quarta-feira, outubro 19, 2022

A desonestidade de uma elite intelectual

 A desonestidade de uma elite intelectual

A percepção de alguns intelectuais, uma elite, seja da cultura, seja da academia, a respeito da escalada dos atos totalitários do PT através do seu puxadinho do judiciário é uma prova do seu distanciamento da real situação do país, da passagem de grau ofensivo relativo ao reacionário de baixo calão, apoiam a escalada da repressão ao contraditório, ameaçam a liberdade de expressão, fazem o boicote de políticas de melhorias sociais e econômicas para a população brasileira, respaldados pelo ativismo dos seus togados supremos. Ainda que visualizem o pesadelo empacotado no inexistente projeto de governo defendido por eles, evitam compreender as consequências graves e inevitáveis ao  repetir à risca o totalitarismo tão conhecido, por desejarem o pior, que é o que tem por dentro, torcendo pelo pior aos de fora do alcance de seu controle.


A elite intelectual progressista continua tendo uma visão de mundo equivocada, ainda que tenha bebido na fonte de um referencial teórico de uma plêiade de humanidades, ainda são esses que irão compor e reforçar o exército de analfabetos funcionais para cumprir o papel do imbecil coletivo, no mínimo mal utilizados, por passarem pelo viés político ideológico, numa associação de conceitos pragmática tornando-os inúteis ao pleno desenvolvimento humano ao golpear maculando o processo do marco civilizatório. Seguem em favor de seus próprios fins políticos fundamentado nos anseios das minorias, nos desejos da coletividade em guerra ideológica. Agora, o direito, seja minoritário ou identitário, é exigência obtida sem luta de classes, apenas resistindo pelo caminho do golpe silencioso gramsciano.


O seu método que ainda é adotado e trabalhado sobrevive contrário ao senso comum das tradições da sociedade nas entranhas da velha política e pelas veias do estamento burocrático, capilaridade da corrupção, assim como nas bolhas da oposição acadêmica e cultural militante, que resiste em manter o ideal revolucionário pelo fim do capitalismo como uma seita de crentes delirantes, cavando fundo o lodo de conceitos e planos anacrônicos. Foram criados nos anos de ditadura no Brasil e adubados nós governos petistas, pastires da banalidade do mal que alimentam e promete assombrar com suas falsas alegorias de felicidades de graça com a permissão de vestir uma única cor, alfinetando a democracia com seus velhos retalhos de hipocrisia, desonestidade, ausência de moral, fatos que presenciamos ao vivo a cada dia nas dores sofridas atualmente por tanta gente que confiou cegamente na promessa cantada da esperança vencer o medo. Agora tememos virar uma Venezuela da noite para o dia.


Alerta! Nesses últimos anos, quase quatro de um governo eleito democraticamente  prejudicado por um ativismo judicial e as ações de elementos atabalhoados por tomar o poder, desorientados nos princípios e fora de contexto, as grotescas acusações e ataques de fake news dissonantes dos fatos, esses bichos escrotos mais iguais aos outros da fragmentada e torpe oposição; daí chegamos a distopia do medo da volta do criminoso a cena do crime e por conta disso sentimos a volta da censura, a perseguição política aos adversários, boicotes como vingança, caça a deputados que apoiam o governo e prisões de cidadãos livres, que pensam e criticam os abusos do ativismo judicial, também cancelamentos e a  desmonetização de perfis conservadores nas redes sociais. 


A adoção de um autoritarismo cínico durante a pandemia contra a população que tinha de trabalhar foi um exemplo cabal do teste da imposição de regras por parte de pequenos títeres, carta aberta pelo pensamento único, tudo sendo feito às claras, todo esse absurdo sendo negado, chancelado por uma elite intelectual conivente, alinhada aos arroubos do mal carregado do petismo que tem como maior aliado o Supremo, instância que deixou de ser superior e guardiã da nossa Constituição para então sujeitar a lei às suas levianas interpretações com consequências brutais de ilegalidade seletiva.


Essa é a situação real de nossa "liberdade de expressão", ignorada por uma oposição cega e imperiosa, que despreza a condição de impotência imposta à população que não reza na sua cartilha. Se calam e querem impedir a todos dispostos a contrariar suas imposições, e ataques à liberdade de expressão, princípio inalienável de vida. Sem compreender isso, estão separados, uma elite intelectual conivente, cúmplice de todo crime organizado e cometidos contra a democracia. 


Devem acreditar que o que pensam, desejam servirá como caminho para conseguir tudo. Ficar distante da realidade objetiva os eleva a um padrão de julgamento hediondo, quando só se confirma uma percepção de mundo caótico, bastante diferente do mundo real, onde e quando uma crescente força repressiva de um estado de exceção se espalha no tecido social. Esse mal não pode ser exposto, nem percebido pela população em geral e precisa ser encoberto pelos tapumes da censura montados pelo Ministério da Verdade, criador de uma história reescrita a seu bel prazer.


sexta-feira, outubro 07, 2022

Uma vitória política significa mais que números de uma aparente vitória

 Uma vitória política significa mais que números de uma aparente vitória

Podemos colocar no mesmo saco: inocentes úteis, consórcio da mídia, simpatizantes de corrupto e ladrão, partido do judiciário e os militantes do teatro das tesouras (pt + psdb + psb + pcdob + psol + pdt + solidariedade e demais istas). Lamentável, isso tudo que presenciamos ao longo dos últimos quatro anos, infelizmente, que envolve a qualquer um que direta ou indiretamente estão às claras batendo, censurando, cancelando, criando narrativas e fake news destrutivas, mentindo para ganhar votos, e agindo com métodos que seria punido imediatamente pelo ativismo judicial, perseguindo e censurando, o que só acontece com gente e políticos conservadores. 

A esquerda continua sob o manto da impunidade, faz a campanha mais vil e desonesta em prol do ex-presidiário com o fim de elegê-lo o quanto antes, o que teria de ser no primeiro turno, todavia fatores que ainda não conhecemos, de todo explícito, suprimiu essa anomalia.  Esses se autointitulam defensores da democracia em oposição a um governo inominável, uma oposição que está com um compromisso inadiável e fatal para a vida dos brasileiros de bem, de "tomar o poder sem eleições", e por isso utilizando de todo e qualquer artifício, legal ou ilegal, com o diabo, seu secretário para que seja exitoso. E isso obviamente vem através de uma relação umbilical de e com o crime organizado, antes institucionalizado, que foi instalado pela rede de corrupção e se alastrou por todas as instâncias, empresas públicas, universidades, instituições do estado ao longo de uma década e meia nos anos dos governos do PT. 

E a banalidade do mal que querem imputar aos outros vem deles mesmos, chamando qualquer um do que eles são e acusando seus opositores do que eles fazem ou fizeram. Apesar de todo o esforço dessa organização criminosa, o resultado político dessas eleições foram positivos para o governo Bolsonaro, na composição do senado e Câmara e governadores eleitos, os que serão, todos apoiadores declarados do presidente; ainda que o total numérico da eleição tenha ficado cinco pontos percentual aquém de uma vitória no primeiro turno.



quarta-feira, outubro 05, 2022

O algoritmo perdeu para o efeito manada

 O algoritmo perde para o efeito manada

Afranio Campos, 04/10/2022.

Os simpatizantes da esquerda, os desligados da política, os desatentos com mundo real, os militantes camisados de bandeira vermelha e os armados de cuspe, os que acham que os outros pensam como formigas, será que vão entender sem fazer o exercício mental necessário a quem busca conhecer o que realmente acontece de verdade? Certo, sabemos que essas eleições foram altamente polarizadas, a tal ponto que no decorrer da campanha restaram só dois concorrentes com o potencial de igualdade numérica para vencer o pleito, ali na margem de erro das pesquisas, mas as pesquisas sérias. Mas, vamos tentar entender o porque de levantar a lebre aqui, para ser capturada por um tiro de raciocínio e lógica simples. 

O efeito rebanho em eleições polarizadas é um fenômeno conhecido, chega a ser avaliado por alguns como um fator depreciativo e até como resultado de manipulação mais eleitoreira e inconsequente devido as mentiras formadora de boas narrativas na busca de arrebanhar incautos e os inocentes úteis, no vôo cego por meios geralmente vis e sem ética alguma no encalço de um fim, tomar o poder.

