Vou dizer porque eu acho que vivemos agora a hora mais perigosa da história da humanidade
Por Jairo José da Silva
Vou dizer porque eu acho que vivemos agora a hora mais perigosa da história da humanidade
Por Jairo José da Silva
O "método" eleitoreiro da oposição: mentir!
"A elite do atraso" e o candidato do crime organizado
Uma conhecida de Brasília ressalta que temos uma "elite do atraso", e que seria responsável por acordos políticos com corruptos que nos deixou no estado de coisas da economia e da realidade política brasileira em que nos encontramos. Ela, em sua mente doutrinada quer se referir ao governo atual como o fascista, o inominável, por seus viés ideológico vai enxergar o mal no que odeia por divergência e prefere ignorar, esquecer, os vários anos do petismo, quase uma década e meia, nos quais o roubo e a corrupção, o aparelhamento das instituições, a hipocrisia da propaganda de ajuda aos pobres trabalhadores nós levaram a pior crise, absurda, que legou ao país o patamar de uma profunda "pandemia moral".
Quia bono? A quem aproveita o crime?
Quem lucra com a dilaceração da alma nacional num confronto vil de todos os egoismos e de todas as inconsciências? As pesquisas de opinião respondem que, de todos os brasileiros, o único que não tem medo de ser feliz já ganhou quarenta por cento das intenções de voto para a Presidência.
Poderia ser uma coincidência, o efeito acidental de uma conjuntura. Mas, recuando em busca de suas raízes, vemos que esse efeito foi longamente desejado e meticulosamente preparado pela mais hábil e talentosa geração de intelectuais ativistas já nascida neste país. A geração que, derrotada pela ditadura militar, abandonou os sonhos de chegar ao poder pela luta armada e se dedicou, em silêncio, a uma revisão de sua estratégia, à luz dos ensinamentos de Antonio Gramsci. O que Gramsci lhe ensinou foi abdicar doo radicalismo ostensivo para ampliar a margem de alianças; foi renunciar à pureza dos esquemas ideológicos aparentes para ganhar eficiência na arte de aliciar e comprometer; foi recuar do combate político direto para a zona mais profunda da sabotagem psicológica. Com Gramsci ela aprendeu que uma revolução da mente deve preceder a revolução política; que é mais importante solapar as bases morais e culturais do adversário do que ganhar votos; que um colaborador inconsciente e sem compromisso, de cujas ações o partido jamais possa ser responsabilizado, vale mais que mil militantes inscritos. Com Gramsci ela aprendeu uma estratégia tão vasta em sua abrangência, tão sutil em seus meios, tão complexa de ação, que é praticamente impossível o adversário mesmo não acabar colaborando com ela de algum modo, tecendo, como profetizou Lênin, a corda com que será enforcado.
Trecho do Prefácio à segunda edição do livro de Olavo de Carvalho, "A Nova Era e A Revolução Cultural, Fritjof Capra & Antonio Gramsci", 4a edição, VIDE Editorial , julho de 2014.
Acompanhando os fatos sobre a interferência do STF/TSE nos demais poderes, que estão chocando os brasileiros que se ocupam da realidade do país e das coisas da política, quero compartilhar algo muito importante, chegado de maneira digamos pouco surpreendente, o que vou apresentar não como uma teoria da conspiração ou como uma ficção de quinta categoria, mesmo porque antes quero evitar ser bloqueado nessa joça, que ao meu ver ainda serve para alguma coisa. Para bom entendedor, meia palavra basta, o que fiz com mais de meia. O que seria um simples compartilhamento, que poderia sair com de erros de digitação, de sintaxe que alegamos coisa do corretor automático (sic), e até pela ação de "dedos gagos", resolvi compilar refazendo partes do texto original procurando dar o recado bem desenhado. Acho que consequi. Aqui vai... um quase textão!
