tempo é uma coisa viva
Que não deixa confundi-lo com o relógio que criamos
Nossas vivências provam o que o corpo encobre
Quer se estender no mesmo espaço raro dos atos
Dando voltas de costas no dorso de suas costas
Quando a cabeça deita no ombro uma linda lua
Na dança da vida não sou mais um ser qualquer
Achei-me em um a mais que nós dois somente
Pela identidade encontrada em conchas e algas
Sou miríades de cerejas minando de estojos
Cascas que desfolham bailarinas entre sóis
Uma linguagem de nossos átomos em conexão
Dançamos serpenteando embolados e certeiros
Despojados como hipopótamos em altura e peso
Até nos sentirmos à vontade num vôo com o outro
Suamos em tranças de distintas e claras percepções
Quase retos na difícil arte dentre muitas a despertar
Ao largar os cacos das louças internamente quebradas
Tendência em existir num sentido incomensurável
No melhor dos tempos se permitindo durar no pouco
Outros são desenhos que se desfazem desbotados
Justo por não aceitar o real presente do bordado novo
Acertamos o que as horas a passos largos trazem do dia
Percebendo as qualidades e virtudes que nos invadem
Conhecendo tensões e matérias que nos impedem
Dançar a vida que nos atrai por relações diversas
Como animais imersos no viço da emoção humana
E erros por não fazer o que é próprio a natureza
Mesmo sabendo que o tempo é uma coisa viva
Que não deixa confundi-lo com o relógio que criamos
Nossas vivências provam o que o corpo encobre
Quer se estender no mesmo espaço raro dos atos
Dando voltas de costas no dorso de suas costas
Quando a cabeça deita no ombro uma linda lua
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- Africa dos Meus Sonhos
- Ágora
- Alice Não Mora Mais Aqui
- Amarcord
- Amargo Pesadelo
- Amigas com Dinheiro
- Amor e outras drogas
- Amores Possíveis
- Ano Bissexto
- Antes do Anoitecer
- Antes que o Diabo Saiba que Voce está Morto
- Apenas uma vez
- Apocalipto
- Arkansas
- As Horas
- As Idades de Lulu
- As Invasões Bárbaras
- Às Segundas ao Sol
- Assassinato em Gosford Park
- Ausência de Malícia
- Australia
- Avatar
- Babel
- Bastardos Inglórios
- Battlestar Galactica
- Bird Box
- Biutiful
- Bom Dia Vietnan
- Boneco de Neve
- Brasil Despedaçado
- Budapeste
- Butch Cassidy and the Sundance Kid
- Caçada Final
- Caçador de Recompensa
- Cão de Briga
- Carne Trêmula
- Casablanca
- Chamas da vingança
- Chocolate
- Circle
- Cirkus Columbia
- Close
- Closer
- Código 46
- Coincidências do Amor
- Coisas Belas e Sujas
- Colateral
- Com os Olhos Bem Fechados
- Comer, Rezar, Amar
- Como Enlouquecer Seu Chefe
- Condessa de Sangue
- Conduta de Risco
- Contragolpe
- Cópias De Volta À Vida
- Coração Selvagem
- Corre Lola Corre
- Crash - no Limite
- Crime de Amor
- Dança com Lobos
- Déjà Vu
- Desert Flower
- Destacamento Blood
- Deus e o Diabo na Terra do Sol
- Dia de Treinamento
- Diamante 13
- Diamante de Sangue
- Diário de Motocicleta
- Diário de uma Paixão
- Disputa em Família
- Dizem por Aí...