Aquele efeito de rebanho pode ser desenhado, por um lado, como o resultado de interesses diversos mas não antagônicos quando embora reunidos mobilizam-se ao chamado do líder a que se identifica, são propósitos iguais aos seus, um compromisso aceito com a certeza de estarem no caminho certo, e por outro, sendo um acidente provocado de uma clara motivação ideológica, faz uma política de pensamento único, formadora de soldados que seguem o comando por uma correia de transmissão, o que tem maior poder de decisão, que não permite um substituto à sua altura, fazem alguns de ferramenta ainda que não percebam que são meros prisioneiros mesmo sem estarem numa cela, que dormem e sonham com uma utopia de um projeto não conhecido em sua verdadeira natureza.

Apesar de toda a segurança das urnas, rapidez de resultados e lisura alardeada pelo TSE, todos esses predicados vendidos ao valor perfeição indubitável da integridade e inviolabilidade do sistema, o que não foi considerado é que sempre haverá falhas, mesmo que programada alguma rotina para conseguir resultado favorável a um candidato sem transparecer fraude, essa anomalia planejada teria de ser coerente com o efeito manada em seu mapa lógico de seleção e vínculos, e na escolha dos candidatos a cargos de deputado estadual, federal, senador e governador, seria tudo casado com a escolha do presidente. 

O algoritmo que fosse programado para de forma proposital levar a contagem dos votos em uma tendência incremental viesada a obter um vitorioso selecionado, não considerou o efeito manada do eleitorado bolsonarista, e essa falha, parece que não testada, se configurou como uma prova dessa incongruência, incoerência do sistema, uma fraude óbvia que a análise de sistemas e da ciência estatística só poderá confirmar, a partir de parâmetros que hajam, ao ter sido embutidos no corpo do algoritmo. 

Mesmo com a proibição de celulares nas cabines de votação, ainda assim, os celulares entraram nas seções, e em muitas localidades foram registrando, durante o processo de votação, inúmeros casos de grandes filas, a lentidão dos procedimentos, urnas defeituosas, eleitores substituídos por outros, militante de um partido (13) dentro da seção orientando voto sem preocupação, e nesse cenário vimos a constatação da resistência da população em comparecer à eleição e exercer o direito da escolha do seu candidato, e o que deveria ser uma clara constatação de coerência, de posse da sua cola, sua liberdade de escolha de candidatos, uma seleção de baixo para cima seguindo os números dos deputados, passando pelo senador, depois o governador e ao final o seu presidente. E assim concluir ao confirmar seu voto! O que está claro, no resultado computado por Estado e por origem de localidades e dados de suas seções recebidos pelo grande computador e na sala secreta do TSE, é que não viu-se confirmada essa correlação entre os votos casados deputados-senador-governador-presidente, um rol lógico, coerência interna e uma reação natural do efeito manada nas urnas. Em Minas Gerais, no Rio Grande do Norte para começar o estudo, inclusive em alguns grandes municípios isto ficou evidente, a prova que era necessária, está nos números, quer mais provas? É proibido questionar o sistema das urnas, para questionar o sistema das urnas corre-se o risco de perseguição, repressão e até prisão por parte do presidente do TSE. Como fazer a (proibida) auditoria, do que foi e está ressaltado por especialistas e técnicos, que é inauditável? O que não é nem aceito, pelo poder que controla as eleições, ser possível, de crítica da sua segurança, são invioláveis, que selo duro, o das (antigas) urnas!

Porque foi reiteradamente afirmada invioláveis e indiscutível como questão de interesse público, mesmo com a invasão do TSE por um hacker, evento de possível injeção de controles no sistema das urnas com possibilidade de apresentação de anomalias futuras, recusaram o voto impresso com argumentos que deturparam a proposta original. Abusaram do poder de censura com ameaças à liberdade de expressão, apelaram na divulgação de excelência do sistema e das urnas arquitetando projeto de poder como políticos, discursando em palestras de escala internacional, e aqui entubando o banido desnecessário voto impresso numa comissão parlamentar na coxia do Congresso.

Agora, após as eleições a cobrança deve ser dirigida ao próprio presidente do TSE, por tudo, porque aconteceu muita coisa errada sob a anuência do ativismo judicial em favor do partido da esquerda quebrando a confiança no próprio processo administrado pela instância superior que tem a responsabilidade de prestar o serviço de realizar as eleições. Na real, analisando os critérios que o TSE e o candidato do ativismo judicial indica, é que não estamos em um processo de eleições para escolha do presidente do Brasil, mas de escolha de um regime de governo, o do escolhido pela esquerda.



quinta-feira, agosto 04, 2022

O ativismo judicial se confirma com a resposta do militante togado Barroso

 O ativismo judicial se confirma com a resposta do militante togado Barroso ao lhe cair a carapuça que o PR ofereceu em entrevista a Rádio Guaíba de POA. A essa fala do PR a militância de redação logo se posicionou em apoio ao supremo ativista. O texto a seguir foi compartilhado do Leandro Ruschel ( getrevue.co), que descreve sobre como se deu a querela política em que o supremo Boca de Veludo abre seu dircurso para rebater e fazer oposição declarada ao Executivo.

O PR acusa "o ministro de ter cometido crime ao intervir numa discussão sobre o voto impresso no Legislativo, já que é VEDADO a ministros do Supremo se envolver em atividade político-partidária.”
Texto do Leandro Ruschel: "Poucos casos são mais exemplares de como funciona a manipulação das notícias pela militância de redação em alinhamento ao establishment do que a forma como a Daniela Lima apresentou ao público a denúncia do presidente contra o ministro Barroso.
'Para quem não viu, o presidente Bolsonaro, em entrevista à Rádio Guaíba de POA acusou o ministro de ter cometido crime ao intervir numa discussão sobre o voto impresso no Legislativo, já que é VEDADO a ministros do Supremo se envolver em atividade político-partidária.'
O ministro Barroso se defendeu afirmando que foi até o Parlamento por convite dos deputados e quem mente é o presidente, além de acusá-lo de ser um “mau perdedor”.
A âncora da CNN, Daniela Lima, assim como praticamente toda militância de redação, passou a “noticiar” a versão do ministro.
A imprensa não opera mais para apresentar a realidade de forma minimamente isenta. O objetivo é atacar o presidente e defender qualquer oposição.
O deputado Paulo Eduardo Martins, que foi PRESIDENTE da Comissão do Voto Impresso, a melhor fonte possível sobre o tema, corrigiu Daniela, informando que Barroso foi convidado para discutir a medida na Comissão mas se negou a fazê-lo, indo depois falar numa Comissão Geral no Plenário.
A militante insistiu no “erro”, e ainda acusou o deputado de estar desinformando o público. Novamente, Paulo explicou que após reunião com líderes partidários a Comissão foi modificada, e que esse era o ponto importante da discussão levantada pelo presidente da República.
Sem se dar por vencida, a militante novamente negou que postou uma inverdade: que Barroso teria ido a Comissão do Voto. Não foi. Três convites foram aglutinados para discussão no Plenário, na Comissão Geral, onde ele não seria “apertado” por opositores.
Ao invés de apresentar os fatos e deixar o público decidir o que aconteceu, a militância de redação simplesmente opera em modo de propaganda política de oposição.
Vejamos a sequência de fatos:
Ministros do Supremo deixaram muito claro a sua posição contra o voto impresso DESDE SEMPRE, derrubando medida aprovada pelo Congresso em 2015, com amplo apoio parlamentar. A justificativa utilizada foi que o voto impresso não respeitaria o sigilo do voto, o que não é o caso.
Com isso , houve NOVA iniciativa do governo, agora através de uma PEC, o que deixaria a medida mais difícil de ser derrubada novamente pelo Supremo. Havia na Comissão do Voto Impresso maioria para aprovar a medida. Barroso foi convidado e não foi na Comissão.
Por pressão das lideranças, o convite à Comissão do Voto se transformou em Convite para Comissão Geral, no Plenário da Câmara, um ambiente com menos espaço para questionamentos e para o contraditório. A informação pode ser conferida no próprio site do TSE.
Durante esse período, há amplas fontes na própria imprensa noticiando a pressão dos ministros da Corte Eleitoral contra a implementação do voto impresso, culminando numa reunião com todos os caciques partidários no final de junho/2021.
Após a reunião, os caciques efetivamente TROCARAM os membros da comissão que eram favoráveis ao voto impresso, por deputados contrários à medida. Com isso, a medida não passou na Comissão. Esses são fatos que a militante da redação da CNN não apresentaram ao público.
Posteriormente, Arthur Lira levou a matéria à votação no Plenário. Mesmo com toda a pressão contrária, e o abandono da pauta pelos líderes, a medida ainda contou com a maioria dos votos (229x218), apesar de não os necessários para aprovar uma PEC (308).
Alguém consegue honestamente afirmar que NÃO HOUVE pressão política de ministros sobre parlamentares para enterrar o voto impresso? Conforme a própria imprensa noticiou, a articulação para derrubar a medida foi muito mais extensa do que uma fala do ministro no Plenário da Câmara."