O passeio do hacker (insider job)
Eu não tenho vergonha nem receio de hastear minha, nossa bandeira. Se você tem algum preconceito de quem a segura, empunha com honra gentilmente sabendo seu significado, e você rotula o cidadão, seja de bolsonarista, de direita, gado, o traduz politicamente de forma negativa, um brasileiro que leva nas mãos um símbolo da nação, e daí como se fosse um inimigo, um adversário o faz de pária, me parece uma grande limitação, um erro elementar, pense... se isso acontece é porque sua mente, seu coração, foram tomados, desfigurados, corrompidos, e há um motivo, mesmo que o desconheça.
Não há apenas, se você quer dividir em atores em direita e esquerda nessa guerra ideológica, só dois padrões de comportamento, viu doutores! O que existe também são pessoas, gente, milhões que não esquece dos fatos, da busca da verdade, de pensar no mundo como ele nos apresenta os sinais, grita por melhorias e com razão, nós mudamos e o mundo se transforma junto, e é ocupado por novas ideias, independente das antigas teorias, das utopias ditas libertadoras, progressistas, que mostram sua verdadeira face, destrutiva, na política, no discurso, que esvaziou-se na prova das ruas.
Ser conservador, amar a família, defender seu país, cuidar da sua terra e valores, ter a percepção que há culturas e costumes, diversidades, intelectual, essencial, natural, que devemos considerar na prática, a moral e a ética, sermos valorizados por nossa humanidade em todos os aspectos, antes de qualquer divergência.
Lembre-se, há mais substrato na busca da sabedoria, que enxerga a essência humana, do que na incompetência de ideologias que carrega velhos preconceitos.
A educação, a língua, a linguagem
Dados do Instituto Paulo Montenegro de 2018 mostram que somente 12% da população brasileira possui proficiência no uso da linguagem, e que o contingente de analfabetos dobrou no período de 2016-2018, coisa impressionante; os 88% restantes são, a maioria deles, incapazes de organizar o raciocínio, juntar ideias, refletir e elaborar um texto contando sua história e realidade realizando atividades e tarefas dentro de padrões profissionais, técnicos, de médio e baixo requisitos. Segundo o painel onde encontramos os dados sobre o domínio da língua entre os brasileiros, 8% são analfabetos, 22% rudimentar, 34% possui domínio elementar, 24% intermediário e os de formação universitária, grupo contido nos 12% de proficiência da língua, que poderia ter o privilégio de poder refletir e interpretar a realidade e os fatos com maior domínio da linguagem, prolifera um exército de analfabetos funcionais, um descalabro, uma consequência de décadas de descaso com a educação.
Vendo e revirando os fatos voltamos à roda da verdade, do referente abandonado ao sabor da moda da linguagem. Voltamos a falar de pensamentos e ideias que retratam a realidade atual porque cada palavra tem uma definição e ação intrínseca podendo ser manipulada em sua origem segundo o interesse de quem as controla, seja censurando ou limitando seus significados para impedir conhecer e entender, ignorar, o referente. A quem interessa o permanente estado de conflito, desorientação, dicotomias, maniqueísmo, esvaziamento e negação do real?
Dar nome às coisas é o que mais se teme hoje, pelo menos na hora de se conhecer os atores, os fatos, e os feitos nas últimas décadas. Identificar através de uma simples análise o que se vê, sente e se conhece tornou-se dependente de desejos, palavras vazias, direitos momentâneos, autoreferentes, sem conexão com a realidade, sem leitura nem proficiência toda definição tornou-se relativa e pendular conforme o propósito de cada indivíduo aprisionado em sua própria mente. A interpretação do mundo desprovida de linguagem, essa degradada, modificada em seu significado e propósito, que é ler o mundo real, traduz uma sociedade doente, de alma arrasada, perdida no que é de mais importante ao caminho do conhecimento, ao ser, ao indivíduo, à sua tribo: a educação.