- Django
- Dois Papas
- Dois Vendedores Numa Fria
- Dr. Jivago
- Duplicidade
- Durante a Tormenta
- Eduardo Mãos de Tesoura
- Ele não está tão a fim de você
- Em Nome do Jogo
- Encontrando Forrester
- Ensaio sobre a Cegueira
- Entre Dois Amores
- Entre o Céu e o Inferno
- Escritores da Liberdade
- Esperando um Milagre
- Estrada para a Perdição
- Excalibur
- Fay Grim
- Filhos da Liberdade
- Flores de Aço
- Flores do Outro Mundo
- Fogo Contra Fogo
- Fora de Rumo
- Fuso Horário do Amor
- Game of Thrones
- Garota da Vitrine
- Gata em Teto de Zinco Quente
- Gigolo Americano
- Goethe
- Gran Torino
- Guerra ao Terror
- Guerrilha Sem Face
- Hair
- Hannah And Her Sisters
- Henry's Crime
- Hidden Life
- História de Um Casamento
- Horizonte Profundo
- Hors de Prix (Amar não tem preço)
- I Am Mother
- Inferno na Torre
- Invasores
- Irmão Sol Irmã Lua
- Jamón, Jamón
- Janela Indiscreta
- Jesus Cristo Superstar
- Jogo Limpo
- Jogos Patrióticos
- Juno
- King Kong
- La Dolce Vitta
- La Piel que Habito
- Ladrões de Bicicleta
- Land of the Blind
- Las 13 Rosas
- Latitude Zero
- Lavanderia
- Le Divorce (À Francesa)
- Leningrado
- Letra e Música
- Lost Zweig
- Lucy
- Mar Adentro
- Marco Zero
- Marley e Eu
- Maudie Sua Vida e Sua Arte
- Meia Noite em Paris
- Memórias de uma Gueixa
- Menina de Ouro
- Meninos não Choram
- Milagre em Sta Anna
- Mistério na Vila
- Morangos Silvestres
- Morto ao Chegar
- Mudo
- Muito Mais Que Um Crime
- Negócio de Família
- Nina
- Ninguém Sabe Que Estou Aqui
- Nossas Noites
- Nosso Tipo de Mulher
- Nothing Like the Holidays
- Nove Rainhas
- O Amante Bilingue
- O Americano
- O Americano Tranquilo
- O Amor Acontece
- O Amor Não Tira Férias
- O Amor nos Tempos do Cólera
- O Amor Pede Passagem
- O Artista
- O Caçador de Pipas
- O Céu que nos Protege
- O Círculo
- O Circulo Vermelho
- O Clã das Adagas Voadoras
- O Concerto
- O Contador
- O Contador de Histórias
- O Corte
- O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante
- O Curioso Caso de Benjamin Button
- O Destino Bate a Sua Porta
- O Dia em que A Terra Parou
- O Diabo de Cada Dia
- O Dilema das Redes
- O Dossiê de Odessa
- O Escritor Fantasma
- O Fabuloso Destino de Amelie Poulan
- O Feitiço da Lua
- O Fim da Escuridão
- O Fugitivo
- O Gangster
- O Gladiador
- O Grande Golpe
- O Guerreiro Genghis Khan
- O Homem de Lugar Nenhum
- O Iluminado
- O Ilusionista
- O Impossível
- O Irlandês
- O Jardineiro Fiel
- O Leitor
- O Livro de Eli
- O Menino do Pijama Listrado
- O Mestre da Vida
- O Mínimo Para Viver
- O Nome da Rosa
- O Paciente Inglês
- O Pagamento
- O Pagamento Final
- O Piano
- O Poço
- O Poder e a Lei
- O Porteiro
- O Preço da Coragem
- O Protetor
- O Que é Isso, Companheiro?
- O Solista
- O Som do Coração (August Rush)
- O Tempo e Horas
- O Troco
- O Último Vôo
- O Visitante
- Old Guard
- Olhos de Serpente
- Onde a Terra Acaba
- Onde os Fracos Não Têm Vez
- Operação Fronteira
- Operação Valquíria
- Os Agentes do Destino
- Os Esquecidos
- Os Falsários
- Os homens que não amavam as mulheres
- Os Outros
- Os Românticos
- Os Tres Dias do Condor
- Ovos de Ouro
- P.S. Eu te Amo
- Pão Preto
- Parejas
- Partoral Americana
- Password, uma mirada en la oscuridad
- Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
- Perdita Durango
- Platoon
- Poetas da Liberdade
- Polar
- Por Quem os Sinos Dobram
- Por Um Sentido na Vida
- Quantum of Solace
- Queime depois de Ler
- Quero Ficar com Polly
- Razão e Sensibilidade
- Rebeldia Indomável
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- Salvador Puig Antich
- Saneamento Básico
- Sangue Negro
- Scoop O Grande Furo
- Sem Destino
- Sem Medo de Morrer
- Sem Reservas
- Sem Saída
- Separados pelo Casamento
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- Sexo, Mentiras e Vídeo Tapes
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- Slumdog Millionaire
- Sobre Meninos e Lobos
- Solas
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- Terapia do Amor
- Terra em Transe
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- The Bourne Supremacy
- The Bourne Ultimatum
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- Tootsie
- Torrente, o Braço Errado da Lei
- Trama Internacional
- Tudo Sobre Minha Mãe
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- Um Bom Ano
- Um Homem de Sorte
- Um Lugar Chamado Brick Lane
- Um Segredo Entre Nós
- Uma Vida Iluminada
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- Vestida para Matar
- Viagem do Coração
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- Vida Bandida
- Voando para Casa
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