Quem são os advogados de extrema-esquerda recebidos por Fachin

 


Quem são os advogados de extrema-esquerda recebidos por Fachin
Lucas Ribeiro, BSM, 30/07/2022.
Grupo Prerrogativas, recebido em audiência pelo ministro do STF, é composto por militantes jurídicos do PT e suas linhas auxiliares
A página oficial do TSE publicou uma nota relatando o encontro do ministro do TSE, Edson Fachin com integrantes do grupo Prerrogativas. A nota retratou o grupo apenas como um grupo de juristas que “atua na defesa do Estado Democrático de Direito”. A matéria oficial no site do TSE ainda ressaltou uma declaração de Fachin: “O ataque às urnas eletrônicas como pretexto para se brandir cólera não induzirá o país a erro”. O ex-advogado do MST indicado pelo PT para ministro da Suprema Corte ainda louvou a preocupação do grupo Prerrogativas “com a democracia e a vida pública no país”. E completou: “Não há justiça sem sociedade civil e advocacia fortes”.
Contudo, vale perguntar: seria o grupo Prerrogativas apenas a “sociedade civil” lutando pelo “Estado democrático de Direito” conforme o texto da assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral, ou existem influências ideológicas e partidárias dessa ONG de juristas?
Quem são as figuras consideradas “imparciais” que fazem parte dessa confraria de juristas?
Uma das integrantes é ex-desembargadora Kenarik Boujikian, uma notória petista que considera um absurdo a prisão de Lula da Silva. Ela também participou do teatro jurídico feito na PUC São Paulo chamado “Tribunal do genocídio”, que declarou Bolsonaro culpado por genocídio em razão de suas ações durante a pandemia de covid-19.
Outra personagem da confraria é o advogado petista Mauro Menezes. Em 2019, Menezes participou de um manifesto que exigia a libertação do condenado Luís Inácio Lula da Silva. O manifesto foi replicado pelo próprio Instituto Lula.
Carol Proner também foi recebida pelo ministro Fachin. Proner é advogada, professora universitária e é casada com Chico Buarque. A advogada faz parte de organizações de extrema-esquerda na área jurídica, como o Instituto Joaquín Herrera Flores baseado na “perspectiva crítica” (marxismo e variantes). Ela também é parte do Grupo de Puebla. Membro do conselho editorial do jornal petista Brasil 247, Carol também é uma das fundadoras do grupo de advogados petistas chamado Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). Ela tem presença frequente na página oficial do PT.
O advogado criminalista Juliano Breda estava na comitiva recebida pelo ministro do TSE. Ele foi um dos advogados que entrou com recurso para que Lula fosse pudesse concorrer nas eleições de 2018.
A lista de advogados petistas ou afins a esquerda não para. Um dos fundadores do Grupo Prerrogativas é o Marco Aurélio de Carvalho. Ele já deu entrevistas para o jornal de extrema-esquerda e petista Diário do Centro Mundo explicando sua estratégia de rever o julgamento do Lula. Carvalho já explicou abertamente qual é o papel do “Prerro”. Em entrevista ao blog DCM, ele disse que já tinha 30 anos de militância (começando aos 13 anos de idade) e isso o credenciaria a defender Lula. Marco Aurélio ainda afirma que o grupo Prerrogativas foi uma espécie de reencontro de amigos militantes. Marco Aurelio é fundador “Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) que é basicamente uma organização de juristas de esquerda e extrema esquerda que dizem representar a sociedade civil. Para ele, Lula é “um patrimônio da humanidade”.
Augusto Arruda Botelho é outro membro conhecido do grupo. Pupilo de Marcio Thomas Bastos, ex-ministro da justiça do PT, segundo reportagem da Revista Veja SP ele era parte do grupo de criminalistas que atuou na defesa das empresas envolvidas no Petrolão. O faturamento destes criminalistas variava de 3 a 5 milhões de reais, conforme informou a revista. O advogado é comentarista na CNN, prestou muitos serviços ao PT. Hoje ele é pré-candidato a deputado federal pelo PSB, partido que tem a vice-presidência da chapa petista. Marcio Thomaz Bastos era chamado carinhosamente de “God” pelos amigos das empreiteiras do Mensalão, segundo a Revista Veja. Seguindo os caminhos de mestre, Augusto Botelho faz uma carreira exitosa no direito criminal.
A lista de juristas petistas, de esquerda ou extrema-esquerda é interminável na organização. Eles usam a velha estratégia da esquerda de criar instituições que leva o nome de conceitos bem vistos pela sociedade como: “democracia”; “liberdade”; “Estado de Direito” quando no fim das contas é um aparato de um partido político dentro do guarda-chuva de neutralidade que remete a palavra “sociedade civil” como uma espécie de feitiço que transforma “atividade partidária” em “instituição”.
A advogada Flavia Ferronato, do Movimento Advogados do Brasil, fez duas ações recentes. Primeiramente, solicitou audiência com o Ministro Fachin. Em seguida, no dia 29 de julho, elaborou um manifesto defendendo a liberdade de expressão e a democracia. Ferronato, de forma incisiva, disse em seu manifesto a à nação brasileira em defesa das liberdades: “Há em nosso País a gravíssima tentativa da consolidação da ditadura do pensamento único que vem impondo a censura e desmonetização dos meios de comunicação independentes e de perfis de redes sociais de brasileiros”.

Resta saber se o Ministro Fachin irá ouvir outras vozes diferentes do partido pelo qual tem tanto carinho, ou se só valerá a democracia para aqueles que pensam como ele.


O CONSÓRCIO TÁ ABUSANDO DA APOSTA NA VOLTA DO NOVE DEDOS

 O CONSÓRCIO TÁ ABUSANDO DA APOSTA NA VOLTA DO NOVE DEDOS

Se engane não com discurso bonito e falso de corrupto e Ladrão, descondenado, vil, em um tudo sujo bafento, patrocinado por uma elite de banqueiros e grupos da cultura chupadores de lixo ideológico mais o apoio do consórcio desmamado da mídia parida de desonestos militantes de redação.
Nós já fomos feito de palhaço durante muito tempo, no desarme da percepção, da vontade de saber a verdade, do exercício do pensar, de falar sem censura do contraditório, ser contra a trapaça, do bora mudar o que antes nos era alarmante porém não se deixava falar, nada de transparente estava no Planalto, queriam que parecesse que não havia corrupção, surrupio do dinheiro do BNDES, fisiologismos, hipocrisia e o butim das Estatais. Mas havia, e ninguém alí mostrava que percebia, faziam vista grossa pois muitos bebia no mesmo tacho, os companheiros da boquinha, era na Rouanet, no mensalão, no petrolão, era uma Casa Parlamentar ainda mais suja, da cumeeira do triplex até o sítio.
Luoro ou Mooula com Chuchu, LooMoro ou MorLoola com Chuchu, e o Cirooola nem pensar, no cool.
Tanto faz e nenhum deles fez o bem, nenhum deles vale um voto e nem mais um ovo podre.
O voto é muito importante para se jogar fora, nem ser ABSTENÇÃO, por isso vamos fazer mais, continuar com 22 para assegurar aos brasileiros o que foi feito e era de se esperar, para conquistar um Brasil melhor para os anos 2023, 2024, 2025, 2026.
O voto no 22 é uma clara vontade popular, por emprego, segurança e liberdades, a conquista da democracia ferida pelo ativismo judicial que nos rouba a liberdade de expressão em fatias dia a dia sem respeito a Constituição. Esse outubro será nosso limiar, será a reeleição do capitão ou a cama de gato para os milhões de brasileiros que não querem de volta o anhangá, capiroto, galhardo, mafarrico, mofento, pé-cascudo.


quarta-feira, julho 13, 2022

A NOM e o globalismo, outra realidade para a economia de mercado

Penso que não devemos ir pelo fatalismo de alguns, nem no caminho do alarmismo terrorista. Já passamos por diversos paradigmas do pensamento econômico, o da "mão invisível" de Adam Smith, o keinesianismo do Estado investidor/alavancador, a planificação totalitária do Estado socialista, e atualmente a NOM do globalismo tentando trazer outra realidade para a economia de mercado, o antigo mercado que os economistas suspeitam ou negam ser auto-organizado e procuram controlar de alguma forma através do planejamento e econometria.