Essa entrevista com o Jordan Peterson, ajuda a entender como o domínio da linguagem e de suas categorias concorre para refletir e responder, a partir de um conjunto de conhecimento adquirido, de forma clara e civilizada, questões construídas de maneira distorcida, deturpada, capciosa, politizada para fins específicos, e sobretudo oportunista, tendo como fonte o raciocínio desenvolvido pelo entrevistado. Aqui, o que a jornalista faz do que consegue captar das respostas é criar a seu modo a "falácia do espantalho" (Schopenhauer), aquele a ser desmoralizado, destruído. E porque não diante das câmeras para muitos, milhares, milhões de telespectadores!
Em certo momento, a jornalista Cathy Newman insiste numa agressiva defesa da política identitária, chegando a acusações levianas ao posicionamento conservador recente do entrevistado a respeito de uma lei referente a indivíduos trans, então, ficando evidente sua postura ostensiva, articuladora, por vezes ao dar em cima da fala do psicólogo, ela continua inquirindo a ressaltar o tema que trata a lei, provocativa, para chegar a um objetivo intrigante, que leva ao clima inquietante de tentativa de constrangimento, apenas impedido pela reação inteligente, madura e pacífica do psicológo apontando a clara ofensa dirigida nas ilações da jornalista, o que a "pega na volta" do seu limitado jogo de palavras em busca da verdade dela. Nesse ponto, o Jordan Peterson coloca no contexto a importância da liberdade de expressão, dela, que é o que a permite ser ofensiva em determinadas circunstâncias, óbvio, e a dele, respeitando o contraditório; ela ao descobrir a falha de atitude, e virtude dele em "pegá-la" sem a julgar, ri do próprio tropeço após rápida reflexão, o que pareceu ridículo, típico dos lacradores que não pensam apenas caçam a quem cancelar no debate. Nisso a grande mídia, os jornalistas ativistas, a banda intelectual, cultural e política da esquerda, ruído de uma nota só, atualmente oposição, todos atualmente são bem semelhantes em todo lugar.
A incerteza moral nos condena ao passado
A incerteza moral nos trouxe o medo, esse que veio por décadas sendo negado pintado de esperança sob um véu de mentiras, um fator de covardia, fazendo assim perdermos a confiança. Com medo e desconfiados esperamos que alguém nos diga o que fazer, em vez de decidirmos por conta própria o nosso destino. É essa a situação do povo brasileiro.
Outro fator é a psicose informática, a desinformação controlada pela grande mídia, o que faz você pensar que não entende mais nada, e daí passar a não querer mais entender, mais um fator que se soma a falta de confiança decorrente da incerteza moral por não saber, confuso, o que é certo ou errado, dada as circunstâncias onde se perdeu o fiel da balança, o prumo da ética, já corrompido.
Muitos se perguntam "em quem acreditar", o que deixa claro uma necessidade de respostas urgentes à agonia pandêmica, esta que chega abrindo a entrada para o falso articulador, o moderado, o salvador da pátria, aquele que vai colocar a mão enganadora com paliativos, demagogia, populismo, utopias, na ferida não cicatrizada dos desacreditados, agora aberta por essa nova oportunidade comum a muitos tomado pelo medo e a incerteza, então, que encontrada pode tornar possível de ser tomada em mãos autoritárias vestidas com luvas de pelica e o coaxar histórico de velhas políticas.
Acompanhando o Parler. É sabido, que quem procura acha. Achei. Dias atrás postei um vídeo no qual o Rodrigo Constantino fala da censura que o YouTube determinou sobre uma entrevista feita por ele com o Dr. Alessandro Loiola. Retiraram o vídeo. Porque isso? Perguntamos. Diz o Youtube, a equipe que adota regras para selecionar o que pode e o que não pode, o fact-cheking agindo seletivamente, diz que feriu as regras do grupo ou "padrões da comunidade". Por acaso, descobri que um dos responsáveis, uma, tem preferências ideológicas e compromissos que definem de acordo com a sua política o que é ou não "correto" ser publicado. Bem, aqui está uma das integrantes do grupo, neste caso do Facebook, que define os limites da liberdade de expressão hoje existente nas redes sociais.