Para os que apoiam uma governança de metacapitalistas, deuses do Olimpo, será mais uma experiência de controle que nos levará a uma expansão dos monopólios onde teremos uma (des)organização ainda maior da produção e restrição da riqueza para uma minoria, com uma exacerbação de poder de alguns títeres, em conglomerados, corporações, e o surgimento de uma sociedade distópica na qual poucos cidadãos ainda acreditarão em democracia. Mas, acredito que esse projeto é natimorto, por não considerar o imprevisível, a complexidade da humanidade intrínseca à liberdade do pensamento e do Espírito, que sempre esteve e está presente na história das relações humanas, entre os humanos e a natureza. Temos em toda nossa experiência, enquanto civilização, que o mal que nos afeta e nos chega ainda a castigar nunca será permanente, mudamos quando é a hora, a evolução nos dá bons exemplos.

Vou dizer porque eu acho que vivemos agora a hora mais perigosa da história da humanidade

Vou dizer porque eu acho que vivemos agora a hora mais perigosa da história da humanidade

Por Jairo José da Silva

A evolução das comunidades humanas ao longo da história tem sido até o presente um processo de auto-organização.
Vou explicar o que é isso.
Um sistema complexo, como, por exemplo, a comunidade humana como um todo, é formado por partes que interagem entre si de modo não-linear, que é quando uma parte do sistema influencia o comportamento das outras partes, mas é também influenciada por elas. Quando todas as partes do sistema, ou boa parte delas, interagem entre si desse modo, ele está submetido a uma dinâmica não-linear.
Quando essa dinâmica não é regida por leis preestabelecidas ou impostas desde o exterior, o sistema se diz auto-organizado. Em sistemas auto-organizados a dinâmica emerge da interação entre as partes. Cada parte pode seguir leis de evolução próprias, mas não há uma lei geral para todo o sistema.
Por exemplo, o mercado financeiro. Cada ator no mercado tem suas próprias regras de conduta, cada um age à sua maneira. O mercado como um todo se alinha na resultante da interação entre todos esses atores, talvez de uma maneira que nenhum deles previa. Os economistas tentam adivinhar os princípios pelos quais o mercado reage, mas se ele for realmente auto-organizado, esses princípios não existem. Qualquer lei eventualmente descoberta será extremamente suscetível às condições dadas e não terá a robustez de uma lei geral válida em qualquer situação.
Assim é a história humana. Não importa quão submetidas a regras próprias seja uma ou outra comunidade ou país, a dinâmica da evolução geral da humanidade nasce do atrito entre essas comunidades constituídas num sistema complexo auto-organizado.
Se a dinâmica do sistema for, ademais, caótica, isto é, se pequenas alterações locais puderem influenciar por interação não-linear a dinâmica geral, a evolução do sistema se torna não apenas imprevisível como altamente instável.
Talvez, se César tivesse acordado uma hora mais tarde aquele dia e estivesse menos irritado, talvez ele não tivesse decidido desafiar o Senado romano e não tivesse cruzado o Rubicão com suas tropas. Talvez então a república romana não teria sucumbido à ditadura. Alea jacta non fuisset.
Sendo a História tão imprevisível, os historiadores têm se contentado em simplesmente descrever os fatos, não buscar leis históricas gerais. Isso até Marx, que se iludiu que tinha descoberta o motor da História e que poderia, portanto, dirigir a história. Deu no que deu.
Porém, nos últimos cem anos mais ou menos, instrumentos extremamente poderosos têm surgido aptos a domesticar consciências e induzir reações coletivas mais ou menos previsíveis. A internet é um deles, o mais importante. Por outro lado, pela primeira vez na história estão surgindo pessoas, poucas, porém dedicadas, com dinheiro e poder suficiente para usar esses instrumentos segundo a sua vontade. A consequência pode ser a possibilidade, pela primeira vez, de alguém dirigir o destino da humanidade segundo o seu arbítrio. Essa força externa substituiria a auto-organização pela imposição de um destino.
Suponha, por exemplo, que um trilionário tome posse de todas as plataformas sociais e, controlando-as, convença uma parte substancial da população, com base em estudos financiados por ele mesmo, que estamos na iminência de uma crise ambiental catastrófica só evitável por ação de um governo transnacional unificado.
Não estamos aí ainda, mas ….

terça-feira, julho 12, 2022

O "método" eleitoreiro da oposição: mentir!

 

O "método" eleitoreiro da oposição: mentir!

Onde tem fumaça tem fogo. Esse é um ditado popular muito comum quando se suspeita de algo que parece óbvio ao bom juízo. No episódio da prisão preventiva do Milton Ribeiro me parece que há clara intenção e método, que fica claro ao se configurar quase que simultaneamente uma prisão arbitrária, por decisão de um juiz militante com o pedido de abertura de uma CPI da Educação. O cenário de uma interferência no executivo com o aval do ativismo judicial por uma solicitação do PT, cria de novo o palco do circo midiático que se abre para uma campanha eleitoreira medíocre e sórdida da oposição. Outro ato do totalitarismo da esquerda se estampa nas acusações de assédio por parte da ativista funcionária da Caixa, na foto junto com seus companheiros da CUT, que afastou o presidente da instituição bem próximo das eleições, um golpe bem organizado para impactar a estabilidade do executivo. Onde tem fumaça tem fogo.




"A elite do atraso" e o candidato do crime organizado

"A elite do atraso" e o candidato do crime organizado

Uma conhecida de Brasília ressalta que temos uma "elite do atraso", e que seria responsável por acordos políticos com corruptos que nos deixou no estado de coisas da economia e da realidade política brasileira em que nos encontramos. Ela, em sua mente doutrinada quer se referir ao governo atual como o fascista, o inominável, por seus viés ideológico vai enxergar o mal no que odeia por divergência e prefere ignorar, esquecer, os vários anos do petismo, quase uma década e meia, nos quais o roubo e a corrupção, o aparelhamento das instituições, a hipocrisia da propaganda de ajuda aos pobres trabalhadores nós levaram a pior crise, absurda, que legou ao país o patamar de uma profunda "pandemia moral".

No meu entendimento, tudo tem um sentido próprio, tosco, de inversão, ao compreender e dar como tal na sua visão e acusação, de ser essa tal elite que apoiou o presidente (sic), sendo a responsável e a coadjuvante de todo problema econômico, político e ético que nos abala, que rasgou o tecido social brasileiro em facções incompatíveis, trouxe à luz do dia o "ódio do bem", o totalitarismo da esquerda, pra ela da direita, sem máscaras, e abriu a guerra cultural sem camuflagem, como era; porém ela erra o verdadeiro alvo, enquanto elite desprovida de senso moral ou ético no trato da política, colocando sua indignação contra o atual governo eleito democraticamente, enquanto cega sustenta de afagos os reais vilões do país, esses que estão se reunindo com o ex-presidiário e articulam com o chefe da organização criminosa, oportunistas sem trégua e insistentes, em apoiá-lo na volta à cena do crime, para tomando o poder a qualquer custo continuar o butim das estatais e do dinheiro do Estado. Essa é a elite que se organiza juntando-se ao capo sem apoio popular, ao partido dos supremos ativistas e a gangue da oposição no Congresso, todos eles apoiam o estado de exceção conforme seus interesses, que sabemos não serem de forma nem princípios democráticos. Não valem o que o gato enterra.



segunda-feira, setembro 06, 2021

Quem lucra com a dilaceração da alma nacional

Quia bono? A quem aproveita o crime? 

Quem lucra com a dilaceração da alma nacional num confronto vil de todos os egoismos e de todas as inconsciências? As pesquisas de opinião respondem que, de todos os brasileiros, o único que não tem medo de ser feliz já ganhou quarenta por cento das intenções de voto para a Presidência.

Poderia ser uma coincidência, o efeito acidental de uma conjuntura. Mas, recuando em busca de suas raízes, vemos que esse efeito foi longamente desejado e meticulosamente preparado pela mais hábil e talentosa geração de intelectuais ativistas já nascida neste país. A geração que, derrotada pela ditadura militar, abandonou os sonhos de chegar ao poder pela luta armada e se dedicou, em silêncio, a uma revisão de sua estratégia, à luz dos ensinamentos de Antonio Gramsci. O que Gramsci lhe ensinou foi abdicar doo radicalismo ostensivo para ampliar a margem de alianças; foi renunciar à pureza dos esquemas ideológicos aparentes para ganhar eficiência na arte de aliciar e comprometer; foi recuar do combate político direto para a zona mais profunda da sabotagem psicológica. Com Gramsci ela aprendeu que uma revolução da mente deve preceder a revolução política; que é mais importante solapar as bases morais e culturais do adversário do que ganhar votos; que um colaborador inconsciente e sem compromisso, de cujas ações o partido jamais possa ser responsabilizado, vale mais que mil militantes inscritos. Com Gramsci ela aprendeu uma estratégia tão vasta em sua abrangência, tão sutil em seus meios, tão complexa de ação, que é praticamente impossível o adversário mesmo não acabar colaborando com ela de algum modo, tecendo, como profetizou Lênin, a corda com que será enforcado.

Trecho do Prefácio à segunda edição do livro de Olavo de Carvalho, "A Nova Era e A Revolução Cultural, Fritjof Capra & Antonio Gramsci", 4a edição, VIDE Editorial , julho de 2014.

segunda-feira, agosto 09, 2021

A interferência do STF/TSE nos demais poderes

 Acompanhando os fatos sobre a interferência do STF/TSE nos demais poderes, que estão chocando os brasileiros que se ocupam da realidade do país e das coisas da política, quero compartilhar algo muito importante, chegado de maneira digamos pouco surpreendente, o que vou apresentar não como uma teoria da conspiração ou como uma ficção de quinta categoria, mesmo porque antes quero evitar ser bloqueado nessa joça, que ao meu ver ainda serve para alguma coisa. Para bom entendedor, meia palavra basta, o que fiz com mais de meia. O que seria um simples compartilhamento, que poderia sair com de erros de digitação, de sintaxe que alegamos coisa do corretor automático (sic), e até pela ação de "dedos gagos", resolvi compilar refazendo partes do texto original procurando dar o recado bem desenhado. Acho que consequi. Aqui vai... um quase textão!

"BOMBA! O RESULTADO DA REUNIÃO DO DIRETOR DA INTELIGÊNCIA AMERICANA COM O PR
Daniel articula no exterior dinheiro para pagar propina para os deputados e senadores para não aprovar o voto auditável. Segundo fontes o valor será de vários milhões para cada um dos deputados e senadores que toparem o esquema.
Segundo as postagens, a fonte é certíssima, fidedigna.
O codinome "Daniel" é do Zé Dirceu, e o codinome "Imperador" é o do Molusco, o nove dedos. O Daniel está chantageando o ministro Boca de Veludo, que já antes de ser ministro do Supremo frequentava festas de orgias com menores, o Daniel tem vídeos da época, e está chantageando o Boca de Veludo, que anda fazendo lobby no Congresso contra o #VotoImpressoAuditavel. E já do ministro Cabeçade Ovo, o Daniel tem vídeos e fotos dele negociando com traficantes do PCC, foram os próprios traficantes que entregaram os vídeos para o Daniel.
CONFISSÕES DE VÁRIOS CRIMES - TUDO GRAVADO
A Inteligência Americana quem grampeou o WhatsApp de "gente da oposição";
Um deputado fujão (Jean Wyllys) foi quem forjou visita do matador (Adélio Bispo) à Câmara dos Deputados no dia do atentado ao PR;
Falam em novo atentado para matar o PR;
Até os pilantras do PSOL Kids (MBL) receberam propina; o dinheiro já foi entregue para os "meninos" que se dizem liberais.
Confirmam que "Daniel" é o mentor do golpe; e dizem que o PR só vai soltar o vídeo mais tarde "porque ele é esperto";
Confessam que o dinheiro vem da China para "comprar" deputados que estejam a favor do voto impresso.
Quem grampeou sabe de quem é a conta do WhatsApp, portanto, não há mistério. O PR tem TUDO nas mãos. Quando quiser, pode usar o artigo 142 e botar todo mundo na cadeia, começando pelos togados ativistas; pois há:
a) A confissão de propina da China;
b) O plano para matar o PR; e
c) A compra de votos contra o "voto impresso auditável";
São crimes que ferem a Constituição como crime de lesa-pátria, sujeito à severa punição.
Sem contar que confessam abertamente que dependem da fraude nas urnas para derrubar o PR. Só falta tomar as providências para debelar o golpe. Com tais confissões, não há como os semi deuses do Supremo impor eleição sem voto impresso auditável.

sábado, agosto 07, 2021

Sistema e urnas violados "pero no mucho"

 O passeio do hacker (insider job)

Pode parecer reducionista, mas a frase "dê a um homem uma arma, e ele rouba um banco, dê um banco e ele rouba o mundo", expressa uma realidade experimentada por milhões de brasileiros durante décadas, na qual ainda duram muitos corações, duros, que também pertencem à ela todos aqueles que por entrega ideológica militam o caos e carregam junto uma bolha de incautos e inocentes úteis, uma bolha que não explodiu de todo, rasgou-se e vem derretendo desde 2016 e agoniza nos meses dessa pandemia.
Aqueles que, se ainda não caíram dela por desgosto, decepção, vício ou morte, estão acordando jogados no limbo da ilusão e da hipocrisia, agarrados a sofreguidão, duvidando da má sorte, muitos teimando em querer permanecer naquele útero doente da utopia, agora uma crença desmantelada por uma sociedade assustada frente aos desafios históricos de nosso estado democrático de direito. O primeiro toque de mensageiros do pensamento livre bateu à porta da democracia, desdenhada, cobrou o atraso das mudanças, necessárias, e sem maneiras de interpretação desenhou, apresentou a real Constituição aos olhos da população, onde se lê "todo poder emana do povo", cansada, resiliente aos abusos de poder, iletrados, abandonada à sorte manipulada há anos, presa à impotência por uma organização de criminosos.
O tempo ajudou a desmantelar as cascas que encobriam os esqueletos no armário, os esquemas do mecanismo, era tanta desinformação controlada, a burla era o normal, a moral e a liberdade de expressão cerceada, o pavor de serem descobertos, e com isso levar a todos à prisão mantinha a todos na boquinha calados, e a desconfiança, a mentira imperativa era a senha aceita até pelos letrados arrogantes no seu status.
Porém, onde se buscava o inviolável abriu-se o buraco de Pandora, a engenharia bruta do sistema não suportou o inexorável, viu vazar o caldo da informação, a resistência não foi suficiente para sustentar o esquema fraturado, burlar as leis, torcer os fatos era o que restava, sofreu exposição e o ímpeto da invasão ao código soou o alarme, produzindo o inevitável. O documento solicitado à Federal descrevia todo o processo negado pelo ministro boca de veludo, e o Presidente revelou para a imprensa a gravidade dos fatos, o que noutro momento de desvelo os togados não revelaram para não serem pegos autorizando um terceirizado a apagar as pistas do possível insider job, no linguajar técnico, mandaram deletar o Log do passeio do hacker no coração da Justiça.

sexta-feira, agosto 06, 2021

Nossa bandeira nos representa

 Eu não tenho vergonha nem receio de hastear minha, nossa bandeira. Se você tem algum preconceito de quem a segura, empunha com honra gentilmente sabendo seu significado, e você rotula o cidadão, seja de bolsonarista, de direita, gado, o traduz politicamente de forma negativa, um brasileiro que leva nas mãos um símbolo da nação, e daí como se fosse um inimigo, um adversário o faz de pária, me parece uma grande limitação, um erro elementar, pense... se isso acontece é porque sua mente, seu coração, foram tomados, desfigurados, corrompidos, e há um motivo, mesmo que o desconheça.