Acompanhando o Twitter. Quer saber quem está por trás do Sleeping Giants? Siga o dinheiro, esses são os verdadeiros fomentadores desse "laranjal" de intrigas sociais e instauração do fascismo. O pano de fundo é a desorientação, manter o controle das liberdades dos que ainda pensam, observam as informações da realidade e os fatos que desmente narrativas, dos que se manifestam contra as ditaduras, o poder desmesurado do Estado totalitário, querem dominar e estabelecer sua forma de "democracia" de mentirinha criada à sua imagem e regras particulares, para entregar a sociedade aos pequenos ditadores como Doria e subordinados ao "governo sem limite", às imposições imperiais, sem respeito a lei, ao regramento estabelecido democraticamente por uma sociedade que elege seus representantes, ainda que não sejam os melhores. Considerando o que estamos assistindo, sentindo, rasgar a Constituição pode ter sido o estrago inicial dessa história, que já é real, por parte desses títeres.
Um feito de um "santo de casa"
O Ocidente islamizado
O triunfo da mentira
Uma ditadura amostra grátis, a Vachina do Ditadória, tantos engolindo o embuste. Quem levará a trolha, às pressas, passivos, sem questionar nada? É o que estamos vendo, os ativistas togados Supremos e os delinquentes presidentes das duas casas do Congresso que estão comendo a democracia pelas beiradas. Até quando?
Um grupinho de bandidos já governou o país durante quase 18 anos, tiveram nas mãos o poder executivo, a presença nos Estados e boa parte da gestão dos municípios, mas os brasileiros dobraram a esquina para o lado da liberdade, demitiram a maioria dos corruptos, que foram derrotados nas urnas em 2018 e perderam ainda mais em 2020, mas, infelizmente continuam tentando de todas as maneiras com apoio da estrutura burocrática ativista (no STF, no Congresso, entre acadêmicos, intelectuais, cultura etc etc) dar um golpe branco.
Uma história recente da política no Brasil 👈
Uma pequena explicação sobre o passado recente de todos os brasileiros, de fato, da grande maioria dos brasileiros, no qual se viveu uma fantasia por incompetência e abuso de uma ideologia na prática absurda de seu projeto, da imposição de uma utopia política, social e cultural. A fatura foi desastrosa, e desabou sobre nossas cabeças tão logo começaram a perder o controle do poder sem limites, embora, ainda, alguns iludidos pensem que viveram o sonho de suas vidas, e acreditem que defendendo a volta dessa quimera e de seus líderes, profetas, consigam fazer o que desejam ignorando os fatos e por uma dissonância cognitiva estarem em completa falta de percepção da realidade e dos fatos, insistam em resistência, vandalismos, violência e autoritarismo para tentar chegar a seus objetivos. Nada coerentes, boicotam, impedem, recorrem a mentiras, motivam outros a atos inconsequentes que proíbem a realização, o alcance dos anseios básicos, a muito tempo desprezados, dos brasileiros dedicados em trabalhar por um melhor presente para os seus e um futuro produtivo, seguro, saudável para a população e a democracia do nosso país.
"O amigo do amigo do meu amigo" citado na Lava Jato
Quem sabe não seja uma "liçãozinha" da Orcrim, Organização Criminosa dos corruptos, aos que não cumprem a risca os seus comandos vindo pela correia de transmissão lá de cima, o poder "acima" dos togados do STF, acima da lei e de todos, de onde continuadamente vemos uma pressão etérea, empedernida, indefinida, nervosa, capciosa, visivelmente de perfil escroto e militante. É que segundo o ditado, "escreveu não leu..." ou "faça o que mando, mas...". Certamente nunca saberemos a verdadeira razão do "acidente" sofrido pelo ex-presidente do supremo, porém, ele será sempre reconhecido como o "indicado" do ex-presidiário Lula e o "amigo do amigo do amigo do amigo".