Não há apenas, se você quer dividir em atores em direita e esquerda nessa guerra ideológica, só dois padrões de comportamento, viu doutores! O que existe também são pessoas, gente, milhões que não esquece dos fatos, da busca da verdade, de pensar no mundo como ele nos apresenta os sinais, grita por melhorias e com razão, nós mudamos e o mundo se transforma junto, e é ocupado por novas ideias, independente das antigas teorias, das utopias ditas libertadoras, progressistas, que mostram sua verdadeira face, destrutiva, na política, no discurso, que esvaziou-se na prova das ruas.

Ser conservador, amar a família, defender seu país, cuidar da sua terra e valores, ter a percepção que há culturas e costumes, diversidades, intelectual, essencial, natural, que devemos considerar na prática, a moral e a ética, sermos valorizados por nossa humanidade em todos os aspectos, antes de qualquer divergência.

Lembre-se, há mais substrato na busca da sabedoria, que enxerga a essência humana, do que na incompetência de ideologias que carrega velhos preconceitos.



A educação, a língua, a linguagem

 A educação, a língua, a linguagem

Dados do Instituto Paulo Montenegro de 2018 mostram que somente 12% da população brasileira possui proficiência no uso da linguagem, e que o contingente de analfabetos dobrou no período de 2016-2018, coisa impressionante; os 88% restantes são, a maioria deles, incapazes de organizar o raciocínio, juntar ideias, refletir e elaborar um texto contando sua história e realidade realizando atividades e tarefas dentro de padrões profissionais, técnicos, de médio e baixo requisitos. Segundo o painel onde encontramos os dados sobre o domínio da língua entre os brasileiros, 8% são analfabetos, 22% rudimentar, 34% possui domínio elementar, 24% intermediário e os de formação universitária, grupo contido nos 12% de proficiência da língua, que poderia ter o privilégio de poder refletir e interpretar a realidade e os fatos com maior domínio da linguagem, prolifera um exército de analfabetos funcionais, um descalabro, uma consequência de décadas de descaso com a educação.

Vendo e revirando os fatos voltamos à roda da verdade, do referente abandonado ao sabor da moda da linguagem. Voltamos a falar de pensamentos e ideias que retratam a realidade atual porque cada palavra tem uma definição e ação intrínseca podendo ser manipulada em sua origem segundo o interesse de quem as controla,  seja censurando ou limitando seus significados para impedir conhecer e entender, ignorar, o referente. A quem interessa o permanente estado de conflito, desorientação, dicotomias, maniqueísmo, esvaziamento e negação do real? 

Dar nome às coisas é o que mais se teme hoje, pelo menos na hora de se conhecer os atores, os fatos, e os feitos nas últimas décadas. Identificar através de uma simples análise o que se vê, sente e se conhece tornou-se dependente de desejos, palavras vazias, direitos momentâneos, autoreferentes,  sem conexão com a realidade, sem leitura nem proficiência toda definição tornou-se relativa e pendular conforme o propósito de cada indivíduo aprisionado em sua própria mente. A interpretação do mundo desprovida de linguagem, essa degradada, modificada em seu significado e propósito, que é ler o mundo real, traduz uma sociedade doente, de alma arrasada, perdida no que é de mais importante ao caminho do conhecimento, ao ser, ao indivíduo, à sua tribo: a educação.

A falácia do espantalho

Entrevista Jordan Peterson 

Essa entrevista com o Jordan Peterson, ajuda a entender como o domínio da linguagem e de suas categorias concorre para refletir e responder, a partir de um conjunto de conhecimento adquirido, de forma clara e civilizada, questões construídas de maneira distorcida, deturpada, capciosa, politizada para fins específicos, e sobretudo oportunista,  tendo como fonte o raciocínio desenvolvido pelo entrevistado. Aqui, o que a jornalista faz do que consegue captar das respostas é criar a seu modo a "falácia do  espantalho" (Schopenhauer), aquele a ser desmoralizado, destruído. E porque não diante das câmeras para muitos, milhares, milhões de telespectadores!

Em certo momento, a jornalista Cathy Newman insiste numa agressiva defesa da política identitária, chegando a acusações levianas ao posicionamento conservador recente do entrevistado a respeito de uma lei referente a indivíduos trans, então, ficando evidente sua postura ostensiva, articuladora, por vezes ao dar em cima da fala do psicólogo, ela continua inquirindo a ressaltar o tema que trata a lei, provocativa, para chegar a um objetivo intrigante, que leva ao clima  inquietante de tentativa de constrangimento, apenas impedido pela reação inteligente,  madura e pacífica do psicológo apontando a clara ofensa dirigida nas ilações da jornalista, o que a "pega na volta" do seu limitado jogo de palavras em busca da verdade dela. Nesse ponto, o Jordan Peterson coloca no contexto a importância da liberdade de expressão, dela, que é o que a permite ser ofensiva em determinadas circunstâncias, óbvio, e a dele, respeitando o contraditório; ela ao descobrir a falha de atitude, e virtude dele em "pegá-la" sem a julgar, ri do próprio tropeço após rápida reflexão, o que pareceu ridículo, típico dos lacradores que não pensam apenas caçam a quem cancelar no debate. Nisso a grande mídia, os jornalistas ativistas, a banda intelectual, cultural e política da esquerda, ruído de uma nota só, atualmente oposição, todos atualmente são bem semelhantes em todo lugar.


quinta-feira, junho 10, 2021

A incerteza moral

 A incerteza moral nos condena ao passado 

A incerteza moral nos trouxe o medo, esse que veio por décadas sendo negado pintado de esperança sob um véu de mentiras, um fator de covardia, fazendo assim perdermos a confiança. Com medo e desconfiados esperamos que alguém nos diga o que fazer, em vez de decidirmos por conta própria o nosso destino. É essa a situação do povo brasileiro. 

Outro fator é a psicose informática, a desinformação controlada pela grande mídia, o que faz você pensar que não entende mais nada, e daí passar a não querer mais entender, mais um fator que se soma a falta de confiança decorrente da incerteza moral por não saber, confuso, o que é certo ou errado, dada as circunstâncias onde se perdeu o fiel da balança, o prumo da ética, já corrompido. 

Muitos se perguntam "em quem acreditar", o que deixa claro uma necessidade de respostas urgentes à agonia pandêmica, esta que chega abrindo a entrada para o falso articulador, o moderado, o salvador da pátria, aquele que vai colocar a mão enganadora com paliativos, demagogia, populismo, utopias, na ferida não cicatrizada dos desacreditados, agora aberta por essa nova oportunidade comum a muitos tomado pelo medo e a incerteza, então, que encontrada pode tornar possível de ser tomada em mãos autoritárias vestidas com luvas de pelica e o coaxar histórico de velhas políticas.



domingo, dezembro 13, 2020

A cara do "fact-checking" do Facebook

 Acompanhando o Parler. É sabido, que quem procura acha. Achei. Dias atrás postei um vídeo no qual o Rodrigo Constantino fala da censura que o YouTube determinou sobre uma entrevista feita por ele com o Dr. Alessandro Loiola. Retiraram o vídeo. Porque isso? Perguntamos. Diz o Youtube, a equipe que adota regras para selecionar o que pode e o que não pode, o fact-cheking agindo seletivamente, diz que feriu as regras do grupo ou "padrões da comunidade". Por acaso, descobri que um dos responsáveis, uma, tem preferências ideológicas e compromissos que definem de acordo com a sua política o que é ou não "correto" ser publicado. Bem, aqui está uma das integrantes do grupo, neste caso do Facebook, que define os limites da liberdade de expressão hoje existente nas redes sociais.

REVELADO: 'Margot Susca, certificadora de verificação de fatos' do Facebook é uma superfã de Hillary Clinton. Uma ativista anti-Trump no Twitter, que se gaba de ser o "time" da candidata presidencial derrotada Hillary Clinton. É a especialista independente encarregada de certificar o que deve ser publicado, o fact-cheking, do Facebook.


"Laranjas" do Sleeping Giants

 Acompanhando o Twitter. Quer saber quem está por trás do Sleeping Giants? Siga o dinheiro, esses são os verdadeiros fomentadores desse "laranjal" de intrigas sociais e instauração do fascismo. O pano de fundo é a desorientação, manter o controle das liberdades dos que ainda pensam, observam as informações da realidade e os fatos que desmente narrativas, dos que se manifestam contra as ditaduras, o poder desmesurado do Estado totalitário, querem dominar e estabelecer sua forma de "democracia" de mentirinha criada à sua imagem e regras particulares, para entregar a sociedade aos pequenos ditadores como Doria e subordinados ao "governo sem limite", às imposições imperiais, sem respeito a lei, ao regramento estabelecido democraticamente por uma sociedade que elege seus representantes, ainda que não sejam os melhores. Considerando o que estamos assistindo, sentindo, rasgar a Constituição pode ter sido o estrago inicial dessa história, que já é real, por parte desses títeres.



quinta-feira, dezembro 10, 2020

Um feito de um "santo de casa"

 Um feito de um "santo de casa"

Conta o imaginário popular que "santo de casa não faz milagre", o que cabe em geral falar quando há descrença sobre a competência para o feito por alguém de pouca habilidade em solucionar certas tarefas domésticas, o que de certa maneira é uma daquelas expressões que mais parece uma provocação a algum pretendente que ouse realizar algum desafio bem aos olhos de um, seu íntimo, conhecido, e que muitas vezes pode nem se confirmar como uma verdade.
O fato de se ter uma ideia, nesse caso o milagre é um ideia, e ela ter ocorrido a alguém em dada ocasião, que pode colocá-la em prática, tê-la registrado fora do seu pensamento, publicado, algo que nos ofereceria matéria, fonte qualificada, para daí podermos posteriormente verificar se houve na história desse tipo de evento, literário, intelectual, outro criador que tenha pensado daquele jeitinho, também feito o mesmo, um cópia e cola, algo assim, assim, daí teríamos a prova, a constatação que os dois santos teriam realizado o tal milagre, cada um no seu tempo é espaço, e primado pela identidade.
Em se tratando de uma celebridade da cultura nacional, Nelson Rodrigues, se encaixa muito bem na categoria de autor de importantes feitos, que no linguajar popular seria quase um "santo milagreiro" da nossa cultura, no excelente sentido. Um pensador conservador e escritor de inúmeros textos brilhantes, cevados de bom vocabulário, comparável a poucos em substrato e ineditismo. Em seu artigo "Consciência de classe" publicado no Jornal da Tarde no dia 6 de maio de 1974, pude constatar uma prévia, a partir de um trecho desse texto, do que obteria uma marca fiel do seu pensamento, e que antecipa em mais de duas décadas e meia uma declaração do escritor e filósofo italiano Umberto Eco, dada durante o evento em que ele recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim em 10 de junho de 2020.
Adiantando o papo, transcrevo o que li em matéria da grande mídia sobre o filósofo italiano: "crítico do papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, o escritor e filólogo italiano Umberto Eco afirmou que as redes sociais dão o direito à palavra a uma "legião de imbecis" que antes falavam apenas "em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade".
De acordo com Eco, "a TV já havia colocado o "idiota da aldeia" em um patamar no qual ele se sentia superior. "O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade". O filósofo ainda acrescentou algo que pode ser comparado ao que chamamos agora de fact-cheking e aconselhou os jornais a filtrarem com uma "equipe de especialistas" as informações da web porque ninguém é capaz de saber se um site é "confiável ou não". Quem diria! Segundo o escritor, 'idiotas' têm o mesmo espaço de Prêmios Nobel.
O escritor Nelson Rodrigues, nosso santo da casa, gravaria com primazia a autoria dessa joia de pensamento: “O grande acontecimento do século XIX foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota. Até então, o idiota era apenas idiota e como tal se comportava. (…) Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais atreveu-se a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Em 50 mil, ou cem, ou duzentos anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente não pensava. Os ‘melhores’ pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. (…) Deve-se ao Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentem a embriaguez da onipotência numérica (...)”.
Esse é o feito que considero pioneiro quanto a ideia que define o "idiota", o "imbecil" citado pelo Eco, um pensamento do nosso santo de casa Nelson Rodrigues.