Para fechar o caso, que mais parece uma anedota, a explicação dada por ele sobre seu estado de aparência de um atropelado por uma carreta é... "que os hematomas são (decorrentes) de tratamento dermatológico que tem como objetivo diminuir a cicatriz (de um acidente doméstico) e outros pontos". O que está suposto no início do post e em pontos mais adiante, um pouco antes, entre parênteses, são cotejos, frutos da imaginação fértil, intrigante, como contribuição deste humilde escrevinhador.
George Orwell: Os socialistas e os pobres 👈
Jordan Peterson lê trechos de "O Caminho Para Wigan Pier" e relaciona com a sua experiência pessoal com os socialistas.
Compartilhado de post do João Carlos Feichas Martins no Facebook, 30 de novembro:
Se engana quem acredita que realmente o radicalismo e a resistência da esquerda foram derrotados nessa eleição, o buraco é mais embaixo. A ideologia que sustenta a sua utopia é seguida por uma militância doutrinada e por uma plêiade da grande mídia, cultura, judiciário e intelectuais desenxavidos ativistas, e continua dando mais do mesmo, tendo o gramiscismo como sua referência histórica estratégica atualizada, sem autocrítica do passado, sem uma mínima avaliação de responsabilidades por crises provocadas ou desastres políticos e sociais. Fica 2020 como testemunho.
Ser justo é bom
Por Fabio Blanco
Ser justo é bom. No entanto, não existe justiça sem amor, como não existe justiça sem coerência. Amor e coerência são como que a balança que permite que a justiça seja aplicada com equilíbrio.
No entanto, as pessoas estão sofrendo uma demasiada pressão social por serem justas, sem que lhes seja exigido, da mesma maneira, que tenham amor e coerência.
É uma pressão por estar do “lado certo” da sociedade, o que isso significa participar de julgamentos coletivos, de justiçamentos sociais; de determinar que certas atitudes, certos grupos, certas crenças e certas convicções, apenas por não se encaixarem nas novas concepções desta nova geração, são absolutamente condenáveis.
Assim, estar do lado certo tornou-se o objetivo e a necessidade de muita gente, pois colocar-se fora dele é como viver um ostracismo em meio à multidão. Pior, é como ser marcado por uma letra escarlate.
Isso gera nas pessoas um anseio por parecerem boas, por parecerem corretas. Antes de qualquer coisa, elas querem ter certeza que estão sendo vistas como defensoras da causa certa. Querem ter a consciência limpa, levantando as bandeiras que disseram para elas que são as mais justas.
O problema é que a maior parte dessas bandeiras são hipócritas. São, na verdade, julgamentos prévios que, longe de fazer justiça, criam ainda mais preconceitos. O resultado não poderia ser outro: enquanto os justiceiros sociais defendem liberdades, agem como censuradores, enquanto falam em igualdade, promovem a segregação, enquanto gritam por tolerância, são os primeiros a não respeitar a opinião alheia. No fim das contas, se há algo que caracteriza todos esses movimentos é a incoerência.
No entanto, convenhamos, ninguém quer ser considerado incoerente. Mesmo esses justiceiros sociais possuem, como todo ser humano, uma necessidade intrínseca de serem vistos como pessoas que fazem aquilo que falam e agem de acordo com o que pregam.
Isso significa que se elas são incoerentes não é porque querem, mas porque não percebem. E se elas não percebem é porque lhes falta habilidade cognitiva para tanto. Resumindo: a incoerência das causas modernas é, antes de tudo, um efeito do baixíssimo nível intelectual geral.
Fica evidente que muito dos erros cometidos hoje em dia, sob os pretextos de moralidade, bondade e justiça, são efeitos de falhas de pensamento, da inabilidade de construir raciocínios corretamente e da incapacidade de perceber esses erros. Claro que tudo isso aliado a uma falta de sensibilidade para perceber as injustiças que cometem e até uma certa hipocrisia.
Porém, parece-me que menos do que perversidade, é a burrice que está por trás de quase todos esses movimentos de justiça social. Sem esquecer, é claro, que a ignorância, como se diz, costuma ser vizinha da maldade.
Manifestação anti-racista perpetrada por uma extrema-esquerda
A incitação por uma manifestação, de parte da candidata do PC do B Manuela D'Ávila à prefeitura de Porto Alegre, já carregava implícito o "imprevisto" vandalismo e a destruição do mercado Carrefour. Vimos na grande mídia uma manifestação de clara violência, incendiária, porém com uma liderança e objetivos calculados.
Fim de uma era política
O desmanche do PT
J.R. Guzzo, Gazeta do Povo, 19/11/2020.
Desmanche do PT coincidiu com o desmanche do próprio Lula, condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato.
Pouco se ouviu falar do ex-presidente Lula depois de encerrado o primeiro turno das eleições municipais. Para dizer a verdade, também não tinha se ouvido muita coisa antes, durante a campanha. Não combina, nem um pouco, com o protocolo geral da ciência política brasileira dos últimos 40 anos, ou quase isso. Afinal, não se faz política neste país sem que Lula seja levado em consideração, como a peça-chave do jogo, em qualquer momento, situação ou perspectiva eleitoral.
Talvez o mais correto, hoje, seja mudar o tempo do verbo: não se fazia política sem Lula. Pelo jeito, como parecem indicar essas eleições, já estão começando a discutir a política do presente — e principalmente do futuro — sem que seja invocado o nome do ex-presidente do Brasil por dois mandatos e o grande chefe, sem a mínima contestação, daquele que foi um dos maiores partidos do país. Entre um momento e outro o seu PT foi entrando em colapso progressivo e a peça-chave deixou de ser chave.
O desmanche do PT coincidiu com o desmanche do próprio Lula – ou, mais exatamente, foi provocado pela fogueira que consumiu o ex-presidente com a sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, e os 18 meses de cadeia que teve de puxar na Polícia Federal de Curitiba.
Um ano atrás, exatamente, Lula foi solto, mas politicamente foi como se continuasse tão anulado quanto estava durante o tempo em que ficou preso. O terremoto que iria abalar o Brasil com a sua prisão simplesmente não aconteceu; o máximo que se conseguiu foi juntar uma dúzia de “militantes” em torno da sede da PF para gritar “bom dia, presidente Lula” e outras ilusões do mesmo tipo.
De lá para cá, piorou. Lula já se colocou “à disposição” para, segundo sua análise da situação, “salvar o país do fascismo”, ou algo assim. Ninguém ligou. Recebeu votos de admiração de Luciano Huck, João Doria e banqueiros de investimento que se descobriram como “homens de esquerda” , mas isso não resolve a vida de ninguém. Enfim, nessas últimas eleições municipais, bateu no seu fundo do poço pós-Lava Jato.
O candidato do Partido dos Trabalhadores na cidade que tem o maior número de trabalhadores do país – São Paulo – ficou em sexto lugar, junto com os concorrentes nanicos, no pior desempenho da sua história na capital. No restante do país, foi o mesmo cataclismo. Dos 630 prefeitos que o PT tinha em 2012, no auge de Lula, ficaram 179.
Poderá eleger mais um ou outro no segundo turno, mas isso não vai mudar absolutamente nada. O partido, que já ocupou as prefeituras de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, corre o risco de não eleger o prefeito de nenhuma das 27 capitais de estado. Aliás, só concorre em duas neste segundo turno — Recife e Vitória. Se perder, fica no zero.
Há um discreto silêncio em relação ao tema. Do mesmo jeito como não se fala alto em velório, parece falta de educação citar a calamitosa performance do PT e do seu comandante nas eleições municipais. Estão colhendo, como estabelecem as leis da natureza, exatamente aquilo que plantaram. O partido nunca se formou como um verdadeiro partido, embora tivesse todos os adereços das grandes organizações políticas.
Durante o tempo todo, faltou o essencial: a defesa de um conjunto de ideias, e não de um indivíduo — e a consequente capacidade de sobreviver à pessoa de seu líder. Sem Lula, o PT não é nada. Como não houve Lula nas eleições, não houve PT nos resultados.