domingo, dezembro 06, 2020

O Ocidente islamizado

O Ocidente islamizado

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 05 de março de 2007
Desde Freud: The Mind of a Moralist (1959), Philip Rieff (1922-2006) foi reconhecido como um dos mais importantes pensadores americanos. Sua última obra, My Life Among the Deathworks (University of Virginia Press, 2006), analisa a cultura como expressão da ordem divina. Ela pode nos servir de ponto de partida para explicar por que a pretensa “civilização laica” não tem como desembocar em nenhum paraíso global de justiça e prosperidade, mas só na dominação universal do islamismo.
A premissa de My Life Among the Deathworks é a admissão de que em toda cultura há uma série inumerável de palavras e símbolos que desfrutam de autoridade pública automática. São a tradução de verdades que não estão aí para ser provadas ou impugnadas: elas estruturam a nossa vida de todos os dias para muito além da nossa capacidade de reflexão consciente. Evocam a nossa obediência imediata e despertam em nossa alma sentimentos de culpa e inadequação quando as infringimos. Ao conjunto delas Rieff denomina “ordem sacra”. A educação doméstica, as regras de boas maneiras, as hierarquias administrativas, a política, o gosto literário e artístico, tudo numa cultura é “transliteração da ordem sacra numa ordem social”.
Examinar criticamente esses símbolos desde o ponto de vista da razão individual, da filosofia ou da “ciência” é legítimo, mas é uma atividade que transcorre dentro da cultura e balizada por ela. Seu alcance, portanto, é limitado: nenhum saber individual pode substituir-se à cultura como um todo. O máximo de profundidade que a sondagem dos símbolos pode alcançar é aquela que se observa na psicanálise (independentemente do conteúdo específico das teorias de Freud): a penetração do exame racional nas brumas do inconsciente, para desativar a sobrecarga de autoridade de símbolos sacrais. Estes são absolutamente necessários à cultura, mas à medida que o tempo passa eles se consolidam em formas de autoridade interiorizada cujo peso acumulado se torna opressivo. A psicanálise desata os nós da sobrecarga, liberando o indivíduo para reintegrar-se na ordem social, não para sair dela.
Na evolução histórica do Ocidente, Rieff identifica três ordens sacrais sucessivas, que ele chama de “mundos”. Na cultura do mundo antigo, greco-romano, potências espirituais supra-humanas e infra-humanas enquadravam o homem numa ordem cósmica que se traduzia em ordem social sob a noção geral de “destino”. No monoteísmo judaico-cristão, a leitura dos símbolos torna-se mais sutil e ao mesmo tempo mais exigente, instaurando o compromisso da “fé” e a luta permanente do homem para permanecer integrado na ordem divina. A terceira cultura, ou “terceiro mundo” está se formando bem diante dos nossos olhos, e sua diferença das duas anteriores é radical: pela primeira vez na história humana, as elites culturais tentam construir uma ordem social sem ordem sacra, ou melhor, contra toda ordem sacra. O experimento, enfatiza Rieff, é inédito. Comentando o livro na Intercollegiate Review, R. R. Reno, especialmente qualificado para analisar o assunto por sua experiência anterior em Ruins of the Curch: Sustaining Faith in an Age of Diminished Christianity (2002), observa que se trata de impor a toda a humanidade o uso de remédios jamais testados. Os princípios da nova civilização podem-se resumir em três enunciados:
1) Toda proibição é proibida.
2) Toda repressão deve ser reprimida.
3) A única verdade é que não existe verdade.
Nesse quadro, a própria razão é condenada como repressiva, e automaticamente o privilégio de credibilidade é transferido a símbolos de prestígio (“papéis teatrais”) associados ao poder “libertador” da satisfação narcísica. A própria “ciência” já não funciona como conhecimento racional, mas como estereótipo publicitário encarregado de legitimar os desejos da multidão, ou os da elite injetados na multidão.
As práticas culturais da nova sociedade, que Rieff exemplifica e analisa extensamente, copiam as da terapia freudiana, mas não para curar a alma e sim para esvaziá-la de todo sentido de vida. A “liberação” geral desemboca no niilismo. “Onde nada é sagrado, não existe nada.”
O problema com as análises de Rieff é que elas abrangem somente o panorama ocidental. A conseqüência inevitável é que tendem a aceitar como novo padrão civilizacional mundial aquilo que, visto desde outra perspectiva, pode ser apenas a transição rápida e fulminante de uma ordem social fundada no judeocristianismo para outra de base islâmica.
A emergência da cultura niilista pode ser datada, sem erro, do iluminismo francês. O “culto da Razão” como fundamento de uma civilização mais feliz e mais livre baseada no esclarecimento científico é apenas uma idéia popular, que não corresponde em nada à verdade histórica do iluminismo. Não apenas o século XVIII francês foi mais povoado de superstições, bruxarias, ritos esotéricos e sociedades secretas do que qualquer etapa anterior da história ocidental, como também os abismos de incongruência no pensamento dominante da época inspiraram a Goya a sua famosa gravura “El sueño de la razón produce monstruos”. Nos escritos de um Voltaire, de um Diderot, de um Montesquieu, os estudiosos vêm descobrindo padrões de descontinuidade e desequilíbrio que raiam a loucura pura e simples. Como observou Paul Ilie no monumental The Age of Minerva (2 vols., Philadelphia, University of Pennsylvania Press, 1995), mais que a época da razão o iluminismo foi a época da ruptura radical entre a razão e os sentimentos, estes expressando-se em delírios passionais que pareciam emergidos diretamente do inferno, aquela em simulacros de ordem que celebravam indiretamente a onipotência do caos. Paul Hazard, em La Pensée Européenne au XVIIIe. Siècle, mostrou que a receptividade dada à crítica antitradicional intelectualmente sofisticada foi devida menos à aparente racionalidade de seus argumentos do que à atmosfera preparada por uma incrível inundação de piadas e lendas anti-religiosas, de uma baixeza e vulgaridade à toda prova, que já circulavam desde muito antes dos panfletos de Voltaire e Diderot. Boa parte da obra destes últimos (já mencionei aqui o caso de La Réligieuse , v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/070108dc.htm) não fez senão beber nessa fonte espúria e dar-lhe um verniz de respeitabilidade literária. Corroendo a fé pública nos símbolos e instituições tradicionais, o iluminismo desembocou não só na loucura genocida do Terror, mas nos sangrentos delírios pornográficos do marquês de Sade, que vieram a exercer contínua atração hipnótica sobre a imaginação francesa até Jean-Paul Sartre e Georges Bataille (v., deste último, L’Érotisme: “Do erotismo pode-se dizer que é semelhante à morte”). O mergulho final do intelectual francês no submundo do marquês de Sade tomou forma, não literária, mas biográfica, em Michel Foucault , escravo das drogas e devotamente empenhado em “transcender o sexo” mediante o sofrimento físico em rituais de flagelação masoquista, com algemas, chicotinho, cuecão de couro e tudo o mais (não sei se é para rir ou para chorar, mas leia a história completa em Roger Kimball , “The perversions of Michel Foucault”, na revista The New Criterion, http://www.newcriterion.com/archive/11/mar93/foucault.htm).
A inspiração niilista do movimento revolucionário pode ter sido obscurecida por um breve momento graças à ascensão da utopia proletária, mas sua natureza profunda não demorou a aparecer de volta sob a forma de montanhas de cadáveres, um acúmulo impensável de sofrimento humano, resultando enfim no fiasco da URSS e nos arranjos capitalistas do comunismo chinês. A desilusão com o comunismo soviético e chinês produziu o imediato retorno aos motes do iluminismo francês, com a nova divinização da “ciência” e a mais virulenta campanha anti-religiosa de todos os tempos, subsidiada por verbas milionárias, fortemente amparada pela indústria do show business (O Código Da Vinci, O Corpo, e agora O Túmulo de Jesus), abrilhantada por ídolos pop da divulgação científica como Richard Dawkins, Daniel Dennet e Sam Harris e coroada por uma sucessão impressionante de legislações repressivas promovidas diretamente pelos organismos internacionais e voltadas contra a expressão pública da fé. Injetada num ambiente previamente preparado pelo “politicamente correto”, e coincidindo no tempo com a nova onda de anti-semitismo europeu e com a matança generalizada de cristãos nos países islâmicos e comunistas, a campanha dá um passo enorme no sentido da extinção do legado civilizacional judaico-cristão e na instauração mundial da social-democracia laica, o prêmio de consolação dado pela elite globalista à esquerda mundial pelo fracasso do comunismo russo-chinês.
Ora, a absoluta incapacidade da socialdemocracia laica de resistir à invasão cultural islâmica já está mais do que demonstrada na prática. Nem vou insistir nisso. Os interessados que leiam Eurabia: The Euro-Arab Axis, de Bat Ye’or (Farleigh Dickinson University Press, 2005), The Death of the West, de Patrick J. Buchanan (St. Martin’s Press, 2002) e The Abolition of Britain, de Peter Hitchens (Encounter Books, 2000), só a título de exemplos.
A fraqueza incurável daquilo que um dia foi “o Ocidente” provém do fato de que, esvaziados do conteúdo vital que recebiam da tradição judaico-cristã, os princípios mesmos que induzem os intelectuais europeus a defender seus países contra a tirania islâmica – a modernidade, a razão científica, a democracia, o progresso capitalista, a liberdade de expressão, o primado do consumidor e os confortos da previdência social – se tornam instrumentos de corrosão das identidades nacionais e da capacidade de autodefesa cultural. E de há muito os estrategistas islâmicos já perceberam isso, senão não teriam podido conceber a “guerra assimétrica” nem o uso maciço da imigração como arma de combate.
O protesto melancólico de Oriana Falacci, bradando contra o fim da Europa e nada podendo alegar em favor dela exceto seu amor pessoal às delícias da modernidade, soa tão fútil e impotente ante as exigências morais avassaladoras da autoridade islâmica que se torna o símbolo mesmo de uma civilização agonizante. O que sobra no fundo do niilismo é o hedonismo, mas seria vão tentar construir – ou defender – uma civilização com base nele. O hedonismo atrai interesses, mas não é fonte de autoridade. Ele próprio é niilismo em versão light. Anúncios de restaurantes nada podem contra o vigor do protesto islâmico.
Mas a força da invasão islâmica não repousa só na fraqueza do adversário. Há um poder efetivo, “positivo” por assim dizer, intrínseco à mensagem islâmica, que a torna especialmente capacitada a apropriar-se de um corpo civilizacional debilitado pelo niilismo. É que o próprio Islam tem um fundo “niilista”. Mohammed destruindo os ídolos da Kaaba é o advento de um monoteísmo abstrato que varre do planeta os símbolos visíveis do divino e os substitui pelo culto disciplinar do absolutamente invisível. A proibição radical das imagens equivale a uma política de terra-arrasada espiritual onde só o que sobra para atestar a presença divina é o apelo auditivo de um substantivo abstrato (Allah não significa propriamente “Deus”, nome próprio, mas “a divindade”). Nas mesquitas, o equivalente ao altar é o mihrab, um espaço vazio cavado na parede, designando a divindade eternamente ausente e inalcançável. No Islam não existe nem o povo eleito, atestando através da história a continuidade da profecia, o diálogo permanente entre o homem e Deus, nem a Encarnação pela qual o divino habita entre nós como nosso igual e nosso irmão. O ciclo da profecia está encerrado: Deus falou pela última vez a Mohammed e não falará mais até o fim dos tempos. O silêncio só é rompido pelo chamamento dos muezzins no alto das mesquitas, convocando a humanidade a prosternar-se ante o eterno Ausente que, ante a nulidade da Terra, se torna o único Presente. E Deus, segundo o Islam, jamais esteve entre nós: foi apenas uma aparência, ou melhor, uma aparição. Nobre e espiritual o quanto se queira, mas aparição. Lâ-llláha-íla-Allah, “não há deus exceto Deus” – tudo o mais é, a rigor, inexistente. Só existe Deus, inapreensível e incorpóreo – e, do outro lado, o Nada. Num mundo esvaziado pelo niilismo, o Islam se torna a única religião viável.
Continua portanto válida — não obstante erros de detalhe, concernentes por exemplo à China –, a análise feita em 1924 por René Guénon (ele próprio um mussulmano) em Orient et Occident, segundo a qual o Ocidente só teria, daquele momento em diante, três caminhos a escolher: a reconquista da tradição cristã; a queda na barbárie e em conflitos étnicos sem fim; e a islamização geral. Os que pretendem defender o Ocidente na base do laicismo ou do ateísmo só concorrem para fortalecer a segunda alternativa, ante a qual a terceira pode surgir, mais dia menos dia, até como alternativa humanitária. A “civilização laica” não é uma promessa de vida: ela é a agonia de uma humanidade declinante que, um minuto antes da morte, terminará pedindo socorro ao Islam.
P. S. – Recuso-me terminantemente a escrever “Islã”, com til, uma aberração ortográfica inaceitável.